Estudante de 11 anos de Olinda ganha prêmio do MCTI e acumula mais de 40 medalhas

Penso que ela é uma ciência exata muito incrível
Mateus fala sobre seu amor pela matemática e seu sonho de se tornar professor.
Mark

Como um menino de 11 anos consegue acumular 40 medalhas em competições científicas? Isso é comum?

Mimi

Não é comum, não. Mateus começou a participar de olimpíadas de matemática e, segundo a mãe dele, fez muitas amizades online com outros participantes. Essas conexões o motivaram a continuar competindo e melhorando.

Luke

Mas a gente não sabe exatamente quando ele começou, certo? A reportagem não diz a idade dele quando entrou na primeira competição.

Mark

Entendi. E essas 40 medalhas — são todas de ouro, ou tem prata e bronze também?

Mimi

A reportagem menciona especificamente prata na World Mathematics Team Championship, ouro na OBMEP e ouro no Canguru. Mas não detalha todas as 40, então provavelmente tem de tudo.

Luke

Exato. A gente sabe que são mais de 40, mas não temos a lista completa. É um número que a mãe dele ou a escola forneceu, não está documentado individualmente.

Mark

E ele realmente quer ser professor de matemática? Isso é surpreendente para alguém tão premiado.

Mimi

É o que ele disse. Acha a matemática uma ciência incrível e quer compartilhar isso com outras pessoas, mesmo sabendo que muita gente a considera difícil.

Luke

Vale notar que ele tem 11 anos. Sonhos mudam. Mas é o que ele está dizendo agora, e é importante registrar.

Mark

Ele mencionou algo sobre mulheres na ciência também?

Mimi

Sim. Falou sobre o tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2026, que é "Ciência delas". Citou Marie Curie como exemplo de mulher importante na história da ciência e pediu mais voz para as mulheres nesse campo.

Luke

Isso é interessante porque mostra que ele não está só focado em ganhar prêmios — está pensando em questões maiores. Mas também é uma reflexão que pode ter sido influenciada pelo tema da semana ou pelas conversas com adultos ao redor dele.

  • Com apenas 11 anos, Mateus Morais já carrega conquistas que muitos adultos não alcançam em décadas — prata mundial em matemática, ouro na OBMEP e reconhecimento da NASA pelo programa Caça Asteróides.
  • A nomeação como Embaixador Mirim do MCTI pelo Prêmio Pop Ciência 2026 coloca Mateus entre sete estudantes pernambucanos escolhidos para representar a divulgação científica no país.
  • Sua mãe, Danielle Morais, identificou o potencial do filho cedo e buscou ativamente espaços à altura — foi ela quem descobriu o Prêmio Pop Ciência como o cenário ideal para Mateus crescer.
  • O jovem se prepara para a segunda fase da OBMEP em outubro e, mesmo sem poder ir a Brasília para a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, convida outros a aproveitar a oportunidade.
  • Ao refletir sobre o tema 'Ciência delas', Mateus defendeu o protagonismo feminino na ciência e citou Marie Curie — demonstrando maturidade que vai além das equações.

Em Olinda, Pernambuco, um menino de 11 anos chamado Mateus Morais acumulou mais de 40 medalhas científicas e foi nomeado Embaixador Mirim do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação — distinção que o Prêmio Pop Ciência 2026 concedeu a sete jovens pernambucanos. A trajetória de Mateus lembra que a curiosidade genuína, quando encontra comunidade e oportunidade, pode florescer muito antes da idade que o mundo costuma esperar. Seu sonho de ser professor de matemática revela que os maiores talentos frequentemente desejam, acima de tudo, compartilhar o que descobriram.

Mateus Morais tem 11 anos, mora em Olinda e acaba de ser nomeado Embaixador Mirim do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A distinção veio pelo Prêmio Pop Ciência 2026, que reconhece pessoas e iniciativas dedicadas à divulgação científica em Pernambuco — e Mateus foi um dos sete estudantes escolhidos.

O prêmio recente, porém, é apenas o capítulo mais novo de uma trajetória já impressionante. Aos 11 anos, ele acumula mais de 40 medalhas: prata na World Mathematics Team Championship, ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática, ouro no Concurso Canguru de Matemática Brasil e o certificado do programa Caça Asteróides, parceria do MCTI com a NASA. Em outubro, ainda enfrenta a segunda fase da OBMEP.

Sua mãe, Danielle Morais, servidora pública, conta que as amizades virtuais com outros jovens olimpianos foram decisivas para o desenvolvimento do filho. Ao perceber que os prêmios se multiplicavam, ela conversou com os professores de Mateus em busca de oportunidades nacionais e internacionais — e foi assim que chegou ao Pop Ciência. O Colégio Santa Emília, em Olinda, onde ele estuda, fez uma proposta especial para mantê-lo após ele passar no concurso do Colégio da Polícia Militar. Ele também frequenta o Programa Olímpico de Treinamento Intensivo da UFRPE, gratuito e voltado para olimpíadas de matemática.

