Em 31 de agosto de 2026, o Exército Brasileiro formalizará a aquisição do Centauro II BR, uma viatura blindada de oito rodas armada com canhão de 120 milímetros, selando parceria com o consórcio europeu IVECO-Oto Melara. O gesto vai além da compra de equipamento: é uma aposta deliberada na soberania industrial, com transferência de tecnologia e nacionalização de componentes que buscam enraizar na Base Industrial de Defesa brasileira o conhecimento necessário para operar — e um dia produzir — plataformas de combate de ponta. Na longa história das forças blindadas do país, este contrato marca me
Exército Brasileiro assina contrato para aquisição do Centauro II BR
Mobilidade, proteção e poder de fogo em uma plataforma de rodas
Por que o Exército escolheu justamente este momento para assinar esse contrato? Há alguma pressão externa ou mudança estratégica?
O contrato faz parte de um programa estratégico de longo prazo. O timing pode estar relacionado a ciclos orçamentários ou a conclusão de fases anteriores de negociação, mas o anúncio não especifica pressões imediatas.
Exatamente — o comunicado não diz por que agora. Sabemos que é parte de um programa maior, mas não sabemos se há urgência operacional, se é resposta a algo, ou se é simplesmente o calendário de aquisições.
A transferência de tecnologia é real ou é mais uma promessa?
O contrato prevê transferência de tecnologia, produção nacional e nacionalização de componentes. Isso está formalmente incluído no acordo com o consórcio IVECO-Oto Melara.
Mas o comunicado não detalha o que isso significa na prática. Quantos componentes serão nacionalizados? Em quanto tempo? Quem fica responsável por absorver esse conhecimento? Essas são perguntas que o anúncio não responde.
Qual é o tamanho deste lote de experimentação? Quantos veículos?
O comunicado não especifica o número de unidades que serão adquiridas nesta fase.
Isso é uma lacuna importante. Sem saber quantos Centauro II BR estão sendo comprados, é difícil avaliar o impacto real no poder de combate das unidades de cavalaria.
O que muda para a cavalaria brasileira com esses veículos?
Ganham mobilidade operacional, proteção da tripulação e poder de fogo concentrado. A plataforma 8×8 com canhão de 120 milímetros é significativamente mais capaz do que o que provavelmente usam agora.
Verdade, mas novamente — sem saber qual é o equipamento atual, qual é a unidade de comparação? O comunicado não diz o que a cavalaria tem hoje.
Essa parceria com IVECO e Oto Melara é nova ou já existia?
O comunicado não deixa claro se é uma parceria nova ou continuação de trabalhos anteriores. Apenas diz que o contrato será assinado com o consórcio.
Isso importa. Se é uma relação estabelecida, há histórico de transferência de tecnologia bem-sucedida. Se é nova, há mais incerteza sobre como vai funcionar.
Qual é o impacto esperado na indústria de defesa brasileira?
O Exército espera que a cooperação fortaleça a Base Industrial de Defesa, amplie a participação da indústria nacional e gere absorção de conhecimentos.
Novamente, são expectativas. O comunicado não diz quais empresas brasileiras estão envolvidas, qual é o escopo da produção nacional, ou qual é a linha do tempo para nacionalização de componentes.
Der Puls
- O Exército reconhece uma lacuna crítica: suas unidades de cavalaria operam com plataformas defasadas diante dos padrões modernos de combate mecanizado.
- A aquisição do Centauro II BR — com canhão de 120 mm e configuração 8×8 — representa um salto qualitativo em mobilidade, proteção e poder de fogo para as tropas blindadas.
- O lote adquirido é de experimentação doutrinária, o que revela cautela estratégica: o Exército quer testar táticas e procedimentos antes de comprometer recursos em escala maior.
- A transferência de tecnologia e a nacionalização de componentes transformam o contrato em alavanca para o desenvolvimento industrial, reduzindo dependência externa a longo prazo.
- A cerimônia de assinatura, marcada para o Salão de Honra do Comando Logístico em Brasília, sinaliza que a instituição trata este momento como marco histórico em sua trajetória de modernização.
Em 31 de agosto de 2026, o Exército Brasileiro formalizará a aquisição do Centauro II BR, uma viatura blindada de oito rodas armada com canhão de 120 milímetros, selando parceria com o consórcio europeu IVECO-Oto Melara. O gesto vai além da compra de equipamento: é uma aposta deliberada na soberania industrial, com transferência de tecnologia e nacionalização de componentes que buscam enraizar na Base Industrial de Defesa brasileira o conhecimento necessário para operar — e um dia produzir — plataformas de combate de ponta. Na longa história das forças blindadas do país, este contrato marca menos uma aquisição do que uma travessia.
O Exército Brasileiro assina em 31 de agosto de 2026, às 14 horas, no Quartel-General em Brasília, o contrato de aquisição do Centauro II BR — viatura blindada de combate sobre oito rodas, equipada com canhão de 120 milímetros. A contraparte é o consórcio formado pela IVECO e pela Oto Melara, empresas com longa trajetória em projetos de defesa. O acordo integra o Programa Estratégico Forças Blindadas, iniciativa de longo prazo voltada à modernização das tropas mecanizadas da Força Terrestre.
