Forças dos EUA atacaram radares e instalações iranianas em Goruk e Qeshm; Irã respondeu com ataque a base aérea americana no sul do país. Kuwait relata interceptação de mísseis e drones iranianos e condena ataques repetidos; cessar-fogo de abril segue em vigor mas frágil.
EUA e Irã trocam novos ataques no Golfo enquanto negociações de acordo estagnam
Tudo vai dar certo no final, mas os ataques continuam
Por que esses ataques estão acontecendo agora, se há um cessar-fogo desde abril?
O cessar-fogo existe no papel, mas é frágil. Os dois lados continuam acusando um ao outro de violações — os EUA dizem que responderam a ações agressivas iranianas, enquanto o Irã diz que os EUA violaram o cessar-fogo com seus ataques.
Mas qual foi o gatilho específico desta rodada? A fonte diz que os EUA abateram um drone americano, mas não deixa claro quem começou.
E as negociações? Trump está dizendo que estão avançando.
Ele está dizendo isso publicamente, mas a realidade é que as negociações estagnaram. Havia uma reunião na sexta-feira para tomar uma decisão final, mas terminou sem clareza. Depois Trump pediu mudanças nos termos.
Quais mudanças exatamente? A fonte menciona navegação no Estreito de Ormuz e urânio enriquecido, mas isso vem de uma rede americana, não de confirmação oficial da Casa Branca.
O Kuwait está sendo atacado também?
Sim, o Kuwait relata que interceptou mísseis e drones iranianos. É um país pego no meio, condenando os ataques iranianos repetidos.
Mas a fonte não diz quantos ataques foram interceptados ou se houve danos. Sabemos que as sirenes soaram, mas não sabemos a escala real do que aconteceu.
Por que o Líbano é tão importante para essas negociações?
Porque o Irã diz que o fim do conflito no Líbano é uma condição essencial para qualquer acordo permanente. O Hezbollah, apoiado pelo Irã, está envolvido lá desde março.
E isso é realmente uma condição iraniana ou uma interpretação do porta-voz? A fonte diz que Baghaei afirmou isso, mas não sabemos se é uma posição negociável ou uma linha vermelha absoluta.
The Pulse
- EUA atacaram radares e instalações iranianas em Goruk e Qeshm no fim de semana
- Irã respondeu com ataque a base aérea americana no sul do país
- Kuwait interceptou mísseis e drones iranianos; cessar-fogo de abril segue frágil
- Negociações estagnadas por divergências sobre Estreito de Ormuz e programa nuclear
- Fim do conflito no Líbano é condição essencial iraniana para acordo
Forças dos EUA atacaram radares e instalações iranianas em Goruk e Qeshm; Irã respondeu com ataque a base aérea americana no sul do país. Kuwait relata interceptação de mísseis e drones iranianos e condena ataques repetidos; cessar-fogo de abril segue em vigor mas frágil.
EUA e Irã trocam novos ataques militares no Estreito de Ormuz, marcando a terceira escalada em uma semana, enquanto negociações para acordo permanecem estagnadas com divergências sobre termos.
O fim de semana trouxe uma nova rodada de trocas de fogo no Estreito de Ormuz. As forças militares dos Estados Unidos disseram ter atacado instalações iranianas de defesa aérea e centros de comando de drones em Goruk e na ilha de Qeshm, no sábado e domingo, em resposta ao que descreveram como ações agressivas iranianas, incluindo o abatimento de um drone americano sobre águas internacionais. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã respondeu atacando uma base aérea que afirma ter sido usada pelos EUA para disparar contra uma torre de comunicações na ilha de Sirik, a cerca de 65 quilômetros da costa sul iraniana. Nenhum militar americano ficou ferido nos ataques americanos, segundo o Comando Central dos EUA.
Este foi o terceiro episódio de escalada em apenas uma semana na região. O Kuwait, situado entre os dois beligerantes, relatou que seu sistema de defesa aérea interceptou mísseis e drones que descreveu como hostis, com sirenes de ataque aéreo soando em todo o país na segunda-feira. O ministério das Relações Exteriores do Kuwait condenou os ataques iranianos em termos severos, chamando-os de hediondos e repetidos, e afirmou que o país se reserva o direito de tomar quaisquer medidas necessárias para se defender. O Irã havia atacado uma base aérea no Kuwait na semana anterior, em resposta a operações aéreas americanas que, segundo Teerã, visavam impedir que barcos iranianos colocassem minas no canal de navegação.
Os ataques ocorrem enquanto as negociações para um acordo permanente entre Washington e Teerã estagnaram. Um cessar-fogo entrou em vigor em 8 de abril, mas nenhum acordo formal foi alcançado desde então. Trump reuniu-se com assessores de alto escalão na sexta-feira anterior para tomar uma decisão final sobre estender o cessar-fogo, mas a reunião terminou sem clareza sobre os próximos passos. Posteriormente, surgiram notícias de que o presidente havia solicitado mudanças nos termos do acordo. De acordo com a rede americana CBS News, as mudanças estão relacionadas à navegação no Estreito de Ormuz e à remoção de urânio altamente enriquecido. A Casa Branca não respondeu a pedidos de comentário sobre essas alegações.
Os termos mais recentes do acordo em discussão incluem uma cessação da violência por 60 dias e um apelo para reabrir o Estreito de Ormuz, a rota marítima pela qual passa aproximadamente um quinto das exportações globais de petróleo e gás natural liquefeito. O fechamento dessa via elevou os preços globais do petróleo significativamente. O acordo também incluiria um quadro para retomar negociações sobre o programa nuclear iraniano, embora Teerã sustente que seu programa é pacífico e tenha negado na segunda-feira que negociações nucleares estejam em discussão.
O porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que os EUA estavam constantemente mudando suas posições e apresentando exigências novas ou contraditórias, o que naturalmente prolongaria as negociações. Ele reiterou que a prioridade iraniana nesta etapa é encerrar a guerra, não discutir detalhes nucleares. O principal negociador iraniano havia dito no domingo que Teerã não concordaria com nenhum acordo a menos que os direitos iranianos fossem plenamente garantidos. Baghaei também afirmou que o fim do conflito no Líbano continua sendo uma condição essencial para qualquer acordo e que Washington e Teerã ainda não chegaram a uma conclusão final.
O Líbano foi arrastado para a guerra entre os EUA, Israel e o Irã em 2 de março, quando o grupo apoiado pelo Irã, o Hezbollah, lançou foguetes contra Israel em retaliação a um ataque israelense que matou o líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Israel respondeu com uma campanha aérea no Líbano e uma invasão terrestre. Enquanto isso, Trump publicou uma mensagem no Truth Social na madrugada de segunda-feira instando seus críticos a se sentarem e relaxarem, afirmando que tudo vai dar certo no final e que o Irã realmente quer fazer um acordo que será bom para os EUA. O porta-voz iraniano, porém, acusou os EUA de violarem o cessar-fogo com seus ataques de fim de semana. O Exército iraniano acrescentou que sua resposta será completamente diferente se a agressão americana se repetir. A trajetória das negociações permanece incerta, com ambos os lados acusando um ao outro de má-fé enquanto os ataques continuam.
Notable Quotes
Os EUA estão constantemente mudando suas posições e apresentando exigências novas ou contraditórias, o que naturalmente prolongaria as negociações— Esmail Baghaei, porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Irã
Tudo vai dar certo no final. O Irã realmente quer fazer um acordo, e será um bom acordo para os EUA— Donald Trump, em publicação no Truth Social