Fábrica de carro voador em Taubaté deve operar até 2028 com capacidade de 480 aeronaves/ano

Começar modestamente, expandir conforme a demanda se concretizar
A estratégia da Eve é iniciar com 120 aeronaves anuais e chegar a 480 com novos módulos.
Mark

Por que a Eve está construindo essa fábrica em Taubaté especificamente, e não em outro lugar?

Mimi

A reportagem não explica a escolha de Taubaté. Sabemos que a fábrica será a unidade de produção em série, enquanto São José dos Campos continua com desenvolvimento e engenharia, mas o motivo da localização não está no texto.

Luke

Exatamente. Temos o quê, onde e quando — mas não o porquê. Isso é uma lacuna real.

Mark

Então 120 aeronaves por ano é o número que vamos ver em 2028?

Mimi

Não necessariamente. A empresa deixa claro que 120 é a capacidade instalada da primeira linha, não a produção esperada. Ela pode começar bem abaixo disso.

Luke

E isso depende da certificação da Anac, que também é 2028. Se a certificação atrasar, a produção atrasa. Há muita coisa amarrada a um único ano.

Mark

Quantas pessoas vão trabalhar lá no primeiro ano?

Mimi

Cerca de 300. Mas a empresa ainda não definiu quais cargos serão preenchidos primeiro. É um número de partida, não um plano detalhado.

Luke

Isso é importante: eles têm um número de funcionários, mas não têm um organograma. Significa que o projeto ainda está em fase de definição operacional.

Mark

Quanto dinheiro está sendo investido?

Mimi

US$ 88 milhões do BNDES. Mas a empresa diz que investimentos adicionais para expansão serão feitos gradualmente, conforme a demanda. Então esse valor inicial é apenas para colocar a primeira linha de pé.

Luke

Não sabemos quanto custará expandir de 120 para 480 aeronaves anuais. Esse é um número que falta.

Mark

E os protótipos? Quando começam?

Mimi

Nos próximos meses, em São José dos Campos. Seis protótipos de conformidade para certificação. Isso acontece antes da produção em série em Taubaté.

Luke

Mas "próximos meses" é vago. Não há data específica. E a reportagem não diz quanto tempo levará para produzir esses seis protótipos.

Mark

Então tudo depende da Anac aprovar em 2028?

Mimi

Sim. A certificação é o gargalo. Sem ela, não há operação comercial, não importa se a fábrica está pronta.

Luke

E não sabemos qual é o cronograma real da Anac, ou se 2028 é realista. Estamos tomando a palavra da Eve sobre isso.

  • A corrida para colocar carros voadores no ar ganhou endereço fixo: Taubaté, no interior paulista, onde a Eve Air Mobility prepara sua primeira fábrica de eVTOLs.
  • O projeto executivo já está concluído, mas a data de início das obras ainda não foi anunciada — a empresa avança nas adequações de infraestrutura enquanto o cronograma permanece em aberto.
  • Seis protótipos serão fabricados antes em São José dos Campos para a campanha de certificação da Anac, etapa obrigatória e determinante para qualquer operação comercial.
  • Com capacidade inicial de 120 aeronaves por ano e 300 trabalhadores, a fábrica foi projetada de forma modular para crescer até 480 unidades anuais conforme o mercado evoluir.
  • O BNDES financia US$ 88 milhões do projeto, sinalizando apoio estatal a uma aposta industrial que mistura aviação, mobilidade urbana e tecnologia de ponta.

No interior de São Paulo, uma fábrica destinada a produzir aeronaves de decolagem vertical começa a tomar forma em Taubaté — sinal de que a mobilidade aérea urbana deixa, aos poucos, o domínio da ficção científica para entrar no calendário industrial. A Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, avança nas etapas de implantação com previsão de produção comercial até 2028, aguardando a certificação regulatória que tornará o voo possível não apenas no papel, mas nos céus. É um momento em que a engenharia, a burocracia e o mercado precisam convergir — e o ritmo dessa convergência definirá se o futuro chega no prazo prometido.

A Eve Air Mobility avança na implantação de sua primeira fábrica de aeronaves de pouso e decolagem vertical — os chamados eVTOLs — em Taubaté, no interior de São Paulo. O projeto executivo da unidade foi concluído, e a empresa trabalha agora nas adequações de infraestrutura e na preparação para a instalação dos equipamentos. A data exata do início das obras ainda não foi divulgada, mas a meta é iniciar a produção comercial até o fim de 2028.

