Na noite de sábado, o Fluminense encerrou uma incerteza e abriu um capítulo: Marcão, funcionário de longa data do clube, foi efetivado como técnico após apenas dois jogos como interino, selando o compromisso com contrato até o final do ano. Há algo de simbólico nessa escolha — um homem que aprendeu o clube por dentro, que conhece seus jogadores pelo nome e pelo caráter, sendo convidado a construir não apenas resultados, mas uma identidade. A promessa que ele carrega é simples e exigente ao mesmo tempo: entregar um time alegre, organizado e honesto, à altura da confiança que a torcida voltou a
Efetivado, Marcão quer Fluminense "alegre, leve e organizado"
Um time alegre, leve e organizado que joga futebol
Você foi efetivado depois de apenas dois jogos. Como se sente com essa responsabilidade tão rápida?
A responsabilidade sempre existiu, mas agora é diferente. Como funcionário do clube, você sabe que tem que entregar. Dois jogos foram suficientes para mostrar uma direção, e agora tenho até o final do ano para consolidar isso.
Qual é exatamente o tipo de futebol que você quer que o Fluminense jogue?
Um time alegre, leve e organizado. Não posso fazer transição porque não tenho jogadores só para isso. Tenho que aproveitar as características que tenho — um jogo apoiado, que sai jogando, que controla a bola e ataca.
Paulo Henrique Ganso parece central nesse projeto. Por quê?
Ele traz cadência, controle. Em um momento em que a gente não podia trocar socos com os adversários, ele dá organização. As linhas ficam mais próximas, a defesa fica equilibrada, e quando temos a bola, a gente joga.
Como você lida com a rotação de jogadores? Parece que está confiando em muita gente.
Porque preciso. Tenho dois por posição, e quando um cai, o outro entra e tem que responder. Júlio Fidelis, Riquelme, Igor Rabello — todos tiveram oportunidade e corresponderam. Isso não é fraqueza, é profundidade.
Qual é a mensagem que você quer passar para a torcida agora?
Que a gente está junto. Que em um momento adverso, podem contar com a gente. Que vamos brigar por cada bola. A torcida virou o jogo no Maracanã — quando eles estão com os jogadores, fica muito difícil ser batido.
O Pulso
- A efetivação chegou rápida — dois jogos, uma vitória sobre o Remo, e a diretoria não hesitou em confirmar Marcão até dezembro.
- O técnico assume com clareza sobre o peso do cargo: como funcionário histórico do clube, sabe que cada decisão carrega responsabilidade dobrada.
- Taticamente, Marcão rejeita o futebol de transição e aposta em um time apoiado, com linhas próximas e Ganso como maestro do meio-campo.
- A profundidade do elenco virou argumento — Fidelis, Riquelme e Igor Rabello responderam quando chamados, mostrando que a rotação é força, não fraqueza.
- Uma mensagem do técnico adversário Léo, do Remo, resumiu o sentimento do momento: 'A gente está precisando de treinador brasileiro com essência, com trabalho, com honestidade'.
Na noite de sábado, o Fluminense encerrou uma incerteza e abriu um capítulo: Marcão, funcionário de longa data do clube, foi efetivado como técnico após apenas dois jogos como interino, selando o compromisso com contrato até o final do ano. Há algo de simbólico nessa escolha — um homem que aprendeu o clube por dentro, que conhece seus jogadores pelo nome e pelo caráter, sendo convidado a construir não apenas resultados, mas uma identidade. A promessa que ele carrega é simples e exigente ao mesmo tempo: entregar um time alegre, organizado e honesto, à altura da confiança que a torcida voltou a depositar no Maracanã.
Marcão recebeu a confirmação que esperava na noite de sábado. Dois jogos como interino — e uma vitória sobre o Remo — foram suficientes para que a diretoria do Fluminense o efetivasse no cargo. Com contrato até o final do ano, ele falou pela primeira vez como treinador oficial do clube com uma mensagem direta: havia trabalho a fazer e uma torcida a manter feliz. "Vou me entregar por inteiro", disse, ainda aquecido pela confiança do presidente.
No campo tático, a visão era clara. O elenco disponível pedia um futebol apoiado, organizado, mas alegre e leve — sem espaço para esquemas puramente defensivos. Paulo Henrique Ganso havia entrado como peça central desse modelo, trazendo cadência e controle que estruturavam tanto a defesa quanto o ataque. O time não abriria mão de ser ofensivo, mesmo construindo a partir de uma posse mais elaborada.
A confiança no elenco era outro pilar do discurso. Quando Guga foi suspenso, Fidelis entrou e correspondeu. Quando Samuel se lesionou, o mesmo Fidelis seguiu em campo. Riquelme, que havia sentido desconforto, treinou bem e foi utilizado. Igor Rabello, sem oportunidades recentes, respondeu quando chamado. Para Marcão, ter dois jogadores por posição não era problema — era profundidade real.
