EUA e Irã trocam novos ataques no Golfo enquanto negociações de acordo estagnam

Tudo vai dar certo no final, mas os ataques continuam
Trump minimiza tensões enquanto EUA e Irã trocam novos ataques no Golfo.
Mark

Por que esses ataques estão acontecendo agora, se há um cessar-fogo desde abril?

Mimi

O cessar-fogo existe no papel, mas é frágil. Os dois lados continuam acusando um ao outro de violações — os EUA dizem que responderam a ações agressivas iranianas, enquanto o Irã diz que os EUA violaram o cessar-fogo com seus ataques.

Luke

Mas qual foi o gatilho específico desta rodada? A fonte diz que os EUA abateram um drone americano, mas não deixa claro quem começou.

Mark

E as negociações? Trump está dizendo que estão avançando.

Mimi

Ele está dizendo isso publicamente, mas a realidade é que as negociações estagnaram. Havia uma reunião na sexta-feira para tomar uma decisão final, mas terminou sem clareza. Depois Trump pediu mudanças nos termos.

Luke

Quais mudanças exatamente? A fonte menciona navegação no Estreito de Ormuz e urânio enriquecido, mas isso vem de uma rede americana, não de confirmação oficial da Casa Branca.

Mark

O Kuwait está sendo atacado também?

Mimi

Sim, o Kuwait relata que interceptou mísseis e drones iranianos. É um país pego no meio, condenando os ataques iranianos repetidos.

Luke

Mas a fonte não diz quantos ataques foram interceptados ou se houve danos. Sabemos que as sirenes soaram, mas não sabemos a escala real do que aconteceu.

Mark

Por que o Líbano é tão importante para essas negociações?

Mimi

Porque o Irã diz que o fim do conflito no Líbano é uma condição essencial para qualquer acordo permanente. O Hezbollah, apoiado pelo Irã, está envolvido lá desde março.

Luke

E isso é realmente uma condição iraniana ou uma interpretação do porta-voz? A fonte diz que Baghaei afirmou isso, mas não sabemos se é uma posição negociável ou uma linha vermelha absoluta.

  • EUA atacaram radares e instalações iranianas em Goruk e Qeshm no fim de semana
  • Irã respondeu com ataque a base aérea americana no sul do país
  • Kuwait interceptou mísseis e drones iranianos; cessar-fogo de abril segue frágil
  • Negociações estagnadas por divergências sobre Estreito de Ormuz e programa nuclear
  • Fim do conflito no Líbano é condição essencial iraniana para acordo

Forças dos EUA atacaram radares e instalações iranianas em Goruk e Qeshm; Irã respondeu com ataque a base aérea americana no sul do país. Kuwait relata interceptação de mísseis e drones iranianos e condena ataques repetidos; cessar-fogo de abril segue em vigor mas frágil.

EUA e Irã trocam novos ataques militares no Estreito de Ormuz, marcando a terceira escalada em uma semana, enquanto negociações para acordo permanecem estagnadas com divergências sobre termos.

O fim de semana trouxe uma nova rodada de trocas de fogo no Estreito de Ormuz. As forças militares dos Estados Unidos disseram ter atacado instalações iranianas de defesa aérea e centros de comando de drones em Goruk e na ilha de Qeshm, no sábado e domingo, em resposta ao que descreveram como ações agressivas iranianas, incluindo o abatimento de um drone americano sobre águas internacionais. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã respondeu atacando uma base aérea que afirma ter sido usada pelos EUA para disparar contra uma torre de comunicações na ilha de Sirik, a cerca de 65 quilômetros da costa sul iraniana. Nenhum militar americano ficou ferido nos ataques americanos, segundo o Comando Central dos EUA.

Este foi o terceiro episódio de escalada em apenas uma semana na região. O Kuwait, situado entre os dois beligerantes, relatou que seu sistema de defesa aérea interceptou mísseis e drones que descreveu como hostis, com sirenes de ataque aéreo soando em todo o país na segunda-feira. O ministério das Relações Exteriores do Kuwait condenou os ataques iranianos em termos severos, chamando-os de hediondos e repetidos, e afirmou que o país se reserva o direito de tomar quaisquer medidas necessárias para se defender. O Irã havia atacado uma base aérea no Kuwait na semana anterior, em resposta a operações aéreas americanas que, segundo Teerã, visavam impedir que barcos iranianos colocassem minas no canal de navegação.

Os ataques ocorrem enquanto as negociações para um acordo permanente entre Washington e Teerã estagnaram. Um cessar-fogo entrou em vigor em 8 de abril, mas nenhum acordo formal foi alcançado desde então. Trump reuniu-se com assessores de alto escalão na sexta-feira anterior para tomar uma decisão final sobre estender o cessar-fogo, mas a reunião terminou sem clareza sobre os próximos passos. Posteriormente, surgiram notícias de que o presidente havia solicitado mudanças nos termos do acordo. De acordo com a rede americana CBS News, as mudanças estão relacionadas à navegação no Estreito de Ormuz e à remoção de urânio altamente enriquecido. A Casa Branca não respondeu a pedidos de comentário sobre essas alegações.

Os termos mais recentes do acordo em discussão incluem uma cessação da violência por 60 dias e um apelo para reabrir o Estreito de Ormuz, a rota marítima pela qual passa aproximadamente um quinto das exportações globais de petróleo e gás natural liquefeito. O fechamento dessa via elevou os preços globais do petróleo significativamente. O acordo também incluiria um quadro para retomar negociações sobre o programa nuclear iraniano, embora Teerã sustente que seu programa é pacífico e tenha negado na segunda-feira que negociações nucleares estejam em discussão.

O porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que os EUA estavam constantemente mudando suas posições e apresentando exigências novas ou contraditórias, o que naturalmente prolongaria as negociações. Ele reiterou que a prioridade iraniana nesta etapa é encerrar a guerra, não discutir detalhes nucleares. O principal negociador iraniano havia dito no domingo que Teerã não concordaria com nenhum acordo a menos que os direitos iranianos fossem plenamente garantidos. Baghaei também afirmou que o fim do conflito no Líbano continua sendo uma condição essencial para qualquer acordo e que Washington e Teerã ainda não chegaram a uma conclusão final.

O Líbano foi arrastado para a guerra entre os EUA, Israel e o Irã em 2 de março, quando o grupo apoiado pelo Irã, o Hezbollah, lançou foguetes contra Israel em retaliação a um ataque israelense que matou o líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Israel respondeu com uma campanha aérea no Líbano e uma invasão terrestre. Enquanto isso, Trump publicou uma mensagem no Truth Social na madrugada de segunda-feira instando seus críticos a se sentarem e relaxarem, afirmando que tudo vai dar certo no final e que o Irã realmente quer fazer um acordo que será bom para os EUA. O porta-voz iraniano, porém, acusou os EUA de violarem o cessar-fogo com seus ataques de fim de semana. O Exército iraniano acrescentou que sua resposta será completamente diferente se a agressão americana se repetir. A trajetória das negociações permanece incerta, com ambos os lados acusando um ao outro de má-fé enquanto os ataques continuam.

Os EUA estão constantemente mudando suas posições e apresentando exigências novas ou contraditórias, o que naturalmente prolongaria as negociações
— Esmail Baghaei, porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Irã
Tudo vai dar certo no final. O Irã realmente quer fazer um acordo, e será um bom acordo para os EUA
— Donald Trump, em publicação no Truth Social
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