Quando uma patente expira, abre-se uma janela rara entre o monopólio e o acesso — e é nesse intervalo que a farmacêutica brasileira EMS posicionou o Ozivy, sua versão nacional da semaglutida, aprovada pela Anvisa e prevista para chegar às farmácias em 15 de junho por R$ 452. O gesto vai além do comercial: representa a primeira vez que uma empresa do país leva ao mercado regulado um medicamento com esse princípio ativo, sinalizando um passo concreto em direção à soberania farmacêutica e à democratização de terapias antes inacessíveis para muitos brasileiros com diabetes tipo 2.
EMS lança Ozivy, caneta de semaglutida brasileira, por R$ 452 a partir de junho
Primeiro medicamento com semaglutida produzido no Brasil
Por que a EMS decidiu lançar um medicamento para diabetes tipo 2 especificamente agora, após o vencimento da patente?
Porque antes não era possível. Enquanto a patente estava vigente, apenas o detentor original podia fabricar e vender. Com o fim da proteção, em março, a porta se abriu para qualquer empresa desenvolver sua própria versão. A EMS aproveitou essa oportunidade e conseguiu ser a primeira a chegar ao mercado com um produto aprovado pela Anvisa.
O programa Vida Mais Leve reduz o preço em quase 40% nos primeiros três meses. Isso é sustentável para a empresa?
É uma aposta de negócio. A EMS está apostando que, se conseguir que o paciente comece o tratamento com um custo menor e veja resultados, ele continuará usando o medicamento mesmo quando o preço suba. É comum em medicamentos crônicos: ganhar o paciente no início pode significar receita garantida por anos.
Qual é a diferença entre um medicamento brasileiro e um importado, do ponto de vista do paciente?
Para o paciente, a diferença principal é o preço. Um medicamento produzido aqui tem custos menores de importação e logística. Além disso, há uma questão de segurança de abastecimento: se o medicamento é feito no Brasil, não depende de cadeias internacionais que podem ser interrompidas.
Mais de 500 mil unidades no primeiro ciclo é muito ou pouco?
É um número significativo, mas também revela cautela. A EMS está testando a demanda. Se vender bem, pode aumentar a produção. Se vender menos, não fica com estoque parado. É uma estratégia prudente para um medicamento novo no mercado.
Quem realmente se beneficia com isso: o paciente ou a empresa?
Os dois, mas de formas diferentes. O paciente ganha acesso a um medicamento mais barato. A EMS ganha mercado e receita. O verdadeiro beneficiado é o sistema de saúde brasileiro, que agora tem uma opção nacional de qualidade a um preço menor.
El Pulso
- A semaglutida, até março deste ano protegida por patente internacional, era privilégio de poucos — o lançamento do Ozivy rompe essa barreira com um produto inteiramente nacional.
- Com mais de 500 mil unidades planejadas para o primeiro ciclo, a EMS aposta em escala para transformar disponibilidade em acesso real nas principais redes farmacêuticas do Brasil.
- O programa Vida Mais Leve reduz o custo para R$ 287 mensais nos três primeiros meses, reconhecendo que a adesão inicial é o ponto mais frágil de qualquer tratamento crônico.
- A partir do quarto mês, o valor sobe para R$ 498 dentro do mesmo programa — um salto que pode testar a continuidade do tratamento para pacientes de menor renda.
- O cadastro simplificado por CPF, feito no site ou no balcão da farmácia, busca eliminar a burocracia que historicamente afasta pacientes de programas de benefício.
- O Ozivy chega como marco de transição: não apenas um novo produto, mas um sinal de que a indústria farmacêutica brasileira pode ocupar espaços antes dominados por multinacionais.
Quando uma patente expira, abre-se uma janela rara entre o monopólio e o acesso — e é nesse intervalo que a farmacêutica brasileira EMS posicionou o Ozivy, sua versão nacional da semaglutida, aprovada pela Anvisa e prevista para chegar às farmácias em 15 de junho por R$ 452. O gesto vai além do comercial: representa a primeira vez que uma empresa do país leva ao mercado regulado um medicamento com esse princípio ativo, sinalizando um passo concreto em direção à soberania farmacêutica e à democratização de terapias antes inacessíveis para muitos brasileiros com diabetes tipo 2.
