Na quinta-feira, Wall Street encontrou um equilíbrio tenso entre esperança e incerteza: o Dow Jones alcançou um novo recorde histórico de 34.545 pontos, sustentado por dados de desemprego mais favoráveis do que o esperado, enquanto as farmacêuticas que guiaram o mundo pela pandemia enfrentavam a sombra de uma decisão política capaz de redefinir os limites entre o lucro e o bem comum. O apoio do governo Biden à suspensão temporária das patentes de vacinas contra a Covid-19 abriu um debate que vai além dos mercados — toca na questão de quem, afinal, é o dono de uma descoberta feita em tempo de c
Dow Jones atinge novo recorde apesar da pressão nas farmacêuticas
Farmacêuticas recuperam, mas não o suficiente para fechar em alta
Por que o Dow Jones sobe quando as farmacêuticas caem? Não deveriam estar conectadas?
Estão, mas o Dow é composto por 30 grandes empresas — bancos, tecnologia, energia, manufatura. As farmacêuticas são importantes, mas não dominam o índice. Neste dia, o relatório de desemprego foi tão positivo que levantou toda a bolsa.
E a Alemanha? Por que Merkel mudou o jogo?
Ela não mudou completamente. Apenas disse que se opunha à suspensão das patentes. Isso deu um respiro às empresas, mas insuficiente. Os investidores já estavam assustados.
A BioNTech caiu 1,6% mesmo com o apoio alemão. Isso significa que o mercado não acreditava que seria suficiente?
Exatamente. O mercado vê a administração Biden como mais poderosa que Merkel neste contexto. Se os EUA realmente suspenderem as patentes, a Alemanha sozinha não consegue proteger suas empresas.
Então as farmacêuticas estão apostando que Biden recuará?
Ou que o Congresso bloqueará a medida. Mas naquele momento, em maio de 2021, a incerteza era total. O mercado não sabia qual seria o resultado final.
E os investidores em saúde? Devem estar nervosos.
Muito. É por isso que apenas Novavax e Johnson&Johnson subiram — talvez porque seus portfólios são mais diversificados ou porque o mercado as vê como menos vulneráveis a essa questão específica de patentes.
El Pulso
- O Dow Jones rompeu seu próprio recorde estabelecido apenas 24 horas antes, fechando em 34.545 pontos num sinal de que o otimismo econômico ainda pulsa com força em Wall Street.
- A decisão de Biden de apoiar a suspensão de patentes de vacinas desencadeou pânico imediato: BioNTech e Moderna chegaram a cair 10% cada uma na abertura do pregão de quinta-feira.
- A oposição da chanceler alemã Angela Merkel ao levantamento das patentes funcionou como um freio de emergência, provocando recuperação parcial nas ações das farmacêuticas ao longo do dia.
- Apesar da recuperação, o setor fechou majoritariamente no vermelho — Pfizer caiu 1%, Moderna recuou 1,4% e BioNTech perdeu 1,6%, com apenas Novavax e Johnson & Johnson no positivo.
- O mercado permanece dividido entre dois mundos: índices em festa com dados de emprego e um setor farmacêutico à beira de uma redefinição histórica de seus direitos intelectuais.
Na quinta-feira, Wall Street encontrou um equilíbrio tenso entre esperança e incerteza: o Dow Jones alcançou um novo recorde histórico de 34.545 pontos, sustentado por dados de desemprego mais favoráveis do que o esperado, enquanto as farmacêuticas que guiaram o mundo pela pandemia enfrentavam a sombra de uma decisão política capaz de redefinir os limites entre o lucro e o bem comum. O apoio do governo Biden à suspensão temporária das patentes de vacinas contra a Covid-19 abriu um debate que vai além dos mercados — toca na questão de quem, afinal, é o dono de uma descoberta feita em tempo de crise coletiva.
Wall Street encerrou a quinta-feira em alta, com o Dow Jones marcando mais um recorde histórico ao subir 0,92% e fechar em 34.545,11 pontos — superando o máximo registrado apenas um dia antes. O Nasdaq avançou 0,37% e o S&P 500 ganhou 0,82%, ambos impulsionados por um relatório de desemprego mais otimista do que o esperado, que devolveu confiança aos investidores.
