Editora Ubu celebra dez anos com festival gratuito em São Paulo

Essas ideias são para todos, não apenas para quem tem dinheiro
A estratégia da Ubu de oferecer entrada gratuita reflete sua aposta em democratizar o acesso ao pensamento crítico.
Mark

Por que uma editora escolhe celebrar dez anos com um festival aberto e gratuito, em vez de um evento fechado para convidados?

Mimi

Porque uma editora que publica Malcom Ferdinand e Christian Dunker não está vendendo livros para quem já sabe que quer ler. Está tentando criar o leitor. Um festival gratuito diz: essas ideias são para todos, não apenas para quem tem dinheiro.

Mark

Os temas parecem muito específicos — colonialismo, algoritmos, cosmopolíticas indígenas. Isso atrai muita gente?

Mimi

Atrai exatamente quem precisa ser atraído. A Ubu não é uma editora de bestseller. É uma editora que aposta que há público para pensar seriamente sobre como vivemos agora. O fato de os ingressos para a biblioteca já estarem esgotados sugere que acertaram.

Mark

Por que estender o festival até setembro em formato virtual?

Mimi

Porque o público que quer ouvir Evgeny Morozov falar sobre tecnologia e poder não está todo em São Paulo. E porque assinantes do Circuito Ubu — pessoas que já pagam para acompanhar a editora — merecem acesso exclusivo a Jonathan Crary. É um jeito de reconhecer quem já está dentro.

Mark

Qual é o risco de uma editora fazer isso?

Mimi

Que ninguém apareça. Que os ingressos gratuitos atraiam gente que não vai ler os livros depois. Mas a Ubu parece estar apostando que o risco de não fazer nada é maior que o risco de tentar.

  • Os ingressos para a Biblioteca Mário de Andrade já estão esgotados, criando uma demanda que supera a capacidade dos espaços e exige fila de espera presencial.
  • Pensadores como Malcom Ferdinand, Manuela Carneiro da Cunha e Vladimir Safatle trazem ao festival tensões urgentes — do legado colonial às estratégias de resistência à extrema direita.
  • A programação de sábado na sede da Ubu ainda tem vagas disponíveis na plataforma Sympla, oferecendo uma segunda chance de acesso ao público interessado.
  • Em setembro, o festival migra para o formato virtual com Jonathan Crary e Evgeny Morozov, ampliando o alcance para assinantes do Circuito Ubu além das fronteiras físicas de São Paulo.
  • O festival também funciona como vitrine editorial: obras inéditas de Ferdinand, Letícia Cesarino e Hanna Limulja chegam ao mercado ao longo do segundo semestre, prolongando o impacto do evento.

Ao completar dez anos, a editora Ubu transforma sua celebração em um gesto público: um festival gratuito de quatro dias no coração de São Paulo, onde intelectuais de diferentes tradições se reúnem para pensar colonialismo, tecnologia, política urbana e os desafios da contemporaneidade. Realizado em parceria com a Folha entre 26 e 29 de agosto, o evento ocupa a Biblioteca Mário de Andrade e a nova sede da editora, estendendo-se depois para o ambiente virtual em setembro. É o retrato de uma casa editorial que escolhe o debate coletivo como forma de marcar sua própria história.

A editora Ubu abre nesta quarta-feira um festival de quatro dias para celebrar uma década de existência, com entrada gratuita e programação que ocupa dois espaços no centro de São Paulo: a Biblioteca Mário de Andrade e sua nova sede na Galeria Metrópole. O evento, realizado em parceria com a Folha, reúne intelectuais, escritores e jornalistas para debater colonialismo, meio ambiente, tecnologia e política urbana.

A abertura traz o intelectual francês Malcom Ferdinand refletindo sobre as conexões entre colonialismo e questões ambientais. Na quinta, Hanna Limulja e Manuela Carneiro da Cunha conversam sobre cosmopolíticas indígenas. Na sexta, Christian Dunker e Paula Sibilia discutem com Anna Virginia Balloussier como os algoritmos estão remodelando o cotidiano.

