Drone português Tekever AR3 impressiona Rússia após interceção na Ucrânia

Nunca tínhamos visto nada assim antes
Reação de um comandante russo ao encontrar o drone português Tekever AR3 na Ucrânia.
Mark

Porque é que os russos ficaram tão impressionados com este drone português?

Mimi

Porque nunca tinham visto nada assim. O AR3 consegue voar durante horas, a grandes distâncias, e resiste à guerra eletrónica. Quando o intercetaram, levou 30 minutos de perseguição contínua — o drone simplesmente não deixava aproximar.

Mark

E quanto tempo é que levou a Tekever a chegar a este ponto?

Mimi

A empresa começou a fornecer drones à Ucrânia desde o início da invasão. Dez mil horas de voo acumuladas — cada uma delas foi uma lição. Os dados reais de combate permitiram à Tekever melhorar o design e criar o AR3 EVO, que é significativamente mais capaz.

Mark

O que muda entre o modelo original e o EVO?

Mimi

Principalmente a resistência. O EVO voa 22 horas em vez de 16, consegue alcançar 230 quilómetros em vez de 100, e carrega mais carga útil. São melhorias que fazem diferença real em operações de longa duração.

Mark

Porque é que os russos querem estudar este drone?

Mimi

Porque querem compreender como funciona, como é construído, que materiais usa, que sensores tem. É engenharia reversa — a forma mais direta de aprender com o inimigo.

Mark

E isto muda alguma coisa para a Tekever?

Mimi

Muda tudo. A empresa já tinha contratos com a NATO, com agências europeias, com o Reino Unido. Agora tem validação do campo de batalha — o seu equipamento foi considerado suficientemente bom para ser intercetado e estudado por uma potência militar major.

  • Um comandante russo de batalhão antidrones admitiu nunca ter visto nada semelhante ao AR3, revelando o impacto técnico do drone português no campo de batalha.
  • A captura exigiu quase 30 minutos de perseguição a 2,5 quilómetros de altitude, com o drone a circular entre 90 e 100 km/h e a resistir à aproximação dos drones russos Lis.
  • O aparelho foi transferido quase intacto para um instituto de investigação russo, onde especialistas dissecam o seu design e soluções de engenharia — uma espionagem tecnológica involuntária.
  • Com dez mil horas de voo acumuladas na Ucrânia, a Tekever transformou o campo de batalha num laboratório vivo, lançando já o AR3 EVO com autonomia de 22 horas e alcance de 230 quilómetros.
  • A empresa portuguesa consolidou contratos com o Reino Unido, o Canadá e agências europeias, tornando a interceção russa, paradoxalmente, no seu mais eloquente cartão de visita internacional.

Num teatro de guerra onde a tecnologia define o destino das batalhas, um drone de reconhecimento português caiu nas mãos russas na Ucrânia — e a reação dos captores disse mais sobre o aparelho do que qualquer brochura comercial poderia. O AR3 da Tekever, empresa lisboeta avaliada em mais de mil milhões de euros, tornou-se involuntariamente embaixador da engenharia portuguesa no coração do conflito. A interceção, longe de ser uma derrota, ecoa como prova silenciosa de que pequenas nações também forjam ferramentas que os grandes poderes estudam com atenção.

Um drone português caiu nas mãos do exército russo na Ucrânia, e a reação dos militares que o capturaram revelou o peso estratégico que a Tekever conquistou silenciosamente. O comandante de um batalhão antidrones descreveu o momento com surpresa genuína: nunca tinha visto nada assim. O aparelho era um AR3, produto de topo de uma empresa fundada em Lisboa que vale hoje mais de mil milhões de euros.

Desde os primeiros meses da invasão, a Tekever fornece drones ao exército ucraniano para operações terrestres e marítimas. O AR3 já acumula dez mil horas de voo — um banco de dados vivo que alimentou o desenvolvimento do AR3 EVO, revelado em 2025, com autonomia de 22 horas em modo catapulta e alcance de 230 quilómetros. O modelo base pesa 25 quilos, voa até 8 horas em descolagem vertical e mantém comunicação a 100 quilómetros de distância.