A farmacêutica EMS anunciou o Ozivy, primeiro medicamento com semaglutida desenvolvido por uma empresa brasileira a receber aprovação da Anvisa. O produto chega às farmácias em 15 de junho, ao preço de R$ 452 por caneta, logo após o vencimento da patente internacional do princípio ativo em março deste ano — uma janela que a EMS aproveitou para ser pioneira no mercado regulado nacional.
Indicado para adultos com diabetes tipo 2 com controle insuficiente da doença, o Ozivy deve ser usado em conjunto com mudanças alimentares e prática de exercícios. A empresa planeja mais de 500 mil unidades no primeiro ciclo de abastecimento, distribuídas nas principais redes do país em embalagens de uma ou duas canetas.
Para facilitar a adesão nos meses iniciais — considerados críticos em qualquer terapia crônica —, a EMS criou o programa Vida Mais Leve, que reduz o custo médio para R$ 287 mensais durante os três primeiros meses. A partir do quarto mês, o valor sobe para R$ 498 dentro do mesmo programa. A inscrição é feita pelo site ou diretamente no balcão de farmácias participantes, mediante CPF e dados cadastrais básicos.
O lançamento tem dimensões que ultrapassam o negócio: com medicamentos produzidos localmente, o Brasil avança em soberania farmacêutica e abre precedente para que outros fabricantes nacionais desenvolvam versões de fármacos consolidados cujas patentes estejam vencendo. O Ozivy não é apenas um genérico — é um símbolo de uma transição em curso no mercado de saúde brasileiro.
A farmacêutica EMS anunciou o lançamento do Ozivy, um medicamento à base de semaglutida produzido integralmente no Brasil, que chegará às prateleiras das farmácias a partir de 15 de junho com preço fixado em R$ 452 por caneta. O produto representa um marco para a indústria farmacêutica nacional: é o primeiro medicamento com esse princípio ativo desenvolvido por uma empresa brasileira a receber aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e chega ao mercado logo após o vencimento da patente internacional da semaglutida, em março deste ano.
O medicamento é indicado especificamente para adultos com diabetes tipo 2 que apresentam controle insuficiente da doença. Conforme orientação médica, deve ser associado a mudanças na alimentação e prática regular de exercícios físicos. A EMS planeja disponibilizar mais de 500 mil unidades no primeiro ciclo de abastecimento, com distribuição nas principais redes farmacêuticas do país. As embalagens conterão uma ou duas canetas, oferecendo flexibilidade ao paciente e à prescrição médica.
Para ampliar o acesso ao tratamento, especialmente nos primeiros meses de uso, a EMS criou o programa Vida Mais Leve. Nesta iniciativa, o custo médio mensal será reduzido para R$ 287 durante os três primeiros meses de tratamento. A partir do quarto mês, o valor sobe para R$ 498 por caneta dentro do mesmo programa. A estratégia reflete uma aposta da empresa em incentivar a adesão inicial ao medicamento, reconhecendo que os primeiros meses são críticos para que pacientes mantenham a continuidade da terapia.
O cadastro no programa é simples: o paciente pode se inscrever pelo site da iniciativa ou diretamente no balcão de farmácias participantes, fornecendo seu CPF e dados cadastrais básicos. Essa abordagem busca reduzir barreiras burocráticas e facilitar o acesso à terapia, democratizando um tratamento que até pouco tempo era protegido por patente e, portanto, significativamente mais caro.
O lançamento do Ozivy marca um momento de transição no mercado de medicamentos para diabetes no Brasil. Com o fim da proteção patentária, abre-se espaço para que fabricantes nacionais desenvolvam versões genéricas ou similares de fármacos já consolidados. A EMS não apenas aproveitou essa janela, mas conseguiu ser a primeira a trazer um produto com semaglutida desenvolvido localmente para o mercado regulado. Isso tem implicações tanto econômicas quanto de saúde pública: medicamentos produzidos no país tendem a ter custos menores e contribuem para a soberania farmacêutica brasileira.
Citas Notables
O programa foi criado para incentivar a adesão ao tratamento, especialmente nos primeiros meses de uso do medicamento— EMS