O cenário, porém, foi de forte contraste. Na quarta-feira, a administração Biden havia anunciado apoio à suspensão temporária das patentes de vacinas contra a Covid-19, medida que visava ampliar o acesso global aos imunizantes. A reação foi imediata: na abertura de quinta-feira, BioNTech e Moderna já operavam com perdas de 10% cada uma.
Ao longo do pregão, um desenvolvimento inesperado trouxe algum alívio: a chanceler alemã Angela Merkel manifestou oposição ao levantamento das patentes, provocando uma recuperação parcial nas ações do setor. Ainda assim, o fechamento foi majoritariamente negativo — Pfizer caiu 1%, Moderna recuou 1,4% e BioNTech perdeu 1,6%. Apenas Novavax e Johnson & Johnson conseguiram fechar no positivo, com altas modestas.
O dia revelou uma tensão que transcende os mercados: de um lado, índices celebrando sinais de recuperação econômica; do outro, as empresas que lideraram a resposta global à pandemia diante de uma incerteza sobre seus direitos intelectuais — um debate que promete continuar agitando o setor nas semanas seguintes.
Wall Street encerrou a quinta-feira em alta, com o Dow Jones marcando mais um recorde histórico. O índice subiu 0,92%, fechando em 34.545,11 pontos — superando o máximo anterior estabelecido apenas um dia antes, quando havia atingido 34.230,02 pontos. O Nasdaq avançou 0,37% para 13.632,84 pontos, enquanto o S&P 500 ganhou 0,82%, terminando em 4.201,58 pontos. O motor dessa recuperação foi um relatório de desemprego mais otimista do que o esperado, divulgado na manhã de quinta-feira, que restaurou a confiança dos investidores apesar das turbulências no setor farmacêutico.
O setor de saúde, porém, enfrentou pressão significativa. Tudo começou na quarta-feira, quando a administração Biden anunciou seu apoio à suspensão temporária das patentes de vacinas contra a Covid-19 — uma medida que visava aumentar o acesso global aos imunizantes. A notícia desencadeou uma queda acentuada nas ações das principais fabricantes. Na abertura de Wall Street na quinta-feira, a BioNTech e a Moderna já operavam com perdas de 10% cada uma, sinalizando o pânico inicial dos investidores.
Ao longo do pregão, houve uma recuperação parcial, impulsionada por um desenvolvimento inesperado: a Alemanha posicionou-se contra o levantamento das patentes. A chanceler Angela Merkel manifestou sua oposição à medida, oferecendo algum alívio às empresas farmacêuticas que temiam perder proteção intelectual. Ainda assim, a recuperação não foi suficiente para levar a maioria delas ao fechamento positivo.
Os números finais revelaram a extensão do dano. A Pfizer encerrou o dia com queda de 1%, a Moderna recuou 1,4% e a BioNTech caiu 1,6%. Apenas duas grandes produtoras de vacinas conseguiram fechar em terreno positivo: a Novavax subiu 0,45% e a Johnson&Johnson avançou 0,4%. No contexto mais amplo, o setor de saúde foi um dos que menos contribuiu para os ganhos do Nasdaq e do S&P 500.
O contraste era marcante: enquanto o Dow Jones celebrava novo recorde, impulsionado por sinais positivos no mercado de trabalho, as empresas que lideraram a resposta global à pandemia enfrentavam incerteza sobre seu futuro financeiro. A tensão entre a necessidade de acesso global às vacinas e a proteção dos direitos de propriedade intelectual das farmacêuticas permanecia em aberto, deixando o setor vulnerável a novas oscilações conforme o debate prosseguisse.
Citas Notables
Administração Biden revelou apoio à suspensão temporária das patentes das vacinas contra a Covid-19— Anúncio da administração Biden
Merkel mostrou-se contra o levantamento das patentes— Chanceler Angela Merkel, Alemanha