Na noite de 27 de julho, Odelmo Leão — que por mais de três décadas moldou o destino de Uberlândia como prefeito e deputado federal — faleceu aos 80 anos após um mal-estar súbito, deixando uma cidade em luto e uma família que o conhecia não apenas como político, mas como pai e avô devotado. Sua morte chega uma semana depois de anunciar mais uma candidatura, como se a vida pública fosse, para ele, inseparável da própria existência. O que fica é a pergunta que toda liderança duradoura provoca: o que uma cidade se torna quando perde aquele que, por tanto tempo, ajudou a construí-la?
Ex-prefeito de Uberlândia Odelmo Leão morre aos 80 anos
Dedicou sua vida, de forma integral, à nossa cidade
Por que a morte de Odelmo Leão parece ter impactado tanto a cidade, além do fato de ele ter sido prefeito?
Porque ele não saiu da vida pública. Foram mais de 30 anos de presença contínua — deputado, prefeito, secretário, presidente de sindicato. As pessoas cresceram vendo seu nome nas cédulas de votação.
E a questão do timing — ele tinha acabado de anunciar candidatura à Assembleia Legislativa.
Exatamente. Não era alguém que se afastou, que se retirou graciosamente. Estava no meio do jogo, planejando o próximo passo. A morte foi abrupta.
Os comunicados falam muito sobre "legado". O que isso significa na prática para uma cidade como Uberlândia?
Significa que as pessoas associam infraestrutura, empregos, desenvolvimento econômico ao nome dele. Quando você governa por oito anos não consecutivos, deixa marcas — ruas, prédios, políticas que continuam funcionando.
Há algo de pessoal nos depoimentos, não apenas político.
Sim. Paulo Sérgio fala de amizade de 20 anos. O sindicato rural fala de alguém que nunca se desvinculou de suas raízes no campo. Não era só um político — era alguém que mantinha coerência entre o que pregava e de onde vinha.
E a família? Como fica isso?
Ele deixa uma esposa que é deputada federal, continuando a carreira política. Mas deixa também seis netos que cresceram vendo um avô que falava sobre ser avô como uma das maiores alegrias da vida. Há uma descontinuidade pessoal que não pode ser preenchida.
Der Puls
- Odelmo Leão chegou ao hospital na noite de segunda-feira com um mal-estar repentino e não resistiu — a notícia se espalhou rapidamente por Uberlândia e por Minas Gerais.
- Apenas sete dias antes de morrer, ele havia anunciado publicamente sua pré-candidatura à Assembleia Legislativa, tornando a perda ainda mais abrupta e inesperada.
- A Prefeitura decretou luto oficial de sete dias, bandeiras foram a meio mastro e eventos cancelados, enquanto a cidade buscava formas de honrar quatro décadas de presença política.
- Governador, vereadores, entidades comerciais e rurais emitiram notas de pesar, revelando a extensão de uma influência que atravessou gerações e esferas de poder.
- Por trás do político, a família — esposa, quatro filhos e seis netos — despede-se de um homem que chamava a paternidade de 'a missão mais sagrada da vida'.
Na noite de 27 de julho, Odelmo Leão — que por mais de três décadas moldou o destino de Uberlândia como prefeito e deputado federal — faleceu aos 80 anos após um mal-estar súbito, deixando uma cidade em luto e uma família que o conhecia não apenas como político, mas como pai e avô devotado. Sua morte chega uma semana depois de anunciar mais uma candidatura, como se a vida pública fosse, para ele, inseparável da própria existência. O que fica é a pergunta que toda liderança duradoura provoca: o que uma cidade se torna quando perde aquele que, por tanto tempo, ajudou a construí-la?
Odelmo Leão chegou ao Hospital Mater Dei Santa Genoveva na noite de 27 de julho após um mal-estar súbito. Poucas horas depois, aos 80 anos, estava morto. A confirmação veio da instituição hospitalar e de sua esposa, a deputada federal Ana Paula Junqueira. Os detalhes do velório ainda não haviam sido divulgados.
A trajetória política de Leão se estendeu por mais de três décadas. Ele presidiu o Sindicato Rural de Uberlândia entre 1983 e 1990, exerceu cinco mandatos como deputado federal por Minas Gerais a partir de 1991, foi secretário estadual de Agricultura em 2003 e ocupou a prefeitura de Uberlândia em dois períodos distintos — de 2005 a 2012 e de 2017 a 2024 —, totalizando quatro mandatos. A aposentadoria não estava nos planos: no dia 20 de julho, uma semana antes de morrer, ele anunciou nas redes sociais sua pré-candidatura à Assembleia Legislativa de Minas Gerais. "Inicio uma nova etapa em minha vida, com o mesmo compromisso de sempre: servir às pessoas", havia escrito.
