Quem quiser sair, deve fazê-lo hoje
Em meio a negociações nucleares tensas entre Washington e Teerã, os Estados Unidos ordenaram a retirada de funcionários diplomáticos não essenciais do Iraque e do Kuwait — um gesto silencioso, mas eloquente, sobre o estado frágil da paz na região. China e Reino Unido seguiram com alertas próprios, sugerindo que a percepção de risco não é privilégio de uma única nação, mas uma leitura compartilhada por potências que observam o Oriente Médio com crescente inquietação. Quando diplomatas partem, a linguagem da precaução fala mais alto do que qualquer declaração oficial.
- O Departamento de Estado americano ordenou a saída de pessoal não essencial de Bagdá e Kuwait, enquanto cidadãos americanos já deixavam o Iraque pelo aeroporto internacional nas 24 horas anteriores.
- Relatos indicam que o embaixador em Israel instruiu funcionários a partirem naquele mesmo dia, e que a base aérea de Al-Udeid, no Catar, estaria completamente desocupada — alegações negadas, mas não explicadas, pelo porta-voz do Departamento de Estado.
- China e Reino Unido emitiram alertas paralelos, pedindo que seus cidadãos deixem o Irã, Israel e outros países da região, sinalizando uma avaliação coletiva de risco elevado.
- As movimentações ocorrem exatamente após o colapso de mais uma rodada de negociações nucleares entre Washington e Teerã, com a possibilidade de ação militar americana pairando sobre os círculos diplomáticos.
Na sexta-feira, 27 de fevereiro, o Departamento de Estado americano ordenou que funcionários não essenciais e suas famílias deixassem as embaixadas dos EUA em Bagdá e no Kuwait. Relatos indicavam que um fluxo considerável de cidadãos americanos já havia partido pelo Aeroporto Internacional de Bagdá nas 24 horas anteriores.
Segundo um correspondente do canal israelense i24NEWS, o embaixador americano em Israel, Mike Huckabee, teria instruído funcionários a partirem naquele mesmo dia, e a base aérea de Al-Udeid, no Catar, estaria desocupada. O porta-voz adjunto do Departamento de Estado negou as informações, sem oferecer explicações adicionais. O site da embaixada americana no Iraque mantém, desde junho de 2025, um alerta recomendando que cidadãos evitem o país por riscos de terrorismo, sequestros e conflitos armados.
O cenário se agrava após o encerramento de mais uma rodada de negociações nucleares entre Washington e Teerã na quinta-feira, com relatos de impasses significativos. A possibilidade de uma ação militar americana permanece em discussão nos meios diplomáticos e de segurança.
China e Reino Unido também emitiram alertas para seus cidadãos, recomendando a saída do Irã, de Israel e de outros países da região. Pequim orientou seus nacionais em Israel a monitorarem alertas locais, reforçarem medidas de proteção pessoal e se familiarizarem com rotas de evacuação e abrigos disponíveis. O padrão simultâneo de retiradas e alertas por múltiplas potências aponta para uma avaliação compartilhada: o risco na região é real, crescente e não pode ser ignorado.
Na sexta-feira, 27 de fevereiro, o Departamento de Estado americano emitiu uma ordem para que funcionários não essenciais e suas famílias deixassem as embaixadas dos EUA em Bagdá e no Kuwait. A informação foi divulgada por um correspondente do canal israelense i24NEWS através da rede social X, acompanhada de relatos de que um fluxo significativo de cidadãos americanos havia saído do país nas 24 horas anteriores pelo Aeroporto Internacional de Bagdá.
O correspondente afirmou ainda que o embaixador americano em Israel, Mike Huckabee, havia enviado uma mensagem aos funcionários da embaixada com instruções diretas: quem desejasse partir deveria fazê-lo naquele mesmo dia. A mesma fonte indicou que a base aérea de Al-Udeid, localizada no Catar, estava completamente desocupada. Quando questionado sobre essas alegações, Tommy Pigott, porta-voz adjunto principal do Departamento de Estado, negou a veracidade das informações, mas não forneceu explicações adicionais.
O site oficial da embaixada americana no Iraque mantém um aviso de viagem emitido originalmente em junho de 2025, recomendando que cidadãos americanos evitem o país devido aos riscos de terrorismo, sequestros, conflitos armados e instabilidade civil. O comunicado também ressalta a capacidade limitada do governo dos EUA em prestar assistência de emergência a seus nacionais na região.
Essas medidas ocorrem em um contexto de escalada significativa nas tensões entre Washington e Teerã. Na quinta-feira, 26 de fevereiro, os dois países encerraram mais uma rodada de negociações sobre o programa nuclear iraniano, com relatos de mídia indicando impasses substanciais entre as partes. A possibilidade de uma ação militar americana contra a região permanece em discussão nos círculos diplomáticos e de segurança.
Não é apenas Washington que está tomando precauções. A China e o Reino Unido também emitiram alertas para seus cidadãos, recomendando que deixem o Irã e outros países do Oriente Médio, incluindo Israel. Em comunicado oficial, Pequim orientou seus nacionais em Israel a monitorarem atentamente os desenvolvimentos da situação e os alertas de segurança emitidos pelas autoridades israelenses. O governo chinês pediu que seus cidadãos permaneçam vigilantes, reforcem medidas de proteção pessoal e se preparem para possíveis emergências. A recomendação inclui evitar viagens não essenciais e familiarizar-se com abrigos de proteção contra bombardeios e rotas de evacuação disponíveis.
O padrão de retiradas diplomáticas e alertas de viagem simultâneos de múltiplas potências sugere uma avaliação compartilhada de risco elevado na região. Enquanto as negociações nucleares prosseguem, o posicionamento de pessoal diplomático e a segurança de cidadãos estrangeiros permanecem questões centrais para governos que monitoram a situação no Oriente Médio.
Notable Quotes
Quem quiser sair, deve fazê-lo hoje— Embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee (conforme reportado)
Permaneçam vigilantes e reforcem as precauções de segurança e o preparo para emergências— Governo chinês, em alerta aos cidadãos em Israel
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que os EUA retiram pessoal agora, especificamente? Há algo que mudou nas negociações nucleares?
As negociações terminaram na quinta-feira com impasses claros. Não sabemos exatamente o que foi dito, mas o timing da retirada sugere que alguém em Washington acredita que o risco de escalada militar aumentou significativamente.
E por que a China e o Reino Unido estão fazendo o mesmo? Eles têm inteligência que os EUA não têm?
Provavelmente não. Mais provável é que estejam respondendo aos mesmos sinais — movimentos americanos, posicionamento militar, tom das negociações. Quando uma potência começa a retirar pessoal, outras prestam atenção.
O porta-voz americano negou tudo. Isso significa que a informação é falsa?
Não necessariamente. Ele negou sem detalhar. Às vezes, governos negam operações em andamento por razões de segurança. Mas também é possível que o relato tenha sido exagerado ou parcialmente impreciso.
Qual é o risco real para civis americanos no Iraque neste momento?
O aviso de viagem já existia desde junho de 2025, então o Iraque já era considerado perigoso. Mas uma retirada de pessoal diplomático é um sinal diferente — sugere que até mesmo funcionários do governo, que têm proteção, estão sendo removidos.
E se houver um ataque? Quantas pessoas ainda estão lá?
Não sabemos números exatos. Mas se houve retirada nas últimas 24 horas, o número de americanos no país provavelmente diminuiu. O que preocupa é quem fica — jornalistas, empresários, pessoal de ONGs que não recebem a mesma proteção.