Eclipse lunar total com 'Lua de Sangue' será visível no Brasil neste domingo

A atmosfera funciona como filtro, deixando passar o vermelho
Roberto Costa explica o mecanismo físico que cria a tonalidade avermelhada característica da Lua durante o eclipse total.
Mark

Por que esse eclipse é tão especial? Não há eclipses lunares com frequência?

Mimi

Há eclipses lunares regularmente, mas eclipses lunares totais são mais raros. Este é o único que ocorrerá em 2022, e o próximo só acontecerá em 2025. Além disso, será completamente visível de todo o Brasil, o que não é garantido para todos os eclipses.

Luke

Mas é importante notar que a visibilidade depende do clima. A previsão para o sudeste é de céu encoberto, então nem todos no Brasil conseguirão ver.

Mark

O que exatamente é essa "Lua de Sangue" que todos falam?

Mimi

É o nome popular para a cor avermelhada que a Lua adquire durante um eclipse lunar total. Ocorre porque a atmosfera da Terra filtra a luz solar, deixando passar principalmente os comprimentos de onda vermelhos.

Luke

Vale ressaltar que "Lua de Sangue" é um termo que se popularizou recentemente, principalmente através da imprensa americana. O fenômeno físico em si é simplesmente o eclipse lunar — a Terra se posicionando entre o Sol e a Lua.

Mark

É seguro olhar para esse eclipse?

Mimi

Sim, completamente seguro. Diferentemente dos eclipses solares, você pode observar um eclipse lunar a olho nu sem qualquer proteção. É basicamente como olhar para uma lua cheia.

Luke

Exatamente. Os riscos à visão existem apenas nos eclipses solares, quando há radiação solar direta. Aqui, você está vendo apenas a Lua refletindo luz.

Mark

Qual é o horário exato para observar?

Mimi

O eclipse parcial começa às 23h28 de domingo. A fase total inicia-se à 0h29 de segunda-feira e dura até 1h54. O fenômeno termina completamente às 2h55.

Luke

Esses horários são no horário de Brasília, então quem está em outras regiões do Brasil precisa fazer o ajuste de acordo com seu fuso horário local.

Mark

Onde mais no mundo será possível ver?

Mimi

O eclipse será visível em toda a América do Sul e Central, em partes da América do Norte, Europa e África. É um evento de alcance bastante amplo.

Luke

Mas a qualidade da visualização varia bastante dependendo da localização geográfica e das condições climáticas de cada região.

  • O único eclipse lunar total de 2022 ocorre na madrugada de domingo para segunda, com fase total entre 0h29 e 1h54 — uma janela rara que não se repetirá até maio de 2025.
  • A chamada 'Lua de Sangue' não é mito nem exagero: é a atmosfera terrestre filtrando luz solar e projetando tons avermelhados sobre o disco lunar, o mesmo processo que pinta o céu de azul durante o dia.
  • A observação é segura e acessível — nenhum equipamento ou proteção ocular é necessário, e a Lua estará em posição elevada, favorável para todo o território nacional.
  • A maior ameaça ao espetáculo não vem do espaço, mas das nuvens: a previsão de céu encoberto no Sudeste pode privar São Paulo e arredores da experiência.
  • O Observatório Nacional transmitirá o eclipse ao vivo a partir das 23h15, oferecendo uma alternativa para quem for surpreendido pelo mau tempo.

Na noite de 15 de maio de 2022, o Brasil se coloca diante de um dos espetáculos mais antigos do céu: a Lua tingida de vermelho pela sombra da própria Terra. Único eclipse lunar total do ano, o fenômeno convida qualquer observador — sem instrumento, sem proteção — a contemplar, por quase hora e meia, a física silenciosa que governa os astros. É um lembrete de que a grandiosidade do cosmos se revela, por vezes, a olho nu e sem aviso prévio.

Na noite de 15 de maio, o Brasil tem um encontro marcado com o único eclipse lunar total de 2022. Roberto Costa, professor de Astronomia da USP, confirma que o fenômeno será visível em todo o território nacional — e que a próxima oportunidade semelhante só chegará em maio de 2025.

O espetáculo começa às 23h28, quando a fase parcial se inicia. A totalidade — o momento em que a Lua assume sua tonalidade avermelhada característica, popularmente chamada de 'Lua de Sangue' — dura de 0h29 a 1h54, encerrando-se completamente às 2h55. O fenômeno também será visível em toda a América do Sul e Central, partes da América do Norte, Europa e África.