O sábado concentra a programação na sede da Ubu, com uma atividade matinal para crianças conduzida por Antonio Prata e Talita Hoffmann, seguida de debates sobre política das cidades e estratégias contra a extrema direita, com Vladimir Safatle e Letícia Cesarino mediados por Milly Lacombe. O festival encerra com happy hour às 18h30.

Os ingressos para a biblioteca já estão esgotados, mas ainda há disponibilidade para o sábado via Sympla — e fila de espera presencial para quem chegar sem reserva. Em setembro, o festival continua no formato virtual, com Jonathan Crary e, uma semana depois, Evgeny Morozov e Michel Nieva, em encontros exclusivos para assinantes do Circuito Ubu.

A celebração também marca o lançamento de obras inéditas de Ferdinand, Cesarino e Limulja ao longo do segundo semestre, consolidando o festival como expressão da aposta da Ubu em uma intelectualidade crítica que cruza filosofia, política, tecnologia e meio ambiente.

A editora Ubu abre nesta quarta-feira um festival de quatro dias para marcar uma década de existência, oferecendo entrada gratuita a quem quiser participar. O evento, realizado em parceria com a Folha, ocupa dois espaços no centro de São Paulo: a Biblioteca Mário de Andrade e a nova sede da Ubu, instalada no terceiro andar da Galeria Metrópole. Até sábado, a programação reúne intelectuais, escritores e jornalistas para debater temas que vão desde colonialismo e meio ambiente até tecnologia e política urbana.

A abertura acontece na biblioteca na noite de quarta, com o intelectual francês Malcom Ferdinand discutindo as conexões entre colonialismo e questões ambientais, mediado por Guilherme Moura Fagundes. Na quinta-feira, o mesmo espaço recebe Hanna Limulja e Manuela Carneiro da Cunha para uma conversa sobre cosmopolíticas indígenas, com Renato Sztutman na mediação. Na sexta, a repórter especial da Folha Anna Virginia Balloussier modera um encontro entre Christian Dunker e Paula Sibilia sobre como os algoritmos estão transformando a vida cotidiana.

O sábado concentra a programação na sede da Ubu. Pela manhã, Antonio Prata e Talita Hoffmann realizam uma atividade para crianças que termina com bolo. À tarde, Guilherme Wisnik e Giselle Beiguelman refletem sobre política das cidades e das imagens com Bianca Tavolari. No final da tarde, Vladimir Safatle e Letícia Cesarino, mediados por Milly Lacombe, abordam estratégias para enfrentar a extrema direita. O festival encerra com happy hour a partir das 18h30.

Os ingressos são distribuídos gratuitamente pela plataforma Sympla. Os eventos na Biblioteca Mário de Andrade já têm entradas esgotadas, mas ainda há disponibilidade para a programação de sábado. Quem não conseguir ingresso pode tentar a fila de espera no local. A editora também oferecerá fila de espera para quem chegar sem ingresso.

A celebração não termina no fim de semana. Em setembro, o festival continua em formato virtual. No dia 23, Jonathan Crary, autor de "24/7 - Capitalismo Tardio e os Fins do Sono", participa de um encontro exclusivo para assinantes do Circuito Ubu. Uma semana depois, Evgeny Morozov e Michel Nieva discutem tecnologia, política e poder em bate-papo mediado pela repórter especial da Folha Patrícia Campos Mello.

Além dos debates, o festival marca o lançamento de novos títulos. Malcom Ferdinand, Letícia Cesarino e Hanna Limulja terão obras inéditas publicadas pela Ubu ao longo do segundo semestre deste ano. Christian Dunker, que participa do evento, tem um novo livro previsto para 2027. A programação reflete a aposta da editora em intelectualidade crítica e em autores que pensam as transformações contemporâneas através de perspectivas que cruzam filosofia, política, tecnologia e questões ambientais.

Malcom Ferdinand, Letícia Cesarino e Hanna Limulja terão obras inéditas lançadas pela editora ao longo do segundo semestre de 2026
— Programação do festival
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