A fábrica começará com cerca de 300 trabalhadores e capacidade para produzir 120 aeronaves por ano — número que representa a primeira linha de produção, não uma meta imediata de volume. O projeto modular permite expansão gradual: com novos módulos, a capacidade pode chegar a 480 aeronaves anuais, acompanhando o crescimento da demanda. Antonio Carmesini, vice-presidente de industrialização da Eve, destacou que essa escalada será feita em etapas.

Antes de Taubaté entrar em operação em série, seis protótipos de conformidade serão fabricados nas instalações da Embraer em São José dos Campos. Esses protótipos alimentarão a campanha de certificação junto à Anac, etapa obrigatória para que o eVTOL possa voar comercialmente — e cuja conclusão está prevista para 2028. São José dos Campos seguirá com papel relevante no desenvolvimento e na engenharia do programa.

O eVTOL da Eve combina oito propulsores para voo vertical, asas fixas para cruzeiro e um propulsor traseiro, com capacidade para quatro passageiros e um piloto e alcance de até 100 quilômetros. O projeto conta com financiamento de US$ 88 milhões do BNDES, e investimentos adicionais para ampliar a fábrica serão feitos de forma progressiva, conforme o mercado se consolide.

A Eve Air Mobility está avançando na construção de sua primeira fábrica de carros voadores no interior de São Paulo, em Taubaté, com planos de começar a produção comercial até o final de 2028. A empresa já completou o projeto executivo da unidade e agora trabalha nas etapas de implantação física, incluindo adequações na infraestrutura e preparação para instalação dos equipamentos necessários. Embora o progresso seja real, a Eve ainda não anunciou uma data específica para o início das obras.

A fábrica começará com aproximadamente 300 trabalhadores e terá capacidade inicial para produzir até 120 aeronaves por ano. Esse número, porém, representa apenas a capacidade da primeira linha de produção e não significa que a empresa atingirá imediatamente essa quantidade. O projeto foi desenvolvido de forma modular, permitindo expansão gradual. Com a instalação de novos módulos, a capacidade poderá chegar a 480 aeronaves anuais, conforme a demanda do mercado evolua. Antonio Carmesini, vice-presidente de industrialização, suprimentos e TI da Eve, explicou que a expansão será feita em etapas, acompanhando o crescimento do mercado.

Antes de iniciar a produção em série em Taubaté, a Eve fabricará seis protótipos de conformidade nas instalações da Embraer em São José dos Campos. Esses protótipos serão utilizados nos testes e na campanha de certificação do eVTOL pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A certificação é um passo obrigatório para que a aeronave possa operar comercialmente, e a expectativa é que seja concluída em 2028. Carmesini ressaltou a importância de diferenciar essa etapa de produção de protótipos da operação comercial em si, deixando claro que o cronograma de certificação é determinante para o início das operações.

O eVTOL, que significa aeronave de pouso e decolagem vertical, utiliza uma configuração chamada "lift-plus-cruise", combinando oito propulsores para voo vertical, asas fixas para cruzeiro e um propulsor traseiro. A aeronave terá capacidade para quatro passageiros e um piloto, com alcance de até 100 quilômetros. Embora Taubaté seja designada como a unidade de produção em série, São José dos Campos continuará tendo um papel relevante no desenvolvimento e na engenharia do programa, mantendo a integração entre as duas localidades.

O projeto recebe financiamento de US$ 88 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A empresa afirma que investimentos adicionais para ampliar a capacidade da fábrica serão feitos de forma gradual, conforme a evolução do mercado. As necessidades de contratação ainda estão sendo definidas de acordo com o desenvolvimento do veículo e o modelo de produção, e a empresa ainda não detalhou quais cargos estarão entre as primeiras contratações. A estratégia é começar modestamente, com 120 aeronaves anuais, e expandir progressivamente conforme a demanda se concretizar.

Taubaté será nossa unidade de produção em série, enquanto São José dos Campos continuará tendo um papel relevante no desenvolvimento e na engenharia do programa
— Antonio Carmesini, vice-presidente de industrialização, suprimentos e TI da Eve Air Mobility
A expansão será feita em etapas, conforme a evolução do mercado e aumento da demanda
— Antonio Carmesini, Eve Air Mobility
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