A Prefeitura de Uberlândia decretou luto oficial de sete dias, hasteou bandeiras a meio mastro e colocou espaços públicos à disposição da família. O prefeito Paulo Sérgio, do mesmo partido, descreveu a perda como "uma dor difícil de mensurar" e afirmou ter caminhado ao lado de Leão por mais de 20 anos. O governador Matheus Simões o chamou de uma das maiores lideranças do Triângulo Mineiro. Câmara Municipal, Associação Comercial e Sindicato Rural também prestaram homenagens.
Odelmo Leão deixa a esposa Ana Paula Junqueira, quatro filhos e seis netos. Nas redes sociais, costumava compartilhar momentos em família. No último Dia dos Avós, havia escrito: "A vida me deu muitas alegrias. Ser avô é uma das maiores delas."
Odelmo Leão chegou ao Hospital Mater Dei Santa Genoveva na noite de segunda-feira, 27 de julho, após sentir um mal-estar repentino. Poucas horas depois, aos 80 anos, ele falecia. A morte do ex-prefeito de Uberlândia foi confirmada pela instituição hospitalar e pela esposa, a deputada federal Ana Paula Junqueira, também filiada ao PP. Até o fechamento das informações, detalhes sobre o velório ainda não haviam sido divulgados.
Odelmo Leão deixava para trás uma trajetória política que se estendeu por mais de três décadas. Entre 2005 e 2012, e novamente de 2017 a 2024, ocupou a prefeitura de Uberlândia em dois períodos distintos, totalizando quatro mandatos. Antes disso e paralelamente, serviu como deputado federal por Minas Gerais em cinco mandatos separados, começando em 1991. Em 2003, havia sido secretário de Estado de Agricultura de Minas Gerais. Sua vida pública também incluiu a presidência do Sindicato Rural de Uberlândia entre 1983 e 1990, período em que ajudou a consolidar a entidade como voz dos produtores rurais.
A aposentadoria não estava nos planos de Leão. No dia 20 de julho, apenas uma semana antes de sua morte, ele havia anunciado nas redes sociais a intenção de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerais nas eleições daquele ano. "Sou pré-candidato a deputado estadual e inicio uma nova etapa em minha vida, com o mesmo compromisso de sempre: servir às pessoas e trabalhar por Minas Gerais", havia escrito.
A Prefeitura de Uberlândia respondeu ao falecimento decretando luto oficial de sete dias. As bandeiras foram hasteadas a meio mastro, eventos oficiais foram cancelados, e espaços públicos foram colocados à disposição da família para a realização do velório. Em comunicado, a administração municipal destacou a participação ativa de Leão na construção de políticas públicas e na realização de obras estruturantes que contribuíram para o desenvolvimento econômico, social, urbano e institucional da cidade.
O prefeito Paulo Sérgio, também do PP, divulgou uma nota pessoal em que descreveu a perda como "uma dor difícil de mensurar". Sérgio afirmou que havia caminhado ao lado de Leão por mais de 20 anos e o considerava um grande amigo, líder e referência pessoal. "Independentemente de qualquer posicionamento político, o fato é indiscutível: Odelmo dedicou sua vida, de forma integral, à nossa cidade", escreveu.
A repercussão se estendeu além da administração municipal. O governador de Minas Gerais, Matheus Simões, descreveu Leão como uma das maiores lideranças políticas do Triângulo Mineiro, alguém que conquistou o respeito de gerações pela forma como serviu. A Câmara Municipal de Uberlândia, a Associação Comercial e Industrial de Uberlândia e o Sindicato Rural de Uberlândia emitiram notas de pesar. O sindicato, em particular, ressaltou que Leão havia levado para todas as esferas em que atuou a convicção de que uma agropecuária forte representa desenvolvimento econômico e progresso para a sociedade.
Odelmo Leão deixava a esposa Ana Paula Junqueira, quatro filhos — Ana Cláudia, Renato, Andrea e Maria Hilda — e seis netos: Laura, Bruna, Anaisa, Larissa, Renato Filho e Francisco. Ele costumava compartilhar nas redes sociais momentos com a família. No último Dia dos Pais, havia escrito: "Entre todas as missões da vida, ser pai é a mais sagrada". Na celebração do Dia dos Avós, refletiu: "A vida me deu muitas alegrias. Ser avô é uma das maiores delas."
Bemerkenswerte Zitate
Sou pré-candidato a deputado estadual e inicio uma nova etapa em minha vida, com o mesmo compromisso de sempre: servir às pessoas e trabalhar por Minas Gerais— Odelmo Leão, em anúncio de candidatura no dia 20 de julho
Perder alguém que fez parte da minha caminhada por mais de 20 anos é uma dor difícil de mensurar— Paulo Sérgio, prefeito de Uberlândia