Especialista alerta sobre riscos do cigarro no Dia Nacional de Combate ao Fumo

Aproximadamente 200 mil brasileiros morrem anualmente em decorrência do hábito de fumar, e 8 milhões de pessoas morrem globalmente por ano devido ao consumo de tabaco.
O tabaco é um fator de risco que pode ser eliminado
Especialista ressalva que, embora doenças oculares dependam também de genética, parar de fumar traz benefícios imediatos e duradouros.
Mark

Por que o tabagismo afeta tanto a visão? Parece um risco menos óbvio que o câncer de pulmão.

Mimi

O tabaco danifica as estruturas internas do olho de forma progressiva. A fumaça gera acúmulo de ferro que mata células da córnea, e isso afeta a retina, o nervo óptico, o cristalino. O risco de degeneração macular aumenta de duas a três vezes em fumantes.

Mark

E os adolescentes com cigarros eletrônicos? Por que isso é preocupante?

Mimi

No Distrito Federal, 31% dos adolescentes entre 13 e 17 anos já usaram cigarro eletrônico. Esses dispositivos aumentam o risco de levar os jovens ao tabagismo tradicional e geram dependência, além de danos à saúde ocular.

Mark

Então parar de fumar é reversível?

Mimi

Parcialmente. Em 12 horas o monóxido de carbono normaliza. Em semanas a circulação melhora. Em meses a tosse diminui. Em dez anos o risco de câncer de pulmão cai pela metade. Mas alguns danos oculares podem ser permanentes se a exposição foi contínua.

Mark

E quem não fuma mas convive com fumantes?

Mimi

Fumantes passivos enfrentam riscos similares — piora em doenças maculares, infartos retinianos, tromboses. O risco não é exclusivo de quem acende o cigarro.

Mark

Qual é o peso disso globalmente?

Mimi

Oito milhões de pessoas morrem por ano no mundo por causa do tabaco. No Brasil, são 200 mil mortes anuais. É um problema de saúde pública que não desaparece.

  • Duzentos mil brasileiros morrem a cada ano por causa do cigarro — um número que equivale a uma cidade inteira desaparecendo anualmente.
  • O tabagismo não poupa nem os olhos: fumar multiplica entre duas e três vezes o risco de degeneração macular, além de favorecer glaucoma, catarata e síndrome do olho seco.
  • No Distrito Federal, 31% dos adolescentes entre 13 e 17 anos já usaram cigarro eletrônico, colocando a região no topo do ranking nacional e acendendo um alerta sobre a porta de entrada para o tabagismo tradicional.
  • Fumantes passivos também pagam o preço: conviver com fumantes em ambientes fechados aumenta o risco de infartos retinianos, tromboses e agravamento de doenças oculares preexistentes.
  • A boa notícia existe e é concreta — em 12 horas sem fumar o organismo já começa a se recuperar, e em dez anos o risco de câncer de pulmão cai pela metade.

No Dia Nacional de Combate ao Fumo, o Brasil é convidado a encarar uma verdade que persiste há décadas: o tabagismo mata cerca de 200 mil brasileiros por ano e compromete silenciosamente órgãos que vão muito além dos pulmões. A data, criada em 1986, não é apenas um lembrete institucional — é um espelho coletivo que reflete escolhas individuais com consequências profundamente públicas. Em um país onde adolescentes já experimentam cigarros eletrônicos em proporções alarmantes, a conversa sobre dependência e prevenção se torna ainda mais urgente e necessária.

Toda segunda-feira pode ser comum, mas a que marca o Dia Nacional de Combate ao Fumo carrega um peso específico: o de lembrar que o tabagismo segue sendo uma das maiores emergências de saúde pública do Brasil. Aproximadamente 200 mil brasileiros morrem anualmente por causa do cigarro, enquanto a Organização Mundial da Saúde contabiliza 8 milhões de mortes globais por ano. A data foi instituída em 1986 e, décadas depois, o problema não desapareceu.

Os danos mais conhecidos — doenças respiratórias, cardiovasculares e cânceres — dividem espaço com um impacto menos discutido: a visão. O médico especialista em retina e vítreo Renato Braz Dias alerta que fumar aumenta de duas a três vezes o risco de Degeneração Macular Relacionada à Idade, condição que compromete progressivamente a visão central. O tabaco também está associado a glaucoma, catarata e síndrome do olho seco. Uma pesquisa japonesa revelou ainda que a fumaça do cigarro acumula ferro nas células da córnea, podendo causar lesões permanentes com a exposição contínua.

