Espanha é bicampeã da Copa do Mundo após vitória sobre Argentina na prorrogação

Controlar o jogo não é a mesma coisa que converter chances
A Espanha dominou a final com 15 finalizações, mas precisou da prorrogação para finalmente marcar.
Mark

Por que uma final tão controlada pela Espanha precisou ir para a prorrogação?

Mimi

Porque controlar o jogo não é a mesma coisa que converter chances. A Espanha finalizou 15 vezes, mas poucas exigiram trabalho real do Dibu. Havia uma teimosia em trocar passes dentro da área em vez de arriscar o chute. A Argentina, por outro lado, fechou bem a defesa e recorreu ao jogo de corpo.

Mark

Enzo Fernández foi expulso. Isso mudou o jogo?

Mimi

Mudou, mas não da forma que você esperaria. A expulsão veio nos acréscimos do segundo tempo, quando o jogo já estava indo para a prorrogação. A Argentina já estava sendo dominada. O que realmente importou foi que a Espanha manteve a pressão mesmo sem conseguir marcar.

Mark

Messi teve chances no tempo extra?

Mimi

Teve duas. Mas não converteu nenhuma. É uma imagem que vai ficar — o camisa 10 se despedindo da Copa sem o título que faltava. Ele não conseguiu nem o recorde de mais gols em Mundiais.

Mark

Como foi o gol de Ferran Torres?

Mimi

Simples e letal. Pedro Porro cruzou, Nico Williams cabeceou para trás, e Torres finalizou de primeira. Não havia defesa que parasse. Foi o tipo de gol que resume a eficiência espanhola quando ela finalmente consegue ser eficiente.

Mark

A Espanha já tinha ganhado uma Copa assim antes?

Mimi

Exatamente como em 2010. Naquela final contra a Holanda, também foi um gol na prorrogação que decidiu. Parece ser o DNA dessa geração espanhola — controlar, esperar, e quando a oportunidade vem, não desperdiçar.

  • A Espanha dominou a final com 15 finalizações no tempo regulamentar, enquanto a Argentina não conseguiu sequer uma, mas o gol que todos esperavam teimava em não sair.
  • Dibu Martínez foi o muro argentino: defendeu chutes de longe, cabeceios e até uma falta direta de Yamal no último lance dos 90 minutos, arrastando o jogo para a prorrogação.
  • A Argentina compensou a fragilidade técnica com intensidade física, mas pagou o preço — Enzo Fernández foi expulso nos acréscimos com o segundo cartão amarelo.
  • Aos 51 minutos do segundo tempo da prorrogação, Pedro Porro cruzou, Nico Williams cabeceou de volta e Ferran Torres finalizou de primeira para quebrar o impasse.
  • Messi teve duas chances de empate no final, mas não converteu, encerrando sua última Copa do Mundo sem o título e sem o recorde de artilharia em Mundiais.
  • A Espanha torna-se bicampeã mundial e consolida uma tríplice coroa — também detém os títulos europeu e olímpico — firmando-se como a maior potência do futebol contemporâneo.

No Metlife Stadium, em Nova Jersey, a Espanha escreveu mais um capítulo de sua história ao derrotar a Argentina por 1 a 0 na prorrogação, conquistando seu segundo título de Copa do Mundo. Como em 2010, a decisão veio além dos 90 minutos — um gol de Ferran Torres que encerrou uma final de contenção e frustração, e que deixou Lionel Messi sem o único troféu que ainda lhe escapava. A vitória não foi apenas um resultado; foi a confirmação de uma geração e de um projeto que agora acumula o título mundial, europeu e olímpico.

A Espanha é bicampeã mundial. No Metlife Stadium, em Nova Jersey, a Roja derrotou a Argentina por 1 a 0 na prorrogação, repetindo o roteiro de 2010: um título decidido além dos 90 minutos, por um único gol que valeu tudo. Ferran Torres foi o autor do momento histórico, finalizando de primeira após cruzamento de Pedro Porro e cabeceio de Nico Williams, aos 51 minutos do segundo tempo extra.

A campanha espanhola no torneio havia sido quase impecável — oito jogos, 14 gols marcados e apenas um sofrido. Mas a final foi diferente. A Espanha controlou o jogo e finalizou 15 vezes no tempo regulamentar, enquanto a Argentina não conseguiu nenhuma finalização no mesmo período. Ainda assim, Dibu Martínez foi um obstáculo constante, defendendo chutes de longe, cabeceios e, no último lance dos 90 minutos, uma falta direta de Yamal no canto — lance que levou o jogo para a prorrogação.

