Neste sábado, a Lua ocupa seu lugar entre a Terra e o Sol num momento em que sua distância máxima a torna pequena demais para apagar completamente a luz solar — e o resultado é um anel de fogo suspenso no céu. O Brasil, raramente privilegiado por tais alinhamentos, vive hoje uma posição singular: será o país com a maior duração de anularidade do mundo, quase uma hora de espetáculo celeste atravessando o Norte e o Nordeste. Fenômenos assim nos lembram que o cosmos segue sua geometria indiferente, e que cabe a nós posicionarmo-nos no lugar certo para enxergá-la.
Eclipse anular do sol neste sábado será visível em parte do Brasil
O Brasil terá a maior duração de anularidade do mundo
Por que nem todo o Brasil verá o eclipse anular?
Porque a visibilidade depende de onde você está em relação à linha do eclipse. Você precisa estar exatamente sobre a umbra, a sombra mais intensa da Lua, para ver o anel. Fora dessa zona, o eclipse é apenas parcial ou invisível.
E por que a Lua não cobre o Sol completamente desta vez?
A Lua está em seu apogeu — o ponto mais distante de sua órbita. Nessa posição, ela parece menor no céu, então não consegue bloquear totalmente o disco solar. Deixa aquele anel brilhante visível ao redor.
Qual é a importância do Brasil neste eclipse?
O Brasil terá a maior duração de anularidade do mundo inteiro — 55 minutos e 30 segundos. É um privilégio raro. Começará em Tefé, no Amazonas, e terminará em João Pessoa, na Paraíba.
Quando será o próximo eclipse anular visível daqui?
Não até 2028. Em outubro de 2024, haverá outro, mas só será visto no Chile e na Argentina. Aqui no Brasil, apenas um eclipse parcial. Teremos que esperar até janeiro de 2028 para ver outro eclipse anular, e mesmo assim apenas no Amazonas, Pará e Amapá.
Como as pessoas podem acompanhar com segurança?
O Observatório Nacional transmitirá tudo virtualmente. Começa às 11h30 e vai até as 17h30, acompanhando o eclipse desde os Estados Unidos até o Brasil. É a forma mais segura de observar.
El Pulso
- A Lua, no ponto mais distante de sua órbita, não consegue tampar o Sol por inteiro — e esse detalhe orbital transforma o céu brasileiro numa moldura de luz.
- Nem todos verão o mesmo fenômeno: enquanto estados do Norte e Nordeste contemplam o anel completo, o restante do país observa apenas uma cobertura parcial, dependendo de onde o observador pisa.
- O Observatório Nacional mobiliza uma transmissão virtual de seis horas para levar o evento a quem não está na faixa de anularidade ou não tem equipamento seguro para olhar diretamente para o Sol.
- O Brasil detém hoje o recorde mundial de duração do anel — 55 minutos e 30 segundos, de Tefé ao litoral de João Pessoa — uma janela que não se repetirá no país até janeiro de 2028.
Neste sábado, a Lua ocupa seu lugar entre a Terra e o Sol num momento em que sua distância máxima a torna pequena demais para apagar completamente a luz solar — e o resultado é um anel de fogo suspenso no céu. O Brasil, raramente privilegiado por tais alinhamentos, vive hoje uma posição singular: será o país com a maior duração de anularidade do mundo, quase uma hora de espetáculo celeste atravessando o Norte e o Nordeste. Fenômenos assim nos lembram que o cosmos segue sua geometria indiferente, e que cabe a nós posicionarmo-nos no lugar certo para enxergá-la.
Neste sábado, a Lua se interpõe entre a Terra e o Sol num momento particular de sua órbita: o apogeu, quando está mais distante e parece menor no céu. Por não cobrir completamente o disco solar, deixa visível um anel luminoso ao redor de sua silhueta — o chamado eclipse anular. O Observatório Nacional transmitirá o evento virtualmente, das 11h30 às 17h30, sob o nome *O Céu em sua Casa*, acompanhando a trajetória do fenômeno desde a costa oeste dos Estados Unidos até o litoral nordestino brasileiro.
A diferença entre um eclipse anular e um total está na distância lunar. Como explica o astrofísico Leonardo Almeida, da UFRN, quando a Lua está no apogeu ela não bloqueia o Sol por completo, revelando aquele anel característico. Num eclipse total, ela está mais próxima e cobre inteiramente o disco solar, expondo apenas a coroa. A órbita não circular da Lua é o que faz essa distância variar.
