Na tarde de uma quarta-feira em Goiânia, o peso de um ressentimento guardado por quase dois anos culminou em tragédia dentro de uma ferragista. Um ex-funcionário demitido retornou ao local onde havia trabalhado por mais de uma década e tirou a vida do gerente que considerava responsável por sua demissão, ferindo outro colaborador antes de voltar a arma contra si mesmo. O episódio nos lembra que ameaças não registradas e rancores silenciados podem, quando ignorados, transformar-se em violência irreversível.
Ex-funcionário demitido invade ferragista em Goiânia, mata gerente e se suicida
Culpou a vítima pela demissão e começou a fazer ameaças
Por que alguém esperaria dois anos para fazer isso? Parece um longo tempo para guardar raiva.
Sim, mas a delegada disse que ele começou a fazer ameaças depois da demissão. Dois anos é tempo suficiente para a raiva virar obsessão.
Mas nenhuma ameaça foi registrada oficialmente. Sabemos que a família confirmou, mas não temos boletim de ocorrência. Isso é importante porque significa que ninguém na polícia tinha registro disso.
E o gerente sabia que estava em perigo?
A família dele sabia das ameaças. Mas não está claro se José Edílson tinha tomado alguma precaução ou se havia alertado a polícia.
Exatamente. Não sabemos se o gerente estava ciente das ameaças ou se as levava a sério. Isso muda a história.
Como alguém consegue entrar em uma ferragista com uma arma?
Não há informação sobre segurança do local. Marciano era ex-funcionário, então talvez conhecesse bem o lugar.
Verdade. Ele trabalhou lá dez anos. Provavelmente conhecia a rotina, quem estava onde, como entrar. Isso não é um crime aleatório.
E o subgerente? Como está?
Foi ferido na perna esquerda, levado ao hospital e passa bem, segundo a polícia.
Mas não sabemos detalhes da gravidade do ferimento ou quanto tempo levará para se recuperar.
El Pulso
- Marciano Leodorico carregou por quase dois anos a convicção de que José Edílson havia destruído sua carreira, e essa crença se converteu em ameaças que a família do gerente conhecia, mas nunca formalizou.
- Por volta das 15h30, Marciano entrou na ferragista com propósito claro: foi direto à sala do gerente, sacou a pistola e disparou à queima-roupa enquanto José Edílson tentava fugir.
- O subgerente presente na sala foi baleado na perna esquerda e sobreviveu após ser atendido no Hospital de Urgências de Goiânia; câmeras de segurança registraram cada segundo do crime.
- Marciano encerrou o próprio ciclo de violência com um tiro na cabeça dentro da mesma sala, deixando para a polícia um cenário de três vítimas — uma fatal, uma ferida e o próprio autor.
- A delegada responsável pelo caso classificou o ato como vingança premeditada e anunciou abertura de inquérito, mesmo com o autor morto, para apurar todas as circunstâncias do crime.
Na tarde de uma quarta-feira em Goiânia, o peso de um ressentimento guardado por quase dois anos culminou em tragédia dentro de uma ferragista. Um ex-funcionário demitido retornou ao local onde havia trabalhado por mais de uma década e tirou a vida do gerente que considerava responsável por sua demissão, ferindo outro colaborador antes de voltar a arma contra si mesmo. O episódio nos lembra que ameaças não registradas e rancores silenciados podem, quando ignorados, transformar-se em violência irreversível.
Na tarde de 16 de dezembro de 2020, Marciano Leodorico entrou em uma ferragista de Goiânia por volta das 15h30 e caminhou diretamente até a sala do gerente José Edílson. Quando abriu a porta e sacou a pistola, o gerente tentou escapar — mas foi atingido à queima-roupa e morreu no local. Câmeras de segurança registraram tudo.
Marciano havia trabalhado na empresa por mais de dez anos como encarregado de transportes, até ser demitido em 2018. Após disparar contra o gerente, atirou na perna esquerda do subgerente que também estava na sala. O subgerente foi levado ao Hospital de Urgências de Goiânia e sobreviveu. Em seguida, Marciano se matou com um tiro na cabeça.
A delegada Marcella Orçai, da Delegacia de Investigação de Homicídios, apontou vingança como motivação: Marciano culpava José Edílson pela sua demissão e havia feito ameaças contra ele ao longo dos quase dois anos seguintes. A família do gerente confirmou ter recebido essas ameaças — mas nenhuma delas foi registrada em boletim de ocorrências. Apesar do suicídio do autor, a Polícia Civil informou que um inquérito será aberto para investigar os fatos.
Na tarde de quarta-feira, 16 de dezembro de 2020, um homem entrou em uma ferragista em Goiânia e disparou contra o gerente da loja. O gerente, José Edílson, tentou fugir quando viu o invasor sacar a arma, mas foi atingido à queima-roupa e morreu no local. Câmeras de segurança capturaram tudo.
O invasor era Marciano Leodorico, ex-funcionário da empresa. Ele chegou à ferragista por volta das 15h30 e procurou direto pelo gerente, que estava em sua sala conversando com outro funcionário. Quando Marciano abriu a porta e sacou a pistola, José Edílson tentou escapar, mas não conseguiu. Depois de disparar contra o gerente, Marciano atirou na perna esquerda do subgerente, ferindo-o. O subgerente foi levado ao Hospital de Urgências de Goiânia e sobreviveu. Marciano então se matou com um tiro na cabeça dentro da sala.
Segundo a Polícia Militar, Marciano havia trabalhado na ferragista por mais de dez anos como encarregado de transportes. Ele foi desligado da empresa quase dois anos antes do crime, em 2018. A delegada Marcella Orçai, da Delegacia de Investigação de Homicídios, afirmou que Marciano culpava José Edílson pela sua demissão e começou a fazer ameaças contra ele. A família do gerente confirmou que havia recebido essas ameaças.
O que chama atenção é que nenhuma dessas ameaças foi registrada em boletim de ocorrências. A delegada caracterizou o crime como um ato de vingança, motivado pelo ressentimento acumulado durante os quase dois anos que se passaram desde a demissão. Apesar do suicídio do autor, a Polícia Civil informou que um inquérito será aberto para investigar os fatos.
Citas Notables
Marciano foi desligado da ferragista há quase dois anos e culpou a vítima pela demissão, então começou a fazer ameaças. Neste caso, deve ter acontecido vingança.— Delegada Marcella Orçai, Delegacia de Investigação de Homicídios