Estudantes do RS criam app 'guarda-roupa digital' inspirado em 'Patricinhas de Beverly Hills'

O seu armário inteiro cabe no seu telefone
Maria Eduarda descreve como o aplicativo transforma a forma de organizar e acessar roupas.
Mark

Por que vocês acharam que esse problema específico — demorar para escolher roupa — merecia virar um aplicativo?

Mimi

Porque a gente vivia isso na pele. Toda manhã era a mesma coisa. Fomos pesquisar e descobrimos que não era só a gente — era um problema de praticamente todo mundo, especialmente mulheres. Quando você descobre que 17 minutos por dia é o tempo médio que as pessoas gastam com isso, você vê que é algo que realmente importa.

Mark

E por que o filme "As Patricinhas de Beverly Hills" virou a referência?

Mimi

Porque aquela cena do computador escolhendo roupa para Cher é genial. É exatamente o que a gente queria fazer, mas de verdade, com tecnologia que existe hoje. A gente pensou: por que isso não existe de forma prática e acessível?

Mark

Como vocês resolveram o problema técnico de reconhecer as roupas nas fotos?

Mimi

A gente não pediu para as pessoas fotografarem peça por peça. Isso seria chato demais. Qualquer foto que você já tem no celular — uma selfie, uma foto de um evento — o app consegue entender os detalhes específicos da roupa. É bem mais simples assim.

Mark

Qual é a funcionalidade que vocês acham que mais muda a vida das pessoas?

Mimi

Acho que é poder planejar com antecedência. Você não fica mais naquela ansiedade de última hora. Pode programar looks para eventos especiais dias antes, pode decidir o que levar numa viagem com calma. Tudo fica menos estressante.

Mark

Vocês já têm 2 mil usuários. O que vocês estão ouvindo deles?

Mimi

Muita validação de que o problema é real. As pessoas estão usando mesmo, estão catalogando seus armários, estão planejando looks. O feedback está ajudando a gente a melhorar coisas que não tínhamos pensado.

Mark

E agora? Qual é o próximo passo?

Mimi

Crescer a base de usuários, melhorar a experiência com base no que a gente aprende, e consolidar as parcerias com marcas. A gente quer que isso realmente vire parte da rotina das pessoas.

  • Pesquisas indicam que pessoas perdem em média 17 minutos por dia escolhendo roupa — tempo que se acumula em frustração e atrasos ao longo de semanas e meses.
  • O desafio foi lançado em sala de aula: 15 minutos para identificar um problema real e propor uma startup, e as duas estudantes foram direto ao que viviam todas as manhãs.
  • Inspiradas por uma cena de ficção científica de 'As Patricinhas de Beverly Hills', elas transformaram o conceito em realidade com fotos da galeria do celular, calendário de looks e provador virtual.
  • Após fase de validação com usuários reais, o OOTD chegou às lojas de aplicativos no dia 13 de agosto já com cerca de 2 mil pessoas cadastradas.
  • O próximo passo é expandir a base de usuários e aprimorar a experiência com base no feedback contínuo — um ciclo que as criadoras encaram como parte essencial do crescimento do produto.

Diante do guarda-roupa, o tempo escorre sem que nada pareça certo — um ritual cotidiano que duas estudantes gaúchas decidiram transformar em solução. Maria Eduarda Ortega e Luiza Roque, da Universidade Luterana do Brasil, criaram o OOTD, um aplicativo que digitaliza o armário e permite planejar looks com antecedência, de qualquer lugar. O que nasceu como exercício de sala de aula em 15 minutos tornou-se um produto real, já nas lojas de aplicativos, com cerca de 2 mil usuários — prova de que problemas pequenos e universais podem gerar respostas genuínas.

Toda manhã, diante do guarda-roupa, os minutos passam e nada parece certo. Pesquisas apontam que as pessoas gastam cerca de 17 minutos por dia nessa escolha — tempo que gera frustração e atrasos. Para Maria Eduarda Ortega e Luiza Roque, estudantes de Publicidade e Propaganda na Universidade Luterana do Brasil, em Canoas, esse incômodo cotidiano virou ponto de partida para criar algo concreto.

Tudo começou em uma atividade de sala de aula: 15 minutos para identificar um problema real e propor uma solução em formato de startup. As duas pensaram no que viviam todas as manhãs e decidiram transformar isso em um aplicativo. O resultado foi o OOTD — sigla para Outfit of the Day, expressão popular nas redes sociais de moda. A inspiração veio de um lugar inesperado: a cena do filme 'As Patricinhas de Beverly Hills' (1995), em que a personagem Cher usa um computador para montar seus looks. Aquela ficção científica dos anos 90 virou realidade nas mãos de duas estudantes gaúchas.

