Eclipse anular do Sol neste sábado será visível em parte do Brasil

A Lua não cobre o disco solar totalmente, restando um anel brilhante
O eclipse anular deixa visível uma coroa luminosa ao redor da silhueta lunar, diferente do eclipse total.
Mark

Por que exatamente alguns estados veem o eclipse anular e outros veem apenas a versão parcial?

Mimi

Tudo depende de onde você está em relação à sombra da Lua. Existe uma faixa invisível, a umbra, onde a sombra é mais densa e o eclipse é anular. Fora dessa faixa, mas ainda na penumbra, você vê apenas parte do Sol coberto. É como estar dentro ou fora do cone de sombra.

Mark

E por que o Brasil vai ter o eclipse anular mais longo do mundo?

Mimi

Porque a Lua está no seu apogeu, o ponto mais distante, e isso a faz parecer menor no céu. Quando a Lua é menor, leva mais tempo para atravessar o disco solar. Aqui no Brasil, esse tempo é de 55 minutos e meio — o recorde mundial para este eclipse.

Mark

A órbita da Lua não é circular, então? Pensei que fosse.

Mimi

Não, é elíptica. Isso significa que a distância entre a Terra e a Lua muda constantemente. Quando está perto, temos eclipse total. Quando está longe, temos eclipse anular. É essa variação que cria os diferentes tipos de eclipse.

Mark

Quanto tempo faz que não havia um eclipse anular visível do Brasil?

Mimi

O último foi em 26 de janeiro de 1998. Então este de sábado é realmente especial para o país. E o próximo só vai acontecer em 2028, restrito aos estados da Amazônia.

Mark

Vale a pena acordar cedo para ver?

Mimi

Não é cedo, na verdade. Começa às 14h05 em Tefé e vai até as 17h55 em João Pessoa. Se você estiver na faixa certa, sim, vale muito a pena. É um espetáculo que não se vê todos os dias.

  • A Lua, no ponto mais afastado de sua órbita, não consegue apagar o Sol — e é exatamente essa imperfeição que cria o anel de fogo visível neste sábado.
  • Apenas estados do Norte e Nordeste verão o eclipse anular completo; o restante do país acompanha uma versão parcial, dependendo de onde o observador está em relação à sombra da Lua.
  • O Brasil detém o recorde mundial de duração da anularidade neste evento: 55 minutos e 30 segundos, de Tefé (AM) às 14h05 até João Pessoa (PB) às 17h55.
  • O Observatório Nacional transmite o fenômeno ao vivo das 11h30 às 17h30, levando o espetáculo a quem não está na faixa de visibilidade ideal.
  • Para quem perder este eclipse, a próxima oportunidade de ver um anular no Brasil só chegará em janeiro de 2028, e mesmo assim restrita a três estados do Norte.

Neste sábado, a Lua ocupa seu lugar mais distante da Terra e se interpõe entre nós e o Sol, pequena demais para apagar a luz, grande o suficiente para moldá-la em anel. O Brasil, palco privilegiado desse alinhamento celeste, abriga a maior duração de anularidade do planeta — quase uma hora de anel brilhante suspensa entre o Amazonas e a Paraíba. Fenômenos assim nos lembram que vivemos sobre uma esfera em movimento, sujeita a geometrias que nos superam e, por um instante, nos unem sob o mesmo céu.

Neste sábado, a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol num alinhamento preciso, mas imperfeito: distante demais para cobrir completamente o disco solar, ela deixa visível um anel luminoso ao redor de sua silhueta. É o eclipse anular, resultado direto da geometria variável da órbita lunar — quando o satélite está no ponto mais afastado da Terra, parece menor no céu e o anel de fogo se forma.

O Observatório Nacional transmitirá o evento virtualmente, pelo programa O Céu em sua Casa, das 11h30 às 17h30, acompanhando o eclipse desde a costa oeste dos Estados Unidos até o litoral brasileiro. Quem quiser verificar a visibilidade exata em sua cidade pode consultar o site do observatório.

Nem todo o Brasil verá o anel completo. Apenas estados das regiões Norte — Amazonas, Pará e Tocantins — e Nordeste — Maranhão, Piauí, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba — estarão dentro da faixa da umbra, onde o eclipse anular se revela em sua plenitude. Os demais estados verão apenas o eclipse parcial, pois estão na penumbra ou fora das duas zonas de visibilidade.