A cor vermelha tem explicação física precisa: quando Sol, Terra e Lua se alinham perfeitamente, a atmosfera terrestre filtra a luz solar, deixando passar os comprimentos de onda vermelhos e refletindo o azul — o mesmo mecanismo que torna o céu azul durante o dia. O resultado sobre a Lua é uma tonalidade que varia do castanho-avermelhado ao marrom, diferente a cada eclipse.

Ao contrário dos eclipses solares, este não oferece qualquer risco à visão. Não é preciso equipamento nem proteção — binóculos e telescópios são opcionais, para quem quiser mais detalhe. O Observatório Nacional transmitirá o evento ao vivo a partir das 23h15.

A única incerteza é meteorológica: a previsão de céu encoberto no Sudeste pode impedir que observadores em São Paulo acompanhem o fenômeno. Para o restante do país, as condições ainda são incertas — tornando a noite uma aposta tanto astronômica quanto climática.

Na noite de domingo, 15 de maio, o Brasil terá a oportunidade de presenciar um eclipse lunar total — o único que ocorrerá em 2022. Roberto Costa, professor do Departamento de Astronomia da Universidade de São Paulo, confirma que o fenômeno será visível em todo o território nacional, com a próxima ocorrência prevista apenas para maio de 2025.

O eclipse começará às 23h28 de domingo, no horário de Brasília, quando a fase parcial se iniciará. A totalidade terá início à 0h29 de segunda-feira e durará até 1h54, com o encerramento completo do fenômeno previsto para 2h55. Durante esse período, a Lua adquirirá uma tonalidade avermelhada característica, popularmente conhecida como "Lua de Sangue" — termo que ganhou força nos últimos anos, especialmente através de veículos de comunicação americanos. O fenômeno será observável não apenas no Brasil, mas também em toda a América do Sul e Central, em partes da América do Norte, Europa e África.

O mecanismo por trás da cor vermelha é fundamentalmente uma questão de física atmosférica. Quando o Sol, a Terra e a Lua se alinham perfeitamente, a sombra terrestre recobre completamente o disco lunar. Nesse momento, a atmosfera do planeta funciona como um filtro para a luz solar, deixando passar com maior eficiência os comprimentos de onda vermelhos enquanto reflete o azul — o mesmo processo que nos permite ver o céu azul durante o dia. Do ponto de vista de um observador hipotético na Lua, a Terra estaria posicionada exatamente na frente do Sol. Nas bordas do planeta, a atmosfera forma um halo que permite a passagem de uma pequena quantidade de luz, que é filtrada para tons avermelhados e incide sobre a Lua, conferindo-lhe uma tonalidade castanho-avermelhada. Essa cor pode variar de um eclipse para outro, apresentando-se mais escura, próxima ao marrom, ou mais clara, semelhante a um castanho claro.

A observação do eclipse lunar não oferece riscos à visão, diferentemente dos eclipses solares. Os astrônomos consultados pela BBC News Brasil confirmam que é seguro observar o fenômeno a olho nu, sem qualquer proteção ocular. Não é necessário nenhum instrumento — a visualização será um espetáculo visível sem equipamento. Aqueles que desejarem podem utilizar binóculos, lunetas ou telescópios para uma observação mais detalhada. A posição elevada da Lua no céu durante o horário do eclipse facilitará significativamente a visualização do fenômeno em todo o Brasil.

O Observatório Nacional, unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, transmitirá o eclipse ao vivo a partir das 23h15, oferecendo uma alternativa para quem desejar acompanhar o evento através de uma transmissão profissional. No entanto, existe uma preocupação prática que pode comprometer a experiência: a previsão meteorológica aponta para céu encoberto na região sudeste no domingo. Se essa previsão se confirmar, observadores em São Paulo e arredores perderão a oportunidade de presenciar o espetáculo celeste. Para o restante do país, as condições climáticas ainda permanecem incertas, tornando a noite de domingo uma aposta tanto astronômica quanto meteorológica.

Trata-se basicamente de olhar para a lua cheia. Não precisa de nenhum instrumento, a olho nu já vai ser um belo espetáculo.
— Roberto Costa, professor de Astronomia da USP
O único problema prático é o clima. A previsão é de céu encoberto para a região sudeste no domingo.
— Roberto Costa, professor de Astronomia da USP
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