Estudante de medicina morre preso em passagem de 25 cm em caverna de Utah

John Edward Jones, pai de um filho e estudante de medicina de 26 anos, morreu após ficar preso por 27 horas em uma passagem estreita de caverna, deixando família enlutada.
Obrigado por vir, mas eu realmente quero sair daqui
Palavras de John Jones à socorrista Susie Motola, três horas após ficar preso na passagem de 25 centímetros.
Mark

Por que ele entrou naquela passagem específica se o grupo estava explorando outro caminho?

Mimi

Foi um erro de navegação. Ele viu uma passagem diferente e decidiu segui-la sozinho, sem perceber que estava entrando em uma área não mapeada. Naquele momento, parecia apenas uma exploração adicional.

Mark

E quando ele ficou preso, por que não conseguiram simplesmente puxá-lo para fora?

Mimi

Porque cada movimento o puxava mais para dentro. Quando os outros tentavam ajudá-lo, o atrito e a gravidade trabalhavam contra eles. Seus braços e pernas ficaram comprimidos contra as paredes. Ele estava em um ângulo de 70 graus, praticamente de cabeça para baixo.

Mark

Cem socorristas chegaram. Como é que ainda assim não conseguiram?

Mimi

Eles tentaram um sistema de cordas e roldanas, que é a abordagem padrão. Funcionou por um tempo, mas uma das âncoras cedeu. Quando cedeu, ele caiu novamente, e dessa vez a situação piorou drasticamente. A posição invertida começou a afetar sua respiração e seus órgãos.

Mark

Quanto tempo ele passou lá dentro?

Mimi

Aproximadamente 27 horas. Três delas antes dos socorristas chegarem. As outras 24 durante a tentativa de resgate.

Mark

E depois que ele morreu, o que fizeram com o corpo?

Mimi

Deixaram lá. As autoridades decidiram que tentar recuperá-lo colocaria os socorristas em risco extremo. A caverna foi selada com concreto. Ele permanece lá até hoje.

  • John Edward Jones, 26 anos, estudante de medicina e pai de um filho
  • Ficou preso em passagem de 25 cm de largura e 45 cm de altura na caverna Nutty Putty, Utah
  • Aproximadamente 100 socorristas participaram da operação de resgate
  • Morreu após 27 horas preso, em 25 de novembro de 2009
  • A caverna foi permanentemente selada com concreto após a tragédia

Jones entrou em uma área não mapeada da caverna em erro de navegação e ficou preso em posição inclinada, com braços e pernas comprimidos contra as paredes. Uma operação de resgate envolveu aproximadamente 100 socorristas durante horas, mas uma âncora cedeu, fazendo Jones cair novamente e agravando sua condição respiratória.

John Edward Jones, estudante de medicina de 26 anos, morreu preso em uma passagem de 25 centímetros na caverna Nutty Putty, Utah, em 2009, após 27 horas. Cerca de 100 socorristas tentaram resgatá-lo, mas uma falha no sistema de cordas agravou a situação.

No dia 24 de novembro de 2009, John Edward Jones desceu à caverna Nutty Putty em Utah com seu irmão Josh e outros nove acompanhantes. O estudante de medicina de 26 anos, pai de um filho, estava ali para o que deveria ser um passeio de rotina em um local conhecido por atrair escoteiros e universitários. Cerca de uma hora depois de entrar, ele decidiu explorar uma passagem diferente do grupo.

Em um erro de navegação, Jones entrou em uma área não mapeada próxima a um trecho chamado Ed's Push. O espaço era claustrofóbico: apenas 25 centímetros de largura e 45 centímetros de altura. Para progredir, ele precisou se contorcer em um ângulo de aproximadamente 70 graus, o corpo inclinado e comprimido. Pouco depois, ficou preso. Quando tentou recuar, seus movimentos apenas o puxaram mais para dentro da fenda. Seus braços se travaram contra as paredes. Suas pernas também. O espaço que o havia engolido agora o imobilizava completamente.

Josh foi o primeiro a tentar ajudá-lo. Depois vieram os socorristas. Susie Motola, uma das primeiras a chegar, conseguiu conversar brevemente com Jones três horas após ele ficar preso. Ele respirava com dificuldade. "Obrigado por vir, mas eu realmente quero sair daqui", disse ele à socorrista.

O que se seguiu foi uma operação de resgate que mobilizou aproximadamente 100 pessoas. Montaram um sistema de cordas e roldanas para içá-lo, para puxá-lo de volta à superfície. Por um momento, pareceu funcionar. Então uma das âncoras cedeu. Jones caiu novamente para a posição em que estava preso, agora ainda mais profundo, ainda mais invertido. A pressão sobre seu corpo intensificou. Sua respiração ficou ainda mais comprometida. Seus órgãos começaram a falhar.

Após aproximadamente 27 horas dentro da caverna, John Edward Jones sofreu uma parada cardíaca. Morreu em 25 de novembro de 2009.

As autoridades avaliaram que tentar recuperar seu corpo representaria um risco extremo demais para os socorristas. O acesso era impossível. As condições eram letais. Um acordo foi firmado com a família: a caverna Nutty Putty seria permanentemente fechada. A entrada foi selada com concreto. Os restos mortais de Jones permaneceriam ali, transformando a caverna em um túmulo.

Do lado de fora, a família colocou uma placa em sua memória. O caso ganhou repercussão internacional, citado como um dos episódios mais dramáticos da história da exploração de cavernas. Em 2016, a história foi adaptada para o cinema no filme "A Última Descida", que retrata as horas de tentativa de resgate e o drama vivido por Jones e pelas equipes que tentaram salvá-lo.

Obrigado por vir, mas eu realmente quero sair daqui
— John Edward Jones, à socorrista Susie Motola
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