Eclipse lunar parcial escurece 96,2% da Lua em 27 e 28 de agosto; veja como observar

Como se todos os amanheceres e entardeceres do planeta estivessem sendo projetados sobre a Lua
A descrição da NASA sobre como a atmosfera terrestre filtra a luz solar durante o eclipse lunar.
Mark

Por que esse eclipse é tão especial se não é total?

Mimi

Porque cobre 96,2% da Lua. Visualmente, é quase impossível notar a diferença. A classificação técnica como parcial existe apenas porque uma faixa mínima fica fora da sombra mais densa.

Luke

Mas essa faixa mínima — quanto é, exatamente? O texto não diz.

Mimi

Não, não diz. Sabemos que é pequena o suficiente para deixar o fenômeno visualmente quase total, mas o tamanho preciso não está documentado.

Mark

E quanto à cor? A Lua vai ficar vermelha?

Mimi

Não completamente vermelha como em um eclipse total. Mas a parte coberta pela sombra pode mostrar tons alaranjados ou avermelhados, porque a luz solar passa pela nossa atmosfera antes de chegar à Lua.

Luke

Isso é especulação ou observação confirmada?

Mimi

É baseado em como a luz funciona — a luz azul se dispersa na atmosfera, as ondas vermelhas passam. É o mesmo que acontece no pôr do sol.

Mark

Preciso de equipamento para ver?

Mimi

Não. A olho nu é perfeitamente seguro. Binóculos ou telescópio podem ajudar a ver mais detalhes, mas não são necessários.

Luke

E se estiver nublado?

Mimi

Aí não vê nada. O texto deixa claro que as condições climáticas são o principal desafio.

Mark

Qual é o melhor horário para acordar e olhar?

Mimi

Às 1h13 de 28 de agosto, horário de Brasília. Esse é o pico máximo, quando a Lua estará mais escura.

  • Um eclipse quase total — 96,2% da Lua encoberta — se aproxima tanto de um evento total que a distinção técnica entre os dois se torna quase filosófica.
  • O pico máximo às 1h13 de 28 de agosto exige que os curiosos vençam o sono para capturar o momento mais escuro e mais dramático do fenômeno.
  • A Lua pode assumir tons alaranjados e avermelhados, resultado da mesma física que pinta os pores do sol, transformando um evento astronômico em um espetáculo de cores.
  • O principal obstáculo não é a distância nem o equipamento — é o clima: nuvens podem apagar completamente a visibilidade em qualquer região do país.
  • O Observatório Nacional transmitirá comentários e imagens ao vivo, garantindo acesso ao fenômeno mesmo para quem estiver sob céu fechado.

Na madrugada de 28 de agosto de 2026, a Terra se interpõe entre o Sol e a Lua com uma precisão quase total, cobrindo 96,2% do disco lunar com sua sombra — um lembrete silencioso de que os corpos celestes dançam em ritmos que independem da atenção humana. O fenômeno, visível a olho nu em todo o Brasil sem qualquer equipamento, convida qualquer pessoa que esteja acordada às 1h13 a erguer os olhos e testemunhar a luz filtrada de todos os amanheceres e entardeceres da Terra projetada sobre a superfície da Lua.

Na noite de 27 de agosto, às 22h24, a Lua começará a desaparecer — não completamente, mas quase. Um eclipse lunar parcial cobrirá 96,2% do disco lunar com a sombra da Terra, estendendo-se pela madrugada de 28 de agosto até cerca das 4h da manhã. O espetáculo será visível a olho nu em qualquer lugar do Brasil, sem necessidade de equipamento especial.

O fenômeno se classifica como parcial apenas por uma questão técnica: uma pequena faixa do disco lunar permanecerá fora da umbra terrestre. Mas, segundo a astrônoma Josina Oliveira do Nascimento, do Observatório Nacional, a distinção visual entre este eclipse e um total é quase imperceptível. O momento de máximo obscurecimento ocorrerá às 1h13 de 28 de agosto — o instante em que vale a pena sair da cama e olhar para cima.

O eclipse se desenrola em fases ao longo de aproximadamente 5 horas e 38 minutos. A fase parcial mais visível, com duração de 3 horas e 18 minutos, começa às 23h34 e atinge seu pico às 1h13, quando a Lua está mais escura. A partir daí, o processo se inverte gradualmente até o encerramento completo às 4h02. Em regiões com fuso horário diferente de Brasília, os horários se ajustam proporcionalmente.