O risco não é exclusivo de quem fuma. Fumantes passivos enfrentam consequências similares, incluindo maior vulnerabilidade a tromboses retinianas e agravamento de retinopatia diabética e hipertensiva. E o cenário se complica quando se olha para os jovens: no Distrito Federal, 31% dos adolescentes entre 13 e 17 anos já experimentaram cigarro eletrônico — o maior índice proporcional do país. Segundo o especialista, esses dispositivos funcionam como porta de entrada para o tabagismo tradicional e já causam danos oculares por conta própria.

Mas há espaço para esperança. Parar de fumar gera benefícios quase imediatos: em 12 horas, o monóxido de carbono no sangue normaliza; em semanas, a circulação e a função pulmonar melhoram; em dez anos, o risco de câncer de pulmão cai pela metade. O tabaco é um fator de risco real — e, ao contrário de outros, pode ser eliminado.

Na segunda-feira que marca o Dia Nacional de Combate ao Fumo, a conversa sobre os riscos do tabagismo volta à tona com urgência renovada. Os números são pesados: aproximadamente 200 mil brasileiros morrem a cada ano por causa do cigarro. No planeta, a Organização Mundial da Saúde contabiliza cerca de 8 milhões de mortes anuais ligadas ao consumo de tabaco. A data, instituída pela Lei nº 7.488 em 1986, existe justamente para lembrar que esse é um problema de saúde pública que não desaparece.

Os danos que o cigarro provoca no corpo são múltiplos e bem documentados. Doenças respiratórias, problemas cardiovasculares e diversos tipos de câncer estão entre as consequências mais conhecidas. Mas há um aspecto menos discutido que merece atenção: o impacto na visão. Renato Braz Dias, médico especialista em retina e vítreo do grupo Opty, explica que fumar aumenta entre duas e três vezes o risco de Degeneração Macular Relacionada à Idade, uma condição que leva à perda progressiva da visão central. Quanto mais cigarros uma pessoa fuma, maior o dano acumulado aos olhos.

Além da degeneração macular, o tabagismo está associado a glaucoma e catarata. Essas doenças ocorrem porque o tabaco danifica estruturas internas do olho — a retina, o nervo óptico, o cristalino. O fumo também piora alergias, aumenta a síndrome do olho seco e causa desconforto em quem usa lentes de contato. Um estudo de pesquisadores da Universidade Farmacêutica Gifu, no Japão, revelou algo particularmente preocupante: a fumaça do cigarro gera acúmulo de ferro que mata as células epiteliais da córnea. Embora a camada mais superficial da córnea consiga se regenerar naturalmente, exposição contínua pode provocar lesões permanentes e problemas mais graves.

Há também a questão dos fumantes passivos — pessoas que convivem com fumantes em ambientes fechados. Esses indivíduos enfrentam riscos similares, incluindo piora em doenças maculares, aumento do risco de infartos retinianos, tromboses e agravamento da retinopatia diabética e hipertensiva. O risco não é exclusivo de quem acende o cigarro.

No Distrito Federal, um dado chama atenção: 31% dos adolescentes entre 13 e 17 anos já experimentaram cigarro eletrônico, colocando a região em primeiro lugar no ranking nacional proporcionalmente. Segundo Renato Braz Dias, esses dispositivos eletrônicos estão diretamente relacionados ao aumento do risco de levar jovens ao tabagismo tradicional, além de gerar dependência e diversos danos à saúde, incluindo problemas oculares. O especialista ressalva, porém, que o desenvolvimento de doenças oculares depende também de fatores genéticos. O tabaco é um fator de risco que pode ser eliminado.

E aqui está a boa notícia: parar de fumar traz benefícios imediatos e de longo prazo. Em apenas 12 horas, o nível de monóxido de carbono no sangue volta ao normal. Entre duas e doze semanas, a circulação sanguínea e a função pulmonar melhoram. Entre um e nove meses, a tosse e a falta de ar diminuem significativamente. Em dez anos, o risco de câncer de pulmão cai pela metade em comparação com quem continua fumando. Os benefícios começam quase imediatamente e se acumulam com o tempo.

A degeneração macular nos fumantes está ligada à exposição ao tabaco. Quanto maior o número de cigarros fumados, maior o dano à visão.
— Dr. Renato Braz Dias, especialista em retina e vítreo
A fumaça dos cigarros fere o epitélio, que é a camada mais superficial, capaz de se regenerar, por isso os danos não são permanentes. Entretanto, se a exposição for contínua, pode provocar uma lesão na córnea e levar a problemas mais graves.
— Dr. Renato Braz Dias
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