A Argentina pouco criou com a bola. Quando avançava, a defesa espanhola fechava os espaços com rapidez. A equipe de Scaloni apostou nos embates físicos, mas a estratégia teve consequências: Enzo Fernández foi expulso nos acréscimos com o segundo cartão amarelo. Na prorrogação, a Espanha foi mais agressiva. Nico Williams balançou a rede, mas o gol foi anulado. Merino desperdiçou outra oportunidade de cabeça. O gol que faltava veio no início do segundo tempo extra, com Torres.

Messi ainda tentou. Teve duas chances de empate no final, mas não converteu. Despediu-se da Copa do Mundo sem o título que lhe faltava e sem o recorde de artilharia em Mundiais. Do outro lado, a Espanha celebrou não apenas um bicampeonato, mas uma tríplice coroa — campeã mundial, europeia e olímpica — que a coloca entre as maiores potências do futebol de todos os tempos.

A Espanha conquistou seu segundo título de Copa do Mundo no domingo, no Metlife Stadium em Nova Jersey, derrotando a Argentina por 1 a 0 na prorrogação. O gol que selou a vitória veio aos 51 minutos do segundo tempo extra, quando Ferran Torres finalizou de primeira após um cruzamento de Pedro Porro e um cabeceio de Nico Williams para trás. Foi um desfecho que ecoou a própria história da Espanha — assim como em 2010, o título foi decidido por um gol marcado além dos 90 minutos.

A trajetória até ali havia sido praticamente perfeita. Em oito jogos, a Roja marcou 14 gols e sofreu apenas um, construindo uma campanha que consolidou a nova geração do futebol espanhol como uma das grandes potências mundiais. Mas a final em si foi um jogo de contenção e frustração, especialmente para quem vestia a camisa vermelha. A Espanha controlou o ritmo do encontro, finalizando 15 vezes no tempo regulamentar, enquanto a Argentina não conseguiu nem uma finalização no mesmo período. Ainda assim, poucas dessas tentativas espanholas exigiram trabalho real do goleiro Dibu Martínez. Aos 42 minutos do primeiro tempo, Cucurella teve uma das melhores oportunidades com um chute de longe, mas a bola saiu pela lateral da trave.

A Argentina, por sua vez, criou muito pouco. Sempre que conseguia avançar ao último terço do campo, a defesa espanhola fechava rapidamente os espaços. Sem conseguir ser efetiva com a bola, a equipe de Scaloni compensou com embates físicos intensos, uma estratégia que eventualmente custaria caro — Enzo Fernández receberia o segundo amarelo nos acréscimos e seria expulso. No segundo tempo, a Espanha entrou com mais urgência e perigo. Aos 9 minutos, Oyarzabal, Fabián Ruiz e Alex Baena chegaram bem à área, mas Baena atrasou a jogada e a defesa cortou. Um minuto depois, nova chance espanhola, nova frustração. A pressão persistiu, mas a Roja parecia viciada em trocar passes dentro da área adversária em vez de arriscar o chute. Cubarsí teve uma oportunidade com um chute de longe, mas Dibu novamente afastou o perigo.

Aos 51 minutos do segundo tempo, no último lance da etapa regulamentar, a Espanha teve o que parecia ser a chance de ouro. Uma falta frontal para a área, a poucos passos da meia-lua. Yamal bateu no canto, mas Dibu Martínez se esticou e levou o jogo para a prorrogação. A Espanha, tentando evitar a decisão por pênaltis que havia consagrado a Argentina em 2022, foi ainda mais agressiva no tempo extra. Aos 2 minutos, Nico Williams cabeceou, mas o goleiro argentino defendeu. Três minutos depois, Williams balançou a rede, mas o gol foi anulado por um pisão de Merino em Otamendi no lance anterior. Aos 12, Mikel Merino cabeceou para fora em outra oportunidade desperdiçada.

O grito que estava entalado na garganta dos espanhóis finalmente ecoou no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro cruzou pela direita, Nico Williams cabeceou para trás e Ferran Torres, de primeira, colocou no fundo da rede. Aos 8 minutos, Torres teria marcado o segundo, mas a arbitragem marcou impedimento. A Argentina ainda teve duas chances de empate, ambas com Messi, mas o camisa 10 não conseguiu converter. Assim, Messi se despediu da Copa do Mundo sem o título que lhe faltava e sem o recorde de mais gols marcados em Mundiais. A Espanha, agora, é bicampeã mundial, além de atual campeã europeia e campeã olímpica — uma tríplice coroa que consolida sua posição entre as grandes potências do futebol contemporâneo.

A Espanha controlou o jogo, finalizando 15 vezes contra uma Argentina que não chutou a gol nenhuma vez no tempo regulamentar
— Análise da partida
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