O Brasil carrega uma distinção especial neste evento: será o país com a maior duração de anularidade do mundo, 55 minutos e 30 segundos. O fenômeno começa às 14h05 em Tefé, no Amazonas, e encerra às 17h55 em João Pessoa, na Paraíba. Além do Brasil, o eclipse anular percorre Estados Unidos, México e vários países da América Central até a Colômbia.

Para quem já pensa no próximo, a espera é longa. Em outubro de 2024 haverá um eclipse anular, mas visível apenas no Chile e na Argentina — o Brasil verá apenas a versão parcial em algumas regiões. O próximo eclipse anular realmente acessível ao país só ocorrerá em 26 de janeiro de 2028, restrito ao Amazonas, Pará e Amapá.

Neste sábado, a Lua vai se posicionar entre a Terra e o Sol de um jeito particular: pequena o suficiente para não cobrir completamente o disco solar, deixando visível um anel luminoso ao redor de sua silhueta. É o eclipse anular, um fenômeno que ocorre quando nosso satélite natural está no ponto mais distante de sua órbita, fazendo-o parecer menor no céu do que realmente é.

O evento será visível de parte do Brasil, e o Observatório Nacional, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, vai transmitir tudo virtualmente através do programa O Céu em sua Casa: Observação Remota. A transmissão começará às 11h30 da manhã, horário de Brasília, acompanhando o eclipse desde seu início na costa oeste dos Estados Unidos até seu término na costa leste brasileira, por volta das 17h30. Quem quiser saber exatamente onde o fenômeno será visível em sua região pode consultar a página do observatório na internet.

Mas nem todo o Brasil verá o eclipse anular. Apenas alguns estados das regiões Norte e Nordeste — Amazonas, Pará e Tocantins no Norte; Maranhão, Piauí, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba no Nordeste — terão a visão completa do anel brilhante. Nos demais estados, o eclipse será apenas parcial. Isso acontece porque a visibilidade depende da posição do observador em relação à linha exata do eclipse, uma faixa invisível traçada pela umbra, a região onde a sombra da Lua é mais intensa. Ao redor dessa faixa fica a penumbra, onde é possível ver apenas o eclipse parcial. Fora dessas duas zonas, não há eclipse para se ver.

O Brasil tem uma distinção especial neste evento: será o país do mundo onde a anularidade — o período em que a Lua permanece totalmente dentro do disco solar — durará mais tempo: 55 minutos e 30 segundos. O fenômeno começará a ser visto às 14h05 na cidade de Tefé, no Amazonas, e terminará às 17h55 em João Pessoa, na Paraíba, considerando tanto a fase anular quanto a parcial.

A diferença entre um eclipse anular e um eclipse total tem a ver com a geometria das órbitas. A Lua não segue um caminho circular ao redor da Terra; sua distância varia constantemente. Quando está mais próxima, um eclipse total é possível, com a Lua cobrindo completamente o Sol. Quando está mais distante, como agora, o eclipse é anular. Existe ainda um terceiro tipo, o eclipse híbrido, que muda de anular para total, ou vice-versa, ao longo de seu percurso.

Além do Brasil, o eclipse anular será visível nos Estados Unidos, México, Belize, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá e Colômbia. Em outras partes das Américas — do Alasca até a Argentina — será possível ver apenas a versão parcial.

Para quem quer observar futuros eclipses anulares, a espera será longa. O próximo ocorrerá em 2 de outubro de 2024, mas não será visível do Brasil, apenas no Chile e na Argentina. Aqui, apenas um eclipse parcial poderá ser visto nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e no sul da Bahia. O próximo eclipse anular realmente visível no Brasil só acontecerá em 26 de janeiro de 2028, e mesmo assim apenas nos estados do Amazonas, Pará e Amapá. O último eclipse anular do Sol ocorreu em junho de 2021, mas não foi visto de nenhum ponto do Brasil.

O eclipse anular ocorre quando a Lua, como vista a partir da Terra, parece menor que o Sol no céu. Assim, a Lua não cobre o disco solar totalmente, restando um anel luminoso no contorno da lua
— Leonardo Almeida, doutor em Astrofísica da UFRN
O Brasil é o país do mundo onde a anularidade terá a maior duração, 55 minutos e 30 segundos
— Tarciro Mendes, doutor em Física da UFRN
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