EUA executam primeiro condenado com nitrogênio em 25 anos; entenda os métodos

Kenneth Smith será executado por asfixia com nitrogênio, condenado pelo assassinato de uma mulher em 1988.
O detento permanece consciente do que está acontecendo
Especialista em pena de morte descreve a execução por nitrogênio como o pior método disponível.
Mark

Por que Kenneth Smith está sendo executado com nitrogênio em vez de injeção letal, já que aquele é o método padrão?

Mimi

Ele sobreviveu a uma tentativa de injeção letal em 2022. Os técnicos passaram horas tentando encontrar uma veia adequada, e quando a meia-noite chegou, a sentença expirou legalmente. O Estado decidiu tentar um método diferente.

Luke

Mas por que nitrogênio especificamente? Parece uma escolha estranha para um método que não é usado há 25 anos.

Mimi

Arizona desenvolveu o protocolo. A ideia é que o nitrogênio cause asfixia — o corpo pensa que está respirando normalmente, mas não há oxigênio. Teoricamente mais rápido e menos visível do que a câmara de gás.

Mark

E os especialistas acham que funciona?

Mimi

Não. Deborah Denno, uma historiadora de pena de morte, chamou de "o pior método de execução". Ela diz que o detento permanece consciente e que há muito espaço para erro.

Luke

Quanto espaço? Qual é o risco real aqui?

Mimi

A fonte não detalha especificamente, mas menciona que a morte pode não vir instantaneamente ou facilmente. Com a câmara de gás, por exemplo, um homem agonizou por seis minutos em 1924.

Mark

Então Smith já sobreviveu uma vez. Como ele reagiu a isso?

Mimi

A fonte não inclui sua reação pessoal. Sabemos apenas que ele foi amarrado a uma maca por horas enquanto procuravam uma veia.

Luke

É importante notar que nenhum especialista médico está presente nessas execuções — a ética médica proíbe isso. Então quem está administrando o nitrogênio?

Mimi

A fonte não especifica. Mas com a injeção letal, a falta de participação médica já causou problemas graves — agulhas obstruídas, injeções em músculos em vez de veias, dor extrema.

Mark

E quanto aos outros métodos? Quantas pessoas foram realmente executadas dessa forma?

Mimi

Injeção letal domina completamente — 1.402 casos desde 1976. Eletrocussão é 163. Câmara de gás é apenas 11. Fuzilamento e enforcamento, três cada um.

Luke

Então nitrogênio seria o 12º caso de asfixia com gás em quase 50 anos. É realmente um experimento.

  • Kenneth Smith, condenado por assassinato em 1988, será executado com nitrogênio em janeiro de 2024
  • Smith sobreviveu a tentativa de injeção letal em 2022 após horas amarrado a uma maca
  • Seria o primeiro caso de execução por nitrogênio nos EUA em 25 anos
  • Injeção letal é o método mais usado: 1.402 execuções desde 1976
  • Apenas 11 execuções por câmara de gás ocorreram desde 1976

Kenneth Smith, condenado por assassinato em 1988, será asfixiado com nitrogênio após sobreviver a tentativa de injeção letal em 2022. Os EUA utilizam cinco métodos de execução: injeção letal (1.402 casos), eletrocussão (163), câmara de gás (11), pelotão de fuzilamento (3) e enforcamento (3).

Kenneth Smith será executado com nitrogênio nesta quinta-feira nos EUA, potencialmente o primeiro caso desse método em 25 anos. Smith sobreviveu a uma tentativa de execução por injeção letal em 2022.

Kenneth Smith estava condenado à morte há décadas pelo assassinato de uma mulher em 1988. Em 2022, o Estado tentou executá-lo por injeção letal. Smith foi amarrado a uma maca enquanto técnicos passavam horas procurando uma veia adequada para aplicar a dose fatal. Quando a meia-noite chegou e a sentença expirou legalmente, ele ainda estava vivo. Naquela quinta-feira de janeiro de 2024, o Estado tentaria novamente — desta vez com um método que não havia sido usado em execuções americanas há 25 anos.

Smith seria asfixiado com nitrogênio, respirando o gás através de uma máscara facial industrial. Se a execução ocorresse conforme planejado, ele se tornaria a primeira pessoa morta dessa maneira nos Estados Unidos desde 1999. Desde 1976, apenas 11 pessoas foram executadas por qualquer forma de asfixia com gás no país.

Os Estados Unidos autorizam cinco métodos de execução, cada um com sua própria história de tentativas de "humanização". A injeção letal é de longe o mais comum — 1.402 execuções desde 1976 — adotado por todos os 28 estados que mantêm a pena de morte. Oklahoma foi o primeiro a usá-lo em 1977, e Charles Brooks tornou-se a primeira pessoa executada dessa forma em 1982. Mas nos últimos anos, a dificuldade em obter os medicamentos necessários levou estados a explorar alternativas.

A eletrocussão, usada 163 vezes desde 1976, nasceu de um impulso semelhante: Nova York construiu a primeira cadeira elétrica em 1888 acreditando que seria mais humana do que o enforcamento. William Kemmler foi o primeiro a morrer nela, dois anos depois. Hoje, oito estados ainda autorizam o método, embora nenhum o use como opção única. O condenado é raspado, amarrado a uma cadeira com cintos cruzando peito, virilha, pernas e braços.

A câmara de gás tem uma história ainda mais antiga. Nevada introduziu o gás cianídrico em 1924, novamente em busca de uma morte mais "humanitária". Gee Jon, um jovem imigrante chinês acusado de assassinato, foi a primeira vítima. Ele foi amarrado a uma cadeira e agonizou por cerca de seis minutos antes de morrer, enquanto espectadores saíram do local com medo de envenenamento. Defensores do método o descreviam como indolor, mas a realidade se mostrou diferente. Caryl Chessman, executado em 1960, inclinou a cabeça repetidamente durante o processo — um gesto que testemunhas interpretaram como sinal de sofrimento. Um tribunal da Califórnia posteriormente considerou a câmara de gás um castigo cruel. Hoje, apenas cinco estados a autorizam.

O pelotão de fuzilamento foi reabilitado em 2015 em Utah como método alternativo quando a injeção letal não fosse viável. Mississippi, Oklahoma e Carolina do Sul seguiram o exemplo. Apenas três execuções por fuzilamento ocorreram desde 1976, incluindo a de Ronnie Gardner em 2010, que escolheu esse método. O prisioneiro é amarrado a uma cadeira com cintos na cintura e cabeça, um capuz preto é colocado sobre sua cabeça, e atiradores visam o coração. Se errarem, o condenado morre por perda de sangue.

O enforcamento permanece autorizado apenas em New Hampshire, embora tecnicamente o estado tenha abolido a pena de morte — a revogação pode não se aplicar retroativamente a prisioneiros já condenados. Apenas três execuções por enforcamento ocorreram desde 1976.

Mas foi a execução de Smith que trouxe atenção renovada aos métodos. Deborah Denno, historiadora e especialista em pena de morte, descreveu a asfixia por nitrogênio como "o pior método de execução". O detento permanece consciente do que está acontecendo, disse ela ao Washington Post, e o tormento é óbvio. Especialistas alertam que há margem considerável para erro — a morte pode não vir instantaneamente, ou facilmente. Smith, que sobreviveu uma vez, enfrentaria agora um procedimento que ninguém nos Estados Unidos havia experimentado em uma geração.

O detento está consciente do que está acontecendo, e o tormento é óbvio
— Deborah Denno, historiadora e especialista em pena de morte
Esse é o pior método de execução
— Deborah Denno, sobre a asfixia por nitrogênio
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