Após dois anos de adaptações impostas pela pandemia, o sistema de avaliação escolar português prepara-se para reencontrar o seu ritmo habitual. O secretário de Estado da Educação, João Costa, anunciou que exames nacionais e provas de aferição regressam ao formato pré-pandemia neste ano letivo, restaurando a obrigatoriedade e o peso avaliativo que lhes são próprios. É um sinal de que as instituições procuram recuperar a normalidade — sabendo, porém, que essa normalidade permanece condicionada ao curso imprevisível da pandemia.
Exames nacionais retomam normalidade este ano, anuncia secretário de Estado
Está tudo desenhado para um ano letivo normal, com as regras normais
Porque é que a volta à normalidade nos exames é importante agora, especificamente?
Porque dois anos de exceções criam incerteza. Os alunos, as famílias, as escolas precisam de saber as regras do jogo. Quando os exames deixam de ser obrigatórios ou ganham questões opcionais, muda tudo — a preparação, o peso psicológico, a comparabilidade entre anos.
Mas não há risco em voltar tão rapidamente ao formato antigo?
Há sempre risco. Mas o Governo está a apostar que a situação pandémica está controlada o suficiente. Se não estivesse, não publicava o calendário em Diário da República com datas tão específicas.
E se a covid voltar a complicar as coisas em maio ou junho?
Aí o calendário cai. João Costa deixou isso claro — a normalidade é condicional. É o melhor plano que têm, mas não é garantido.
Quem é que realmente se importa com isto?
Os alunos do 9.º, 11.º e 12.º anos, em primeiro lugar. Depois as escolas, que precisam de estruturar o ano letivo. E as universidades, que dependem dos exames para admissões. É um efeito em cascata.
A mudança nas regras do secundário — voltar a contar para avaliação interna — muda muito?
Muda completamente. Nos últimos dois anos, os exames eram quase opcionais na prática. Agora voltam a ser decisivos para a nota final. É uma pressão diferente.
El Pulso
- Dois anos de exceção avaliativa chegam ao fim: exames do secundário voltam a ser obrigatórios e a contar integralmente para a nota interna.
- O formato das provas regressa ao padrão tradicional, eliminando as questões opcionais que aliviaram a pressão sobre os alunos durante a pandemia.
- Um calendário detalhado já publicado em Diário da República distribui provas de aferição e exames entre maio e julho, sinalizando intenção firme de cumprir o ano letivo completo.
- A grande ressalva paira sobre tudo: qualquer nova vaga pandémica pode forçar o Governo a recuar e reimplantar medidas excecionais, tornando esta normalidade frágil.
Após dois anos de adaptações impostas pela pandemia, o sistema de avaliação escolar português prepara-se para reencontrar o seu ritmo habitual. O secretário de Estado da Educação, João Costa, anunciou que exames nacionais e provas de aferição regressam ao formato pré-pandemia neste ano letivo, restaurando a obrigatoriedade e o peso avaliativo que lhes são próprios. É um sinal de que as instituições procuram recuperar a normalidade — sabendo, porém, que essa normalidade permanece condicionada ao curso imprevisível da pandemia.
O secretário de Estado da Educação, João Costa, confirmou esta segunda-feira que os exames nacionais e as provas de aferição regressam ao funcionamento normal no presente ano letivo, revertendo as adaptações impostas pela covid-19 nos últimos dois anos. O anúncio foi feito à margem da apresentação de estudos do Instituto de Avaliação Educativa, num momento em que o Governo procura restabelecer a rotina nas escolas portuguesas.
Durante a pandemia, o sistema de avaliação externa foi profundamente alterado: as provas de aferição e as provas finais do 9.º ano foram suspensas, e os exames do 11.º e 12.º anos deixaram de ser obrigatórios para a conclusão do secundário, passando a servir apenas para acesso ao ensino superior ou melhoria de classificações. O formato das provas também mudou, com questões opcionais em que apenas a melhor resposta contava.
Agora, essa excepcionalidade termina. Os exames do secundário voltam a ser obrigatórios, contam integralmente para a avaliação interna e regressam ao formato tradicional. O calendário publicado em julho no Diário da República prevê provas de aferição do básico entre maio e junho, provas finais do 9.º ano em junho, e exames do secundário entre 17 de junho e 6 de julho.
João Costa garantiu que o executivo tem 'tudo desenhado para um ano letivo normal', mas reconheceu a ressalva incontornável: toda esta normalidade depende de a pandemia não impor, uma vez mais, medidas excecionais.
O secretário de Estado e Adjunto da Educação, João Costa, confirmou esta segunda-feira que os exames nacionais e as provas de aferição regressam ao funcionamento normal no ano letivo que se inicia, revertendo as alterações impostas pela pandemia de covid-19 nos últimos dois anos. A declaração foi feita à margem da apresentação de três estudos do Instituto de Avaliação Educativa, num momento em que o Governo procura restaurar a rotina nas escolas portuguesas.
Durante a pandemia, o sistema de avaliação externa sofreu transformações significativas. As provas de aferição foram suspensas, tal como as provas finais do 9.º ano. O Governo manteve apenas os exames do 11.º e 12.º anos, mas com uma mudança crucial: deixaram de ser obrigatórios para a conclusão do ensino secundário, servindo apenas para candidaturas ao ensino superior e, no ano passado, para melhorar classificações internas. Além disso, o formato das provas foi alterado, incluindo questões opcionais onde apenas a melhor resposta contava.
Agora, João Costa sinalizou que essa excepcionalidade termina. Os exames do secundário voltarão a ser obrigatórios, contarão integralmente para a avaliação interna e regressarão ao formato tradicional, sem as questões opcionais que caracterizaram os últimos dois anos letivos. O secretário de Estado foi claro: o calendário escolar, publicado em julho no Diário da República, prevê a realização de todas as provas, desde que a situação pandémica não force novas medidas excecionais.
O calendário estabelecido é preciso. As provas de aferição do ensino básico decorrerão entre 2 e 11 de maio para o 2.º ano, e entre 17 e 27 de maio para o 5.º e 8.º anos. As provas finais do 9.º ano têm primeira fase marcada entre 17 e 23 de junho, enquanto os exames do secundário se realizarão entre 17 de junho e 6 de julho. Esta estrutura temporal reflete a intenção de manter o ritmo habitual do ano letivo.
Quando questionado sobre a implementação destas mudanças, João Costa sublinhou que a responsabilidade pelos exames de secundário não recai apenas no Ministério da Educação, envolvendo também a tutela do Ensino Superior. Ainda assim, garantiu que do lado do executivo "está tudo desenhado para podermos ter um ano letivo normal, com as regras normais". A ressalva é importante: toda esta normalidade depende de a pandemia não impor novamente medidas excecionais, uma contingência que o Governo reconhece mas espera evitar.
Citas Notables
A não ser que tenhamos outra vez alguma excecionalidade, o caminho é o da retoma da normalidade também a respeito da avaliação externa— João Costa, secretário de Estado e Adjunto da Educação
O calendário escolar é claro e prevê a realização das provas todas— João Costa