A cor da Lua durante o eclipse é resultado de um fenômeno óptico elegante: a luz solar atravessa a atmosfera terrestre, que dispersa as ondas azuis e deixa passar apenas os comprimentos mais longos — vermelho e laranja. A cientista Alessandra Abe Pacini, da Universidade do Colorado, descreve o efeito como a luz filtrada pela atmosfera terrestre iluminando a superfície lunar. A NASA vai além: é como se todos os amanheceres e entardeceres do planeta fossem projetados sobre a Lua.

Nenhum equipamento é necessário, e não há risco à visão ao observar a Lua diretamente. O principal desafio será o clima — nuvens podem impedir completamente a visibilidade. O fenômeno também poderá ser observado em outras partes das Américas, Europa e África, mas o Brasil tem a vantagem de poder acompanhar todas as etapas, do início ao fim.

Na noite de 27 de agosto, quando o relógio marcar 22h24, a Lua começará a desaparecer. Não completamente — mas quase. Um eclipse lunar parcial vai cobrir 96,2% do disco lunar com a sombra da Terra, estendendo-se pela madrugada de 28 de agosto até cerca das 4h da manhã. Para quem estiver acordado e o céu estiver limpo, será um espetáculo visível a olho nu em qualquer lugar do Brasil, sem necessidade de equipamento especial.

O fenômeno se classifica como parcial apenas por uma questão técnica: uma pequena faixa do disco lunar permanecerá fora da umbra, a região mais densa da sombra terrestre. Mas visualmente, segundo Josina Oliveira do Nascimento, astrônoma do Observatório Nacional, o evento se aproxima tanto de um eclipse total que a distinção é quase imperceptível. O ponto de máximo obscurecimento ocorrerá às 1h13 de 28 de agosto — esse é o momento em que a Lua estará mais escura, quando vale a pena sair da cama para olhar para cima.

O eclipse não acontece de repente. Ele se desenrola em fases. Tudo começa às 22h24 de 27 de agosto com a fase penumbral, quando a Lua entra na penumbra, a sombra mais clara e difícil de notar. Quarenta minutos depois, às 23h34, a fase parcial começa de verdade — é quando a Lua começa a desaparecer visivelmente. Essa fase parcial, a mais interessante para observar, durará aproximadamente 3 horas e 18 minutos. Depois do pico máximo às 1h13, o processo se inverte: a Lua vai reaparecendo gradualmente até que, às 2h52, a fase parcial termina. A fase penumbral final se encerra às 4h02. No total, o eclipse inteiro leva cerca de 5 horas e 38 minutos.

Para quem mora em estados com fusos horários diferentes de Brasília, os horários mudam. Em regiões uma hora atrás, por exemplo, o pico máximo será às 0h13. O Observatório Nacional oferecerá comentários e imagens do fenômeno, assim como fez com o eclipse solar total de 12 de agosto.

A cor da Lua durante o eclipse é resultado de um fenômeno óptico simples mas elegante. Como não será um eclipse total, a Lua não ficará completamente vermelha — aquele efeito conhecido como Lua de Sangue. Mas a porção coberta pela sombra pode exibir tons alaranjados ou avermelhados. Isso acontece porque a luz solar atravessa a atmosfera terrestre antes de atingir a Lua. A luz azul se dispersa facilmente na atmosfera, enquanto as ondas de comprimento mais longo — vermelho e laranja — conseguem atravessar essa camada e iluminar a superfície lunar. É o mesmo processo que torna o pôr do sol vermelho. A NASA descreve o efeito de forma poética: como se todos os amanheceres e entardeceres do planeta Terra estivessem sendo projetados sobre a Lua. Alessandra Abe Pacini, cientista do grupo de Física Espacial da Universidade do Colorado, explica que é a luz solar filtrada pela atmosfera terrestre, deixando apenas o vermelho que espalha a iluminação sobre a Lua.

Nenhum equipamento é necessário para ver o eclipse. Diferentemente de um eclipse solar, não há risco à visão ao observar a Lua diretamente. Binóculos ou telescópios podem enriquecer a experiência, permitindo ver mais detalhes da superfície lunar e da sombra, mas não são obrigatórios. O principal desafio será o clima: nuvens podem dificultar ou impedir completamente a visibilidade. O eclipse será visível em todas as regiões do Brasil, desde que as condições climáticas locais sejam favoráveis. Além do Brasil, o fenômeno também poderá ser observado em outras partes das Américas, Europa e África. Mas aqui, no território brasileiro, será possível acompanhar todas as etapas, do início ao fim.

O fenômeno vai obscurecer 96,2% da Lua, o que o torna visualmente quase um eclipse total
— Josina Oliveira do Nascimento, astrônoma do Observatório Nacional
Para ver o eclipse da Lua não é preciso nenhum aparato, basta olhar e contemplar pelo tempo que quiser
— Josina Oliveira do Nascimento, astrônoma do Observatório Nacional
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