No domingo de 23 de agosto, em Chapecó, o São Paulo de Dorival Júnior foi derrotado pela Chapecoense por 1 a 0 e mergulhou ainda mais fundo numa crise silenciosa: treze no Brasileirão, a apenas três pontos da zona de rebaixamento. Diante das câmeras, o técnico não buscou refúgio em desculpas nem na arbitragem — escolheu palavras como 'inadmissível' e 'vergonhoso', reconhecendo que algo essencial precisa ser reconstruído dentro e fora de campo. É o momento em que um treinador para de administrar a narrativa e começa a confrontar a realidade.
Dorival desabafa após derrota do São Paulo: 'Inadmissível' e 'vergonhoso'
Temos que abraçar mais isso e entender o tamanho do clube
Por que Dorival escolheu não culpar a arbitragem? Parecia ser a saída mais fácil.
Porque ele entende que o São Paulo é grande demais para se esconder atrás disso. Transferir culpa seria admitir que não tem controle sobre o próprio destino.
Mas três pontos de vantagem sobre o rebaixamento é realmente perigoso para um clube assim?
É humilhante. O São Paulo deveria estar brigando por título, não suando frio perto do Z4. Isso muda tudo — muda como você fala, como você se sente, como a torcida te vê.
Ele disse que a Chapecoense não deveria ter sido surpresa. Isso significa que o time sabia o que vinha?
Sabia, mas não conseguiu fazer diferente. Às vezes conhecer o problema não é suficiente para resolvê-lo. Dorival estava dizendo: estudamos, alertamos, e ainda assim perdemos. Isso é pior.
E essa dívida com a torcida que ele mencionou?
É o peso real. Títulos e posições na tabela são números. A confiança de quem paga ingresso é tudo. Dorival sabe que perdeu isso e que recuperar vai exigir mais que palavras.
O Pulso
- A derrota para a Chapecoense na Arena Condá expôs a fragilidade de um São Paulo que ocupa o 13º lugar com apenas três pontos de vantagem sobre o Mirassol, último time fora da zona de rebaixamento.
- Dorival usou termos duros — 'inadmissível', 'vergonhoso' — sinalizando que a situação ultrapassou o limiar do aceitável para um clube de tal envergadura.
- Diante da tentação de culpar a arbitragem, o técnico recusou o caminho fácil e assumiu responsabilidade integral, estendendo-a à comissão técnica e aos jogadores.
- O treinador admitiu que havia estudado a Chapecoense e alertado o elenco, tornando a derrota ainda mais difícil de justificar — o problema não foi o adversário, foi o próprio São Paulo.
- Dorival encerrou com um compromisso público com a torcida: resgatar a confiança perdida, reconhecendo uma dívida que a classificação na Sul-Americana não foi capaz de quitar.
No domingo de 23 de agosto, em Chapecó, o São Paulo de Dorival Júnior foi derrotado pela Chapecoense por 1 a 0 e mergulhou ainda mais fundo numa crise silenciosa: treze no Brasileirão, a apenas três pontos da zona de rebaixamento. Diante das câmeras, o técnico não buscou refúgio em desculpas nem na arbitragem — escolheu palavras como 'inadmissível' e 'vergonhoso', reconhecendo que algo essencial precisa ser reconstruído dentro e fora de campo. É o momento em que um treinador para de administrar a narrativa e começa a confrontar a realidade.
Dorival Júnior deixou o banco de reservas com o rosto fechado. O São Paulo havia perdido por 1 a 0 para a Chapecoense na Arena Condá, pela 24ª rodada do Brasileirão, e o técnico não tinha disposição para suavizar o que havia acontecido. As palavras que escolheu — inadmissível, vergonhoso — revelavam um homem que prefere o desconforto da honestidade ao conforto das justificativas.
O momento era delicado. A classificação para a Copa Sul-Americana oferecia algum alento, mas no Brasileirão o cenário era outro: 13ª colocação, com uma margem de apenas três pontos sobre a zona de rebaixamento. Não era colapso, mas era o tipo de situação que exige respostas, não explicações.
Quando surgiu a oportunidade de responsabilizar a arbitragem — recurso clássico em momentos de derrota —, Dorival a recusou. Reconheceu que erros de arbitragem existem e são frequentes, mas afirmou que transferir culpa para terceiros seria uma forma de covardia. A responsabilidade era sua, da comissão técnica, dos jogadores. Ponto final.
O técnico também revelou que havia estudado a Chapecoense e alertado o elenco sobre as dificuldades do adversário. A derrota, portanto, não podia ser atribuída ao imprevisível — o São Paulo simplesmente não executou o que havia sido planejado.
Ao final, Dorival falou sobre a torcida com uma mistura de culpa e determinação. Havia uma confiança a ser reconstruída, uma dívida a ser honrada. Ele prometeu que essa recuperação seria conduzida com dignidade — palavras que soavam menos como declaração técnica e mais como compromisso pessoal.
Dorival Júnior saiu do banco de reservas com o rosto tenso. Seu São Paulo havia acabado de perder por 1 a 0 para a Chapecoense na Arena Condá, em jogo válido pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. Era domingo, 23 de agosto, e o técnico não tinha paciência para eufemismos. As palavras que escolheu foram duras: inadmissível, vergonhoso. O tom não era de quem busca desculpas, mas de quem reconhece que algo fundamental está quebrado.
O contexto tornava a derrota ainda mais incômoda. O São Paulo já havia se classificado para a Copa Sul-Americana, o que deveria ser motivo de alívio. Mas no Brasileirão, a realidade era outra. O time ocupava a 13ª posição com uma margem de segurança frágil: apenas três pontos separavam o Tricolor do Mirassol, que fechava a zona de rebaixamento. Não era crise declarada, mas era o tipo de situação que exigia respostas rápidas e convincentes.
Dorival não fugiu da responsabilidade. Quando questionado sobre possíveis erros de arbitragem — a tentação clássica de técnicos em derrota — ele recusou o caminho fácil. Sim, erros acontecem, disse. Sim, são frequentes. Mas transferir culpa para terceiros seria uma covardia. O São Paulo precisava olhar para si mesmo, abraçar o fracasso e entender o que representava estar à frente de um clube dessa magnitude jogando dessa forma. A mensagem era clara: a responsabilidade era dele, da comissão técnica, dos jogadores. Ninguém mais.
Sobre a Chapecoense, o treinador reconheceu que havia acompanhado a evolução do adversário nos últimos compromissos. Não era surpresa, portanto. Ele havia estudado a equipe, havia alertado seus jogadores sobre as dificuldades que enfrentariam. A derrota não era fruto de um rival inesperado, mas de um São Paulo que não conseguiu executar o que havia sido planejado.
Mas havia algo que pesava mais que a derrota técnica. Dorival falou sobre a torcida com uma mistura de culpa e determinação. O São Paulo devia muito aos seus torcedores, disse. Havia uma confiança a ser resgatada, um vínculo que precisava ser reconstruído. Ele imaginava que esse processo já teria começado, mas a derrota em Chapecó sugeria que o caminho seria mais longo e mais árduo do que esperado. O técnico prometeu honra e dignidade nessa recuperação — palavras que soavam como um compromisso pessoal, não apenas profissional.
Citações Notáveis
O que está sendo desenvolvido não está sendo suficiente. Temos que perceber que o buraco é maior do que estamos imaginando.— Dorival Júnior
Com nosso torcedor, estamos devendo e muito, e temos que ter hombridade e dignidade de resgatar essa confiança.— Dorival Júnior