Sobre sua própria trajetória, o técnico reconheceu que havia aprendido com todos os treinadores que passaram pelo clube, destacando o período ao lado de Zubeldía como particularmente produtivo. Agora, com autonomia total, podia implementar suas próprias leituras. No plano pessoal, uma mensagem do técnico adversário Léo, do Remo, tocou fundo: "A gente está precisando de treinador brasileiro com essência, com trabalho, com honestidade." Era exatamente o que Marcão prometia entregar.
Marcão recebeu a confirmação que esperava na noite de sábado. Após apenas dois jogos como técnico interino — e uma vitória sobre o Remo que selou seu destino — a diretoria do Fluminense o efetivou no cargo. Agora, com contrato até o final do ano, ele falava pela primeira vez como treinador oficial do clube, e a mensagem era clara: havia trabalho a fazer, responsabilidade a carregar, e uma torcida a manter feliz.
O técnico não minimizou o peso do momento. Explicou que, como funcionário do clube há tempos, sabia que cada decisão carregava responsabilidade extra. Dois jogos tinham sido suficientes para mostrar seu trabalho; agora, até dezembro, seria avaliado por tudo que viesse. Mas aceitava isso de peito aberto. "Vou me entregar por inteiro para que o nosso torcedor continue feliz", disse, ainda aquecido pela confiança que o presidente havia depositado nele.
No campo tático, Marcão tinha uma visão clara do que queria construir. Não havia espaço para times de transição ou esquemas defensivos puro — o elenco não permitia, e ele não queria. Os jogadores que tinha à disposição pediam um futebol apoiado, organizado, mas alegre e leve. Isso significava sair jogando, manter as linhas próximas, dar ritmo ao jogo através de um meio-campo que controlasse a bola. Paulo Henrique Ganso havia entrado nesse papel, trazendo cadência e organização que a equipe precisava para se estruturar tanto na defesa quanto no ataque. O resultado era um time que não abria mão de ser ofensivo, mesmo que criasse chances a partir de uma construção mais baixa.
A confiança no elenco era outro pilar. Marcão falava sobre a dificuldade de montar uma equipe quando se tinha dois jogadores por posição — e como isso, na verdade, era uma força. Quando Guga foi suspenso, Júlio Fidelis entrou e correspondeu. Quando Samuel se lesionou no primeiro tempo, o mesmo Fidelis seguiu. Riquelme, que havia sentido desconforto na semana anterior, treinou bem e foi utilizado em um jogo de grande envergadura. Igor Rabello, que não vinha tendo oportunidades, havia entrado quando necessário e se saído bem. Essa rotação não era fraqueza — era profundidade, e Marcão queria que todos soubessem disso.
Sobre Hulk, o técnico reconhecia uma evolução. O atacante já havia jogado pelo lado, já havia atuado como segundo homem de ataque. Naquela partida, Marcão havia pensado em colocar outro atacante ao seu lado, mas o gol veio antes dessa mudança. Hulk estava aprendendo a sair mais para a lateral, criando espaço para os extremos penetrarem, e isso agradava. Havia momentos em que seria preciso colocá-lo com Cano ou Castillo, mas por enquanto a dinâmica funcionava.
Marcão também refletiu sobre sua própria trajetória no clube. Havia aprendido com todos os treinadores que passaram por lá, mas seu relacionamento com Zubeldía havia sido particularmente produtivo. A comissão do antecessor havia sido fantástica, deixando espaço para que ele e sua equipe técnica permanente expressassem ideias. Havia discordâncias, claro, mas normais. Agora, com autonomia total, podia implementar suas próprias leituras — como a decisão de trazer Ganso para dar mais controle e organização ao jogo.
No aspecto pessoal, Marcão havia mandado uma mensagem para a esposa, que respondeu com felicidade e confiança. Ainda não havia falado com filhos e pais. Recebia mensagens de amigos com energia positiva, e uma particularmente tocante do técnico do Remo, Léo, que havia dito: "Seria legal se efetivassem você. A gente está precisando de treinador brasileiro com essência, com trabalho, com honestidade". Tudo apontava para um momento de esperança — e agora era questão de entregar resultados até o final do ano, com o apoio de uma torcida que havia reencontrado a confiança no Maracanã.
Citações Notáveis
Vou me entregar por inteiro para que o nosso torcedor continue feliz até o final do ano— Marcão, técnico do Fluminense
Um time alegre, leve e organizado que joga futebol, com características dos jogadores que temos— Marcão, sobre sua visão tática