No Brasil, a experiência será desigual. O eclipse anular será visível em estados do Norte — Amazonas, Pará e Tocantins — e do Nordeste — Maranhão, Piauí, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba. Nos demais, o fenômeno será apenas parcial. O físico Tarciro Mendes, também da UFRN, explica que é preciso estar sobre a umbra, a zona de sombra mais intensa da Lua, para ver o anel completo; fora dela, observa-se apenas a penumbra ou nada.
O fenômeno percorrerá o território brasileiro das 14h05, em Tefé (AM), até as 17h55, em João Pessoa (PB). O país terá a maior duração de anularidade do mundo neste evento: 55 minutos e 30 segundos. Além do Brasil, o eclipse anular passará por Estados Unidos, México e vários países da América Central e Colômbia. Para quem perder esta oportunidade, o próximo eclipse anular visível no Brasil só ocorrerá em 26 de janeiro de 2028, restrito aos estados do Amazonas, Pará e Amapá.
Neste sábado, a Lua se posicionará entre a Terra e o Sol de forma que não conseguirá cobrir completamente o disco solar. O resultado será um espetáculo celeste peculiar: um anel de luz brilhante contornando a silhueta lunar, visível para quem estiver no caminho certo do fenômeno. Este é o eclipse anular, e parte do Brasil terá a oportunidade de observá-lo.
O Observatório Nacional, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, oferecerá uma transmissão virtual chamada O Céu em sua Casa: Observação Remota para que o público acompanhe o evento com segurança. A cobertura começará às 11h30 da manhã, horário de Brasília, quando o eclipse iniciará na costa oeste dos Estados Unidos, e prosseguirá acompanhando toda a trajetória do fenômeno até seu encerramento na costa leste brasileira, por volta das 17h30.
A diferença entre um eclipse anular e um eclipse total reside na distância da Lua em relação à Terra. Conforme explica Leonardo Almeida, doutor em Astrofísica e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, quando a Lua se encontra em seu apogeu — o ponto mais afastado de sua órbita — ela aparece menor no céu. Nessa posição, não consegue bloquear completamente o Sol, deixando visível aquele anel luminoso característico. Já em um eclipse total, a Lua está mais próxima e consegue cobrir inteiramente o disco solar, revelando apenas a coroa solar ao redor. A órbita lunar não é perfeitamente circular, o que explica por que essa distância varia ao longo do tempo.
No Brasil, porém, nem todos os estados terão a mesma experiência. O eclipse anular será visível apenas em determinadas regiões: Amazonas, Pará e Tocantins no Norte, e Maranhão, Piauí, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba no Nordeste. Nos demais estados, o fenômeno será apenas parcial. Essa diferença ocorre porque a visibilidade depende da posição exata do observador em relação à linha do eclipse. Tarciro Mendes, físico e também professor da UFRN, esclarece que é necessário estar precisamente sobre a umbra — a região onde a sombra da Lua sobre a Terra é mais intensa. Ao redor dela existe a penumbra, onde observadores podem ver um eclipse parcial. Fora dessas duas zonas, nenhum eclipse será observável.
O fenômeno começará a ser visto no Brasil às 14h05 na cidade de Tefé, no Amazonas, e terminará às 17h55 em João Pessoa, na Paraíba. O que torna este sábado particularmente notável é que o Brasil será o país com a maior duração de anularidade em todo o mundo — 55 minutos e 30 segundos. Durante esse período, a Lua permanecerá completamente dentro do disco solar, criando aquele anel brilhante que caracteriza o fenômeno.
Além do Brasil, o eclipse anular será visível nos Estados Unidos, México, Belize, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá e Colômbia. Em outras partes das Américas, desde o Alasca até a Argentina, será possível observar apenas um eclipse parcial. Para quem perder este evento, o próximo eclipse anular ocorrerá em 2 de outubro de 2024, mas não será visível do Brasil — apenas no Chile e na Argentina. No Brasil, nessa data, apenas um eclipse parcial será observado nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e no sul da Bahia. O próximo eclipse anular completamente visível no Brasil não ocorrerá até 26 de janeiro de 2028, quando poderá ser visto apenas nos estados do Amazonas, Pará e Amapá.
Citas Notables
O eclipse anular ocorre quando a Lua, como vista a partir da Terra, parece menor que o Sol, restando um anel luminoso no contorno da lua— Leonardo Almeida, doutor em Astrofísica, UFRN
É necessário que o observador esteja exatamente sobre a linha riscada pela umbra, que é a região onde a sombra da Lua sobre a Terra é a mais intensa— Tarciro Mendes, físico, UFRN