Quando fala de si mesmo, Mateus é direto: tem consciência de sua capacidade e ama matemática. Quer ser professor — uma profissão que considera fundamental, mesmo sabendo que muita gente a acha difícil e chata. Ao ser questionado sobre o tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2026, 'Ciência delas', ele defendeu com convicção o maior espaço das mulheres na ciência e citou Marie Curie como referência. 'É importante dar voz a todas elas', disse.

A 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia acontece entre 26 de outubro e 1º de novembro em Brasília. Em Pernambuco, as atividades ocorrem nos dias 27, 29 e 30 de outubro no IFPE Campus Recife. Mateus não poderá estar em Brasília, mas faz questão de convidar quem puder a participar.

Mateus Morais tem 11 anos e mora em Olinda. Ele acaba de ser nomeado Embaixador Mirim do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, uma distinção que o coloca entre sete estudantes pernambucanos escolhidos pelo Prêmio Pop Ciência 2026 — uma iniciativa que reconhece instituições, pessoas e eventos dedicados à divulgação científica.

O que torna Mateus notável não é apenas esse prêmio recente, mas a trajetória que o precedeu. Aos 11 anos, ele já acumulou mais de 40 medalhas em competições científicas. Entre elas estão uma medalha de prata na World Mathematics Team Championship, ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática e ouro no Concurso Canguru de Matemática Brasil. Em 2024, participou do programa Caça Asteróides, uma iniciativa do MCTI em parceria com a NASA onde voluntários buscam asteroides, divulgam descobertas e recebem certificado e medalha. Ele ainda está preparado para a segunda fase da OBMEP, marcada para 17 de outubro.

A mãe de Mateus, Danielle Morais, servidora pública, atribui parte do sucesso do filho às amizades que ele fez ao longo do caminho. Segundo ela, o contato com outros jovens participantes de olimpíadas de matemática pela internet o ajudou consideravelmente em suas conquistas. Danielle descreve o filho como um prodígio e conta que, após colecionar vários prêmios em tão pouca idade, conversou com seus professores para explorar oportunidades em nível nacional ou internacional. Foi assim que soube do Prêmio Pop Ciência 2026 do MCTI, que considerou o cenário ideal para Mateus.

O estudante frequenta o Colégio Santa Emília, em Olinda, e passou no concurso para o Colégio da Polícia Militar de Pernambuco — mas a escola Santa Emília fez uma proposta para mantê-lo. Ele também é aluno do Programa Olímpico de Treinamento Intensivo, oferecido gratuitamente pela Universidade Federal Rural de Pernambuco, que prepara estudantes para as olimpíadas de matemática.

Quando perguntado sobre suas conquistas, Mateus expressa honra e orgulho. Apesar da pouca idade, diz ter consciência de sua capacidade e de seu amor pela matemática. Seu sonho é se tornar professor de matemática — uma profissão que ele vê como fundamental, mesmo reconhecendo que muitas pessoas a consideram difícil e chata.

Mateus também refletiu sobre o tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2026: "Ciência delas". Ele enfatizou a importância de maior protagonismo feminino na ciência, um campo ainda predominantemente masculino. Citou Marie Curie como referência, destacando sua contribuição ao estudo da radioatividade e da radioterapia. "É importante dar voz a todas elas", disse.

Além de Mateus, outros seis estudantes pernambucanos também foram nomeados Embaixadores Mirins: Amós Honorato, de Gravatá; Maria Clara Bezerra, de Cachoeirinha; e Ricardo Maciel, Wilck Gabriel Nascimento, Ellys Rakel da Silva e Davi Cardoso, todos de Carnaubeira da Penha.

A 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia ocorrerá entre 26 de outubro e 1º de novembro em Brasília. Em Pernambuco, a Semana de Ciência e Tecnologia será coordenada pelo Espaço Ciência e acontecerá nos dias 27, 29 e 30 de outubro no Instituto Federal de Pernambuco, Campus Recife. Mateus não poderá participar da edição nacional em Brasília, mas convida outras pessoas a aproveitar a oportunidade.

Sou muito honrado e orgulhoso das minhas conquistas e de tudo que conquistei até hoje. Mesmo com pouca idade, sei da minha capacidade e do meu amor pela matemática.
— Mateus Morais
O Mateus conheceu muitos jovens e participantes das olimpíadas de matemática na internet. Isso o ajudou consideravelmente nas conquistas e na sua trajetória como medalhista.
— Danielle Morais, mãe de Mateus
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