Há quase seis décadas, um embargo molda o destino de uma ilha e divide o mundo entre aqueles que o condenam e os poucos que o sustentam. O embaixador chinês no Brasil, Yang Wanming, invocou o peso de 184 nações — expressado na ONU pela 29ª vez consecutiva — para pedir aos Estados Unidos que encerrem o bloqueio econômico e financeiro contra Cuba. O apelo surge em meio a protestos na ilha que autoridades cubanas descrevem como tentativa de desestabilização, revelando que a questão cubana permanece um nó vivo na geopolítica contemporânea.
Embaixador da China pede fim do embargo dos EUA contra Cuba
184 países votam contra embargo; apenas EUA e Israel dizem não
Por que a China está falando sobre isso agora? Qual é o interesse dela nesta questão?
A China tem relações comerciais e estratégicas com Cuba. Um embargo enfraquecido beneficiaria ambas as nações. Mas há também uma dimensão diplomática — a China frequentemente se posiciona ao lado de nações que se veem como alvos de pressão ocidental.
Certo, mas precisamos ser claros: o apelo de um embaixador no Twitter não muda nada na política americana. É um gesto simbólico. A questão real é por que o Brasil mudou sua postura.
Exatamente. O Brasil historicamente votava contra o embargo. Desta vez se absteve. Isso é significativo porque mostra uma reconfiguração das alianças diplomáticas.
E quanto aos protestos em Cuba? Eles estão conectados a isso?
Os protestos aconteceram no fim de semana. O apelo chinês veio dias depois. A fonte descreve os protestos como uma "tentativa de desestabilização", mas não oferece detalhes sobre quem os organizou ou qual era sua composição real.
O timing é relevante. Enquanto Cuba enfrenta pressão interna, a China e outros países reafirmam apoio ao governo Díaz-Canel. É uma resposta diplomática.
Então o embargo continua intacto?
Sim. Desde 1962. Nenhuma votação da ONU o revogou — a ONU não tem poder para isso. O embargo só terminaria se os EUA decidissem encerrar unilateralmente.
E essa decisão não parece próxima. Os EUA votaram contra a resolução, assim como Israel. Eles mantêm a posição.
Qual é o impacto real do embargo na vida das pessoas em Cuba?
A fonte não detalha isso. Sabemos que existe desde 1962 e que afeta a economia, mas os números específicos de dano econômico ou humanitário não estão aqui.
The Pulse
- O embaixador chinês Yang Wanming usou o Twitter para pressionar publicamente os EUA a levantarem um embargo que dura desde 1962 — um gesto diplomático raro e calculado.
- Protestos eclodiram em Cuba no fim de semana, criando um contexto de tensão que torna o apelo ainda mais urgente e politicamente carregado.
- A ONU condenou o bloqueio pela 29ª vez consecutiva em junho, com 184 votos a favor e apenas EUA e Israel contra — um isolamento diplomático quase absoluto da posição americana.
- O Brasil, que historicamente apoiava Cuba nessas votações, desta vez se absteve ao lado de Ucrânia e Colômbia, sinalizando uma reorientação silenciosa em sua política externa.
- Wanming convocou os EUA a honrarem o consenso de 184 nações, enquanto Cuba enfrenta simultaneamente pressão interna e o peso de décadas de restrições econômicas.
Há quase seis décadas, um embargo molda o destino de uma ilha e divide o mundo entre aqueles que o condenam e os poucos que o sustentam. O embaixador chinês no Brasil, Yang Wanming, invocou o peso de 184 nações — expressado na ONU pela 29ª vez consecutiva — para pedir aos Estados Unidos que encerrem o bloqueio econômico e financeiro contra Cuba. O apelo surge em meio a protestos na ilha que autoridades cubanas descrevem como tentativa de desestabilização, revelando que a questão cubana permanece um nó vivo na geopolítica contemporânea.
Na manhã desta terça-feira, o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, publicou no Twitter um apelo direto aos Estados Unidos: encerrar o embargo econômico e financeiro contra Cuba. A mensagem chegou poucos dias depois de protestos sacudirem a ilha caribenha — eventos que o governo de Miguel Díaz-Canel descreve como uma tentativa orquestrada de desestabilização.
O bloqueio que Wanming quer ver encerrado existe desde 1962. Por quase seis décadas, ele restringiu o comércio e as transações financeiras entre Washington e Havana, deixando marcas profundas na economia cubana. Para embasar seu argumento, o embaixador recorreu a um dado contundente: em junho, a Assembleia Geral da ONU votou pela 29ª vez consecutiva contra o embargo, com 184 países a favor da resolução de condenação. Apenas dois nações votaram contra — os próprios Estados Unidos e Israel.
O resultado expõe um isolamento diplomático quase total da posição americana. Mais significativa ainda foi a mudança brasileira: o Brasil, que historicamente apoiava Cuba nessas votações, desta vez se absteve, ao lado de Ucrânia e Colômbia — uma reorientação discreta, mas eloquente, na política externa do país.
Ao citar esse placar internacional, Wanming argumentou que 184 nações já expressaram sua vontade. Seu apelo aos EUA foi direto: responder a esse consenso e levantar as restrições que há décadas pesam sobre a população cubana. O momento escolhido para a mensagem — em plena turbulência política na ilha — não parece casual.
O embaixador da China no Brasil usou as redes sociais nesta terça-feira para fazer um apelo direto aos Estados Unidos: suspender o embargo econômico e financeiro contra Cuba. Yang Wanming publicou a mensagem no Twitter poucos dias após protestos eclodirem na ilha caribenha, eventos que autoridades descrevem como uma tentativa de desestabilizar o governo de Miguel Díaz-Canel.
O bloqueio que Wanming pede para encerrar está em vigor há quase seis décadas. Desde 1962, quando foi imposto, o embargo restringiu o comércio e as transações financeiras entre os Estados Unidos e Cuba, moldando profundamente a economia da nação insular. O embaixador chinês invocou um precedente internacional para reforçar seu argumento: a Assembleia Geral das Nações Unidas, que votou em junho pela 29ª vez consecutiva contra o embargo.
Esse voto da ONU foi esmagadoramente contrário à política americana. Cento e oitenta e quatro países-membros votaram a favor da resolução que condena o bloqueio. Apenas dois países se posicionaram contra: Israel e os próprios Estados Unidos. A votação reflete um isolamento diplomático praticamente completo da posição americana nesta questão.
O Brasil, historicamente um apoiador de Cuba nas votações da ONU, desta vez se absteve. Ucrânia e Colômbia também não votaram a favor da resolução. A abstenção brasileira marca uma mudança em relação ao padrão de apoio que o país havia mantido em anos anteriores, sinalizando uma reorientação na postura diplomática.
Wanming citou especificamente essa votação em sua mensagem, argumentando que o resultado reflete o consenso internacional sobre o tema. Ele pediu aos Estados Unidos que respondessem à vontade expressa por 184 nações, levantando as restrições econômicas e financeiras que há décadas afetam a população cubana. O apelo chinês ocorre em um momento de tensão política em Cuba, quando o governo enfrenta pressão interna e internacional.
Notable Quotes
Apelamos aos Estados Unidos para levantar o bloqueio econômico e financeiro e o embargo comercial contra Cuba, respondendo à resolução aprovada pela ONU por 29 anos consecutivos— Yang Wanming, embaixador da China no Brasil