O lote contratado é denominado de Experimentação Doutrinária — veículos destinados a testes e treinamento antes de uma eventual aquisição em escala plena. A lógica é deliberada: as unidades de cavalaria precisam aprender a empregar a nova plataforma em cenários variados antes de integrá-la definitivamente à estrutura operacional. Para essas unidades, historicamente voltadas ao reconhecimento e ao choque, a combinação de mobilidade em terrenos difíceis e poder de fogo de calibre significativo representa uma mudança profunda no perfil de atuação.
O contrato prevê, além da entrega dos veículos, transferência de tecnologia e nacionalização de componentes — partes hoje importadas que poderão ser fabricadas no Brasil. O Exército enxerga na modernização militar uma oportunidade de fortalecer a Base Industrial de Defesa e ampliar a participação de empresas nacionais na cadeia produtiva. O consórcio europeu assume, assim, não apenas a responsabilidade pela entrega do equipamento, mas pela transmissão do conhecimento que permita ao Brasil operar e manter essas plataformas com crescente autonomia.
Os resultados da fase de experimentação doutrinária deverão orientar decisões futuras sobre o volume de Centauro II BR a ser adquirido e sobre como integrá-los plenamente às forças blindadas. A cerimônia no Salão de Honra do Comando Logístico, com toda a sua formalidade institucional, marca o início desse processo — e o Exército o trata como um momento de inflexão em sua história recente.
O Exército Brasileiro formalizará em 31 de agosto a compra de um lote experimental do Centauro II BR, viatura blindada de combate montada sobre oito rodas e equipada com canhão de 120 milímetros. A cerimônia acontecerá às 14 horas no Quartel-General do Exército, em Brasília, e marca o avanço de uma iniciativa maior de modernização das tropas mecanizadas da Força Terrestre.
O contrato será assinado com o consórcio formado pela IVECO e Oto Melara, empresas que já trabalham há anos em projetos de defesa. Este acordo integra o Programa Estratégico Forças Blindadas, um esforço de longo prazo para equipar o Exército com plataformas mais modernas. O Centauro II BR, classificado como Viatura Blindada de Combate de Cavalaria, reúne três capacidades que o Exército considera essenciais: mobilidade operacional, proteção da tripulação e poder de fogo concentrado.
O lote que será adquirido é chamado de Lote de Experimentação Doutrinária — em essência, um conjunto de veículos destinado a testes e treinamento antes de uma possível aquisição em maior escala. Isso permite que as unidades de cavalaria aprendam a empregar a nova plataforma em diferentes cenários antes de uma incorporação mais ampla. O Exército descreve a aquisição como uma ampliação substancial das capacidades de combate das unidades mecanizadas, particularmente pela introdução de tecnologia de ponta nas tropas de cavalaria.
Além da compra dos veículos, o acordo prevê transferência de tecnologia do consórcio para o Brasil. Isso significa que conhecimentos sobre fabricação, manutenção e operação do Centauro II BR serão absorvidos pela indústria nacional. O contrato também inclui a nacionalização de componentes — ou seja, partes que hoje são importadas poderão ser produzidas aqui. Essa dimensão industrial é deliberada: o Exército vê a modernização militar como oportunidade para fortalecer a Base Industrial de Defesa brasileira e ampliar a participação de empresas nacionais na cadeia de produção e manutenção.
A cooperação internacional prevista no projeto vai além da compra de equipamento. O Exército espera que a absorção de conhecimentos e a participação brasileira na produção gerem reflexos no desenvolvimento tecnológico nacional. Em outras palavras, a modernização das tropas blindadas é também uma aposta em capacidade industrial doméstica. O consórcio IVECO-Oto Melara fica responsável não apenas pela entrega dos veículos, mas pela transmissão de expertise que permita ao Brasil operar, manter e eventualmente produzir essas plataformas com menor dependência externa.
O Centauro II BR representa um salto em relação às viaturas blindadas que o Exército opera atualmente. A configuração 8×8 — oito rodas, todas com tração — oferece mobilidade em terrenos variados sem sacrificar a proteção ou o armamento. O canhão de 120 milímetros é uma arma de calibre significativo, capaz de engajar alvos blindados a distâncias consideráveis. Para as unidades de cavalaria, que historicamente funcionam como força de reconhecimento e choque, essa combinação de velocidade e poder de fogo muda o perfil operacional.
A cerimônia de assinatura ocorrerá no Salão de Honra do Comando Logístico, no bloco C do Quartel-General. Esse detalhe — a escolha do local, a formalidade da cerimônia — indica que o Exército considera este um momento importante de sua trajetória institucional. A data marca o início da fase de experimentação doutrinária, período em que os militares testarão táticas, procedimentos e doutrina de emprego do novo sistema. Os resultados desses testes provavelmente informarão decisões futuras sobre quantos Centauro II BR o Brasil adquirirá e como integrá-los plenamente à estrutura das forças blindadas.
Bemerkenswerte Zitate
A obtenção da plataforma deverá ampliar substancialmente as capacidades de combate das unidades mecanizadas brasileiras, combinando mobilidade, proteção e poder de fogo— Comunicado do Exército Brasileiro
A cooperação internacional e tecnológica prevista no projeto deverá gerar reflexos no desenvolvimento nacional, especialmente por meio da absorção de conhecimentos e da participação brasileira na produção e manutenção dos veículos— Comunicado do Exército Brasileiro