Dono da Azara Capital aparece jogando poker enquanto clientes da Naskar aguardam R$ 900 mi

Aproximadamente 900 milhões de reais em prejuízos para investidores da Naskar, com casos individuais como investidor com R$ 150 mil envolvidos no caso.
Fez um vídeo dizendo que nos pagaria, depois sumiu
Investidor relata a sequência de esperança e abandono após promessa pública de ressarcimento.
Mark

Por que esse vídeo do poker é tão importante? Não é só um empresário jogando em seu tempo livre?

Mimi

Porque ele fez uma promessa pública. Disse que pagaria. Isso criou uma expectativa real em centenas de pessoas que perderam dinheiro. Ver alguém jogando com valores altos enquanto você espera por um ressarcimento que não chega é uma mensagem muito clara.

Mark

Qual era o tamanho real da promessa que a Azara Capital fez?

Mimi

Compraram a Naskar por R$ 1,2 bilhão e assumiram a responsabilidade pelos R$ 900 milhões em perdas. Isso não é um valor pequeno. É um compromisso que deveria ser levado a sério.

Mark

E quanto tempo as pessoas estão esperando?

Mimi

Mais de dois meses. A Naskar fechou as portas, o aplicativo parou de funcionar, e desde então os clientes estão no vazio. Alguns têm R$ 150 mil ou mais presos ali.

Mark

A polícia está fazendo algo?

Mimi

Está investigando, mas não há previsão de pagamento. A assessoria dele disse isso claramente em julho. Enquanto isso, os vídeos do poker continuam circulando.

Mark

Qual é o risco maior aqui — para os clientes ou para o sistema?

Mimi

Para os clientes, é perda real. Para o sistema, é confiança. Se uma gestora pode fechar assim e o comprador pode desaparecer, por que alguém investiria em fintech novamente?

  • A Naskar encerrou operações de forma repentina, deixando clientes sem acesso a recursos e sem explicação formal — o aplicativo simplesmente parou de funcionar dois dias após o primeiro calote.
  • Douglas Oliveira, de 25 anos, prometeu publicamente ressarcir os investidores após a Azara Capital anunciar a compra da fintech por R$ 1,2 bilhão, mas desapareceu da comunicação oficial logo em seguida.
  • Vídeos nas redes sociais mostram o empresário descontraído em mesas de poker com apostas altas, enquanto investidores — alguns com R$ 150 mil em jogo — relatam indignação e desamparo.
  • A data de 18 de maio prometida para início dos pagamentos nunca se materializou, e em 7 de julho a assessoria de Oliveira confirmou que não há previsão alguma para os ressarcimentos.
  • A Polícia Civil do Distrito Federal mantém investigação aberta, mas nenhuma medida concreta foi adotada até agora para recuperar os recursos dos lesados.

Há mais de dois meses, centenas de investidores brasileiros aguardam o ressarcimento de quase R$ 900 milhões após o fechamento abrupto da Naskar Gestão de Ativos — enquanto Douglas Silva de Oliveira, o jovem empresário que prometeu compensá-los, aparece em vídeos jogando poker com apostas elevadas. O caso revela uma tensão antiga e dolorosa entre a confiança depositada em promessas de retorno fácil e a fragilidade das garantias que as sustentam. A investigação avança lentamente, e os lesados permanecem à espera de uma palavra que, por ora, não vem.

Douglas Silva de Oliveira tem 25 anos e é apontado como dono da Azara Capital, gestora norte-americana que comprou a Naskar Gestão de Ativos por R$ 1,2 bilhão e assumiu publicamente o compromisso de ressarcir os investidores prejudicados. Enquanto isso, ele aparece em vídeos nas redes sociais jogando poker com apostas expressivas — comentando potes de 85 mil e especulando sobre totais acumulados — em contraste gritante com a situação de centenas de clientes que aguardam quase R$ 900 milhões em perdas.

A Naskar operava há 13 anos prometendo retorno mensal de 2%. Os primeiros sinais de colapso vieram quando a empresa deixou de pagar os rendimentos previstos para 4 de maio. Dois dias depois, o aplicativo saiu do ar definitivamente. A sede em São Paulo foi abandonada sem aviso, e a data de 18 de maio — anunciada pela Azara como início dos ressarcimentos — passou em branco.

Um investidor com R$ 150 mil aplicados descreveu a esperança que sentiu ao ver Oliveira gravar um vídeo prometendo honrar as obrigações. Depois disso, o silêncio. Em 7 de julho, a assessoria do empresário confirmou que não existe previsão para o início dos pagamentos. A Polícia Civil do Distrito Federal investiga o caso, mas nenhuma ação concreta foi tomada. O episódio expõe a vulnerabilidade de quem confia em promessas de retorno consistente — e em garantias que, até agora, existem apenas no papel.

Douglas Silva de Oliveira, aos 25 anos, aparece em vídeos publicados nas redes sociais jogando poker com apostas altas enquanto centenas de clientes da Naskar Gestão de Ativos esperam pelo ressarcimento de quase R$ 900 milhões em perdas. Oliveira é apontado como proprietário da gestora norte-americana Azara Capital, que anunciou a compra da fintech brasileira por R$ 1,2 bilhão e assumiu publicamente a responsabilidade de compensar os investidores prejudicados.

A Naskar encerrou suas operações abruptamente há mais de dois meses, deixando seus clientes sem acesso aos recursos. Em uma das gravações da partida de poker, Oliveira comenta descontraidamente sobre os valores em jogo: menciona potes de 85 mil e especula que o total acumulado chegaria a cerca de 100 mil, embora não seja possível determinar que moeda ele estava citando. O contraste entre essas cenas de entretenimento e a situação dos investidores prejudicados gerou indignação entre os afetados.

Um investidor que tinha R$ 150 mil aplicados na plataforma relatou a frustração de ter visto Oliveira fazer um vídeo prometendo quitar as obrigações — promessa que despertou esperança entre os clientes. Depois disso, porém, o empresário desapareceu da comunicação pública. Não emitiu mais nenhum comunicado oficial, e agora surge em registros de vídeo se divertindo em mesas de poker enquanto os ressarcimentos não saem do papel.

A Naskar operava há 13 anos no mercado, atraindo investidores com a promessa de retorno mensal de 2%. Os primeiros sinais de problema surgiram quando a empresa não pagou os rendimentos previstos para 4 de maio. Dois dias depois, o aplicativo deixou de funcionar completamente. A companhia também abandonou seu endereço fixo em São Paulo sem avisar os clientes, e a data de 18 de maio que havia sido anunciada como início dos ressarcimentos pela Azara nunca se materializou.

Em 7 de julho, a assessoria de Oliveira informou que não existe previsão para o início dos pagamentos aos clientes lesados. A Polícia Civil do Distrito Federal mantém a investigação em andamento, mas por enquanto nenhuma ação concreta foi tomada para recuperar os recursos dos investidores. O caso expõe a vulnerabilidade de clientes que depositam confiança em promessas de retorno consistente e em garantias de compensação que, até agora, não se concretizaram.

Ele fez um vídeo dizendo que nos pagaria. Isso despertou uma grande esperança, mas depois sumiu, não emitiu mais nenhum comunicado e hoje aparece jogando poker
— Investidor com R$ 150 mil envolvidos no caso
Não existe previsão para o início dos pagamentos
— Assessoria de Douglas Silva de Oliveira, em 7 de julho
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