A interceção foi tudo menos simples. Após deteção por radar, seguiu-se uma perseguição de quase 30 minutos a 2,5 quilómetros de altitude. O drone circulava entre 90 e 100 km/h, impedindo a aproximação dos drones russos Lis. Com a bateria quase esgotada, a tripulação conseguiu ainda assim capturá-lo com poucos danos. O aparelho foi imediatamente enviado para um instituto de investigação russo para análise técnica detalhada.

Esta captura é, paradoxalmente, um testemunho do valor que a Tekever atingiu. Antes da guerra, os seus drones já patrulhavam oceanos para a Agência de Segurança Marítima Europeia. Este ano, a empresa celebrou contratos com o exército britânico e com o Estado canadiano, onde os drones serão usados na deteção de incêndios florestais. O interesse russo é, afinal, a confirmação mais involuntária — e mais eloquente — do que a engenharia portuguesa conseguiu construir.

Um drone português caiu nas mãos do exército russo na Ucrânia, e o que aconteceu a seguir revelou muito sobre o estado da guerra tecnológica que se desenrola nos céus acima do campo de batalha. O comandante de um batalhão antidrones russo descreveu o momento com uma mistura de surpresa e respeito: nunca tinha visto nada assim antes. O aparelho era um AR3, produto de topo da Tekever, empresa fundada em Lisboa que se transformou numa potência internacional avaliada em mais de mil milhões de euros.

Desde os primeiros meses da invasão russa, a Tekever tem fornecido drones ao exército ucraniano para operações terrestres e marítimas. O AR3 é mais leve e ágil, enquanto o AR5 voa mais alto e carrega mais peso. Ricardo Mendes, CEO da empresa, explicou que estes sistemas permitem às forças ucranianas observar vastas áreas a grandes distâncias, recolhendo informação mesmo sob pressão de guerra eletrónica. Desde que começaram a ser usados, os AR3 já acumularam dez mil horas de voo — um banco de dados vivo que a Tekever tem aproveitado para melhorar continuamente o equipamento. O resultado foi o AR3 EVO, revelado em setembro de 2025, com especificações técnicas superiores em todos os parâmetros.

O modelo base tem uma envergadura de 3,5 metros, 1,9 metros de comprimento e pesa 25 quilos. Consegue transportar uma carga útil de 4 quilos e voa até 8 horas em descolagem vertical ou 16 horas quando lançado de catapulta, mantendo uma altitude máxima de 3600 metros e um alcance de comunicação de 100 quilómetros. A sua velocidade de cruzeiro situa-se entre 75 e 90 km/h. O EVO mantém o mesmo comprimento e peso, mas aumenta a envergadura para 4,2 metros e a carga útil para 6 quilos. Mais importante: consegue 14 horas de voo em modo vertical e 22 horas catapultado, com capacidade de se deslocar até 230 quilómetros de distância.

A interceção foi tudo menos simples. Os militares russos admitem que capturar este modelo com os seus próprios drones Lis foi desafiante. Após deteção por radar, iniciou-se uma perseguição de quase 30 minutos. O drone português circulava a cerca de 2,5 quilómetros de altitude a uma velocidade de 90 a 100 km/h, impedindo a aproximação. Na fase final, a bateria do Lis estava quase esgotada, mas a tripulação conseguiu ainda assim capturar o aparelho. Ficou pouco danificado, e foi imediatamente transferido para um instituto de investigação russo, onde especialistas começaram a estudar o seu design, especificações técnicas e soluções de engenharia.

Esta captura é um sinal do valor estratégico que a Tekever conquistou. Antes da guerra, os seus drones já eram requisitados pela Agência de Segurança Marítima Europeia para vigilância oceânica — uma parceria reforçada em 2025. Este ano, a empresa celebrou contratos significativos com o exército britânico, integrando os drones no sistema de defesa Corvus, e com o Estado canadiano, onde serão usados para detetar incêndios florestais. A interceção russa, paradoxalmente, é um testemunho do alcance e da sofisticação que a empresa portuguesa conseguiu atingir.

Aquilo que os nossos equipamentos fazem é proporcionar às forças ucranianas a capacidade de observar aquilo que se está a passar em grandes áreas e a grandes distâncias
— Ricardo Mendes, CEO da Tekever
A tarefa de intercetar este modelo com os nossos próprios drones Lis foi desafiante
— Militares russos entrevistados pela Tass
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