Escassez de chips ameaça encarecer iPhone 13, alerta TSMC

A TSMC, sozinha, é responsável por 51% da produção de chips do mundo
O mercado de semicondutores é brutalmente concentrado, deixando fabricantes como a Apple sem alternativas viáveis.
Mark

Por que a TSMC controla tanto do mercado de chips?

Mimi

Porque entrar nesse negócio é praticamente impossível. Você precisa de bilhões de dólares para construir uma fábrica, tecnologia de ponta que leva anos para desenvolver, e ainda assim corre o risco de ficar obsoleto. A TSMC já está lá há décadas, dominando. Novos concorrentes não conseguem competir.

Mark

Então a Apple está presa?

Mimi

Completamente. Não pode mudar de fornecedor do dia para a noite. Precisa aceitar o aumento de preço ou esperar anos para desenvolver uma alternativa — tempo que não tem.

Mark

A seca em Taiwan foi realmente o culpado?

Mimi

Foi um gatilho. A demanda já estava altíssima por causa da pandemia. Mas a seca forçou a TSMC a cortar produção justamente quando precisava aumentar. Criou uma tempestade perfeita.

Mark

Quanto o iPhone vai ficar mais caro?

Mimi

Ninguém sabe ao certo. A TSMC aumenta 10%, mas a Apple pode absorver parte disso ou repassar tudo. Projeções falam em 3 a 5% de aumento nos custos de fabricação, mas o preço final depende de decisões da Apple.

Mark

Isso vai durar quanto tempo?

Mimi

Pelo menos até 2022. A escassez é global, não é só um problema da TSMC. Vai levar tempo para a produção se normalizar.

  • A TSMC anunciou reajustes de até 10% em chips de última geração e até 20% em tecnologias mais antigas, abalando toda a cadeia de fornecimento de eletrônicos.
  • O iPhone 13, previsto para setembro, usa exatamente o tipo de chip afetado — o A15 Bionic de 5nm —, colocando a Apple no centro da turbulência.
  • Sem alternativas viáveis de fornecedor, a Apple pode ver seus custos de fabricação subirem entre 3% e 5%, pressão que tende a chegar ao preço final do aparelho.
  • A escassez global de semicondutores, alimentada pela pandemia e por uma seca histórica em Taiwan, deve se estender até pelo menos 2022, sem alívio à vista.
  • Com 51% da produção mundial nas mãos da TSMC e 20% dos lucros da empresa dependendo da Apple, a relação de dependência mútua deixa pouco espaço para negociação.

No coração da cadeia produtiva global, uma única empresa taiwanesa controla mais da metade dos chips que movem o mundo moderno — e quando ela reajusta seus preços, o efeito se propaga até o bolso do consumidor final. A escassez de semicondutores, agravada por secas históricas e pela demanda explosiva da pandemia, coloca a Apple diante de uma equação sem saída fácil: absorver os custos ou repassá-los a quem compra o iPhone 13. O episódio revela, com clareza rara, como a concentração industrial pode transformar uma crise climática em Taiwan numa decisão de preço em São Paulo.

A Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, responsável por mais da metade da produção mundial de chips, comunicou reajustes significativos aos seus clientes: até 10% para componentes de 5 a 7 nanômetros e até 20% para chips de 16 nanômetros ou mais. As mudanças valem para pedidos a partir de dezembro, mas o mercado já antecipa reflexos no lançamento do iPhone 13, marcado para 17 de setembro.

O novo aparelho da Apple será equipado com o chip A15 Bionic, fabricado em tecnologia de 5nm — exatamente a categoria que sofrerá o maior reajuste. Projeções da DigiTimes indicam que os custos de fabricação da Apple podem crescer entre 3% e 5%, margem que a empresa provavelmente transferirá ao consumidor. O iPhone 13 chegará em quatro versões: Mini, padrão, Pro e Pro Max.

A TSMC não age por capricho. Em 2021, Taiwan enfrentou a pior seca em 50 anos, forçando a redução da produção num momento em que a demanda por semicondutores atingia recordes históricos — impulsionada pelo consumo acelerado de eletrônicos durante a pandemia. A empresa lucrou, mas ficou presa entre uma demanda impossível de suprir e uma oferta limitada por fatores fora do seu controle.

Trocar de fornecedor não é uma opção real para a Apple. Construir fábricas de chips exige investimentos astronômicos e anos de desenvolvimento, e o mercado é brutalmente concentrado. Com 51% da produção global e 20% dos seus lucros vindos da Apple, a TSMC ocupa uma posição sem substituto no curto prazo. Analistas projetam que a escassez de semicondutores deve persistir até pelo menos 2022 — e, enquanto isso, quem comprar um iPhone 13 pode estar pagando, indiretamente, pela seca do outro lado do mundo.

A Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, que sozinha controla mais da metade da produção mundial de chips, comunicou aos seus clientes que vai aumentar os preços. Para componentes de 5 a 7 nanômetros — a tecnologia mais avançada e mais cara — o reajuste chegará a 10%. Para chips maiores, de 16 nanômetros ou acima, o aumento pode alcançar 20%. Essas mudanças começarão a valer para pedidos feitos a partir de dezembro, mas a indústria espera que a Apple já comece a repassar os custos quando lançar o iPhone 13, previsto para 17 de setembro.

O novo iPhone usará o chip A15 bionic, fabricado com tecnologia de 5 nanômetros — exatamente o tipo de componente que sofrerá o aumento de 10%. Segundo projeções de fontes ouvidas pela DigiTimes, a Apple pode ver seus custos de fabricação crescerem entre 3 e 5%, uma margem que a empresa provavelmente repassará ao preço final do aparelho. O lançamento trará quatro versões: iPhone 13, iPhone 13 Mini, iPhone 13 Pro e iPhone 13 Pro Max.

A TSMC não está agindo por ganância. A empresa taiwanesa enfrentou uma seca intensa em 2021 — a mais severa em 50 anos — que a forçou a reduzir a produção justamente quando a demanda por chips disparava. Durante a pandemia de Covid-19, com as pessoas passando mais tempo em casa e consumindo mais eletrônicos, a procura por semicondutores atingiu patamares históricos. A TSMC lucrou bastante com isso, mas também ficou presa entre uma demanda impossível de atender e uma oferta limitada por fatores climáticos.

Por que a Apple não simplesmente muda de fornecedor? A resposta revela como o mercado de semicondutores funciona. Construir uma fábrica de chips exige investimentos astronômicos, e toda essa grana pode virar prejuízo se a tecnologia escolhida ficar obsoleta antes do esperado. O mercado é brutalmente concentrado: a TSMC, sozinha, responde por 51% de toda a produção de chips do mundo. Não há alternativas viáveis no curto prazo.

A escassez global de semicondutores deve persistir até pelo menos 2022, segundo analistas. Enquanto isso, a TSMC continua sendo o gargalo do setor. No segundo trimestre de 2021, quase metade dos lucros da empresa veio da venda de chips de 5 a 7 nanômetros. As compras da Apple sozinhas garantem 20% dos lucros da companhia. Essa dependência mútua significa que quando a TSMC sobe os preços, a Apple não tem muita escolha a não ser aceitar e repassar o custo adiante.

O investimento para montar uma fábrica de chips é altíssimo, e toda essa grana pode acabar no lixo se a tecnologia ficar obsoleta cedo demais
— Análise da indústria
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