O funcionamento é direto: basta usar fotos já existentes na galeria do celular para catalogar as peças do armário. O app oferece calendário para programar looks com antecedência, provador virtual para testar combinações e planejamento de malas para viagens — tudo sem sair do sofá. Também é possível comprar peças de marcas parceiras diretamente pela plataforma.

Antes do lançamento oficial, o OOTD passou por uma fase de validação com usuários reais, acumulando cerca de 2 mil cadastros. O app chegou às lojas de aplicativos no dia 13 de agosto. O que nasceu como tarefa de 15 minutos tornou-se um projeto que as duas estudantes decidiram levar adiante — convictas de que encontraram uma lacuna real em um mercado carente de soluções eficazes.

Toda manhã é a mesma cena: você fica em pé diante do guarda-roupa, minutos passando, nada parece certo. Pesquisas mostram que as pessoas gastam aproximadamente 17 minutos por dia nessa escolha — tempo que se acumula, gera frustração, e muitas vezes deixa você atrasado. Para Maria Eduarda Ortega e Luiza Roque, estudantes de Publicidade e Propaganda na Ultec School da Universidade Luterana do Brasil, em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, esse problema cotidiano virou inspiração para criar algo novo.

Tudo começou em uma atividade de sala de aula. As duas tinham 15 minutos para identificar um problema real e propor uma solução por meio de uma startup. Elas pensaram no que vivenciavam todas as manhãs — aquela dificuldade de montar um look — e decidiram transformar isso em um aplicativo. O resultado foi o OOTD, sigla para Outfit of the Day, a expressão que circula nas redes sociais de moda e significa, basicamente, o look do dia.

A inspiração veio de um lugar inesperado: o filme "As Patricinhas de Beverly Hills", de 1995, em que a personagem Cher usa um sistema de computador para escolher suas roupas. Aquela cena de ficção científica dos anos 90 virou realidade nas mãos de duas estudantes gaúchas. O conceito é simples mas prático: transformar o guarda-roupa físico em um guarda-roupa digital, acessível pelo celular, onde você pode organizar, combinar e planejar looks com antecedência.

O funcionamento é direto. Você não precisa fotografar cada peça individualmente do seu armário. Basta usar qualquer foto sua que já esteja na galeria do celular — uma selfie, uma foto de evento — e o aplicativo identifica os detalhes específicos da roupa. A partir daí, você cataloga suas peças de forma organizada. As funcionalidades incluem um calendário para programar looks para datas especiais, um provador virtual para experimentar combinações, e a possibilidade de planejar o que levar em uma viagem dias antes, tudo sem sair do sofá.

Maria Eduarda explica a proposta com clareza: em vez de ficar olhando para o armário físico toda vez que precisa sair para trabalho, faculdade ou um evento, você faz essa programação com antecedência, quando quiser e de onde quiser. O seu armário inteiro cabe no seu telefone. Luiza acrescenta que o aplicativo nasceu com a proposta de trazer praticidade para combinar looks, e por isso tem várias abas — o closet, o calendário, o provador virtual — permitindo que as usuárias montem seus outfits de qualquer lugar.

O app também permite experimentar roupas virtualmente e comprar peças de marcas parceiras diretamente pela plataforma. Antes do lançamento oficial, o OOTD passou pela etapa de Mínimo Produto Viável, um processo que valida o produto com usuários reais, coleta feedback e identifica oportunidades de melhoria antes de grandes investimentos. Nessa fase de testes, o aplicativo já conquistou cerca de 2 mil usuários.

O lançamento aconteceu na quinta-feira, 13 de agosto, e o app está disponível nas lojas de aplicativos. O que começou como uma tarefa de 15 minutos em uma sala de aula virou um projeto que as duas estudantes decidiram levar adiante porque viram potencial real — um aplicativo que realmente funciona em um mercado onde, segundo elas, faltam soluções eficazes. A próxima etapa é crescer a base de usuários e refinar a experiência com base no feedback que continuam recebendo.

A gente demora muito para se arrumar. Vivia atrasada por conta disso. Fomos pesquisar e percebemos que isso era um problema de todos
— Luiza Roque, criadora do aplicativo
No lugar de ficar olhando para o teu armário pensando com qual roupa irá a um evento, trabalho ou levar para uma viagem, é possível fazer essa programação dias antes
— Maria Eduarda Ortega, criadora do aplicativo
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