Diplomata equatoriana Ivonne Baki entra na disputa para liderar ONU

A ONU atravessa um momento crítico que exige liderança experiente
Justificativa apresentada por Tonga para apoiar a candidatura de Ivonne Baki à secretária-geral.
Mark

Por que Tonga, uma pequena nação insular, escolheu indicar uma diplomata equatoriana para este cargo tão importante?

Mimi

Tonga tem voz no processo, como qualquer membro da ONU. Baki representa uma candidata com experiência comprovada em diplomacia multilateral — ela trabalhou em postos estratégicos na França, no Catar e nos Estados Unidos. Para uma nação pequena, apoiar alguém com esse perfil pode significar influência em uma organização que, historicamente, tem sido dominada por potências maiores.

Mark

A ONU está realmente em crise, ou isso é retórica política?

Mimi

Não é apenas retórica. A organização enfrenta críticas reais sobre sua eficiência — burocracia inchada, agências com funções sobrepostas, e um prestígio que diminuiu. O próximo secretário-geral terá que lidar com isso enquanto navega conflitos geopolíticos onde os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança mal conseguem concordar sobre qualquer coisa.

Mark

Qual é a vantagem de Baki em relação aos outros candidatos?

Mimi

Ela tem experiência ministerial e diplomática em múltiplos continentes. Mas honestamente, nesta fase, a vantagem real pertence a Grynspan, que liderou a votação preliminar. O que importa agora é quem conseguir evitar vetos dos cinco permanentes — e isso é um jogo político, não apenas um concurso de credenciais.

Mark

Quando saberemos quem venceu?

Mimi

Esperamos conclusão para final de setembro ou início de outubro. Mas isso assume que um consenso emerge. Se não houver, o processo pode se arrastar, e mais candidatos podem entrar. É um processo que pode ser tão longo quanto a política internacional permite.

  • A ONU enfrenta uma crise de relevância — burocracia inflada, funções duplicadas e prestígio em declínio exigem um líder capaz de reformar por dentro.
  • Oito candidatos agora competem pelo cargo, tornando o consenso entre os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança um desafio político de alta complexidade.
  • A entrada de Baki cria uma situação inédita: o Equador passa a ter dois candidatos na disputa, ela e a ex-ministra Maria Fernanda Espinosa, dividindo potencial apoio regional.
  • Uma nova votação informal entre os 15 membros do Conselho de Segurança ocorre nesta sexta-feira, com o processo devendo se encerrar entre setembro e outubro — mas sem garantias de consenso.

Em um momento em que as Nações Unidas buscam renovar sua legitimidade diante de um mundo fragmentado, a diplomata equatoriana Ivonne Baki, aos 75 anos, junta-se à corrida pela secretaria-geral da ONU, indicada pela pequena nação insular de Tonga. Sua trajetória como embaixadora em três continentes a coloca entre os candidatos mais experientes de um campo de oito nomes que disputam a herança de António Guterres. A escolha do próximo líder da organização é, em essência, uma pergunta sobre que tipo de multilateralismo o mundo ainda é capaz de construir.

Ivonne Baki, diplomata equatoriana de 75 anos com passagens como embaixadora na França, no Catar e nos Estados Unidos, tornou-se oficialmente a oitava candidata à secretaria-geral das Nações Unidas. Sua indicação veio de Tonga, pequena nação insular do Pacífico, e marca a segunda vez que o Equador apresenta um nome para o cargo — a ex-ministra das Relações Exteriores Maria Fernanda Espinosa também está na disputa.

O embaixador de Tonga na ONU defendeu a candidatura de Baki argumentando que a organização atravessa um momento crítico e precisa de alguém com experiência, habilidade diplomática e capacidade de unir forças em torno do multilateralismo. O próximo secretário-geral herdará uma instituição pressionada por críticas à sua burocracia e à duplicação de funções entre agências.

O processo de seleção é rigoroso e politicamente delicado. Uma primeira votação informal em julho apontou a costarriquenha Rebeca Grynspan como favorita, seguida por Carolyn Rodrigues-Birkett, da Guiana, e pelo argentino Rafael Grossi. O campo inclui ainda Michelle Bachelet, Macky Sall e Olara Otunnu. O maior obstáculo permanece o mesmo: obter aprovação sem acionar o veto de nenhum dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança. Novas votações ocorrerão nas próximas semanas, com conclusão esperada para o fim de setembro ou início de outubro.

Ivonne Baki, uma diplomata equatoriana de 75 anos, entrou oficialmente na corrida para se tornar a próxima secretária-geral das Nações Unidas. Indicada pela pequena nação insular de Tonga, no Pacífico, ela se torna a oitava candidata a substituir o português António Guterres, cujo mandato termina no final deste ano após duas décadas à frente da organização.

Baki traz um currículo diplomático robusto. Serviu como ministra do governo equatoriano e representou seu país como embaixadora na França, no Catar e nos Estados Unidos — uma trajetória que a coloca entre os nomes mais experientes na disputa. Sua indicação marca a segunda vez que o Equador lança um candidato para o cargo; a ex-ministra das Relações Exteriores Maria Fernanda Espinosa também está na corrida.

O embaixador de Tonga na ONU, Viliami Va'inga Tone, justificou a candidatura de Baki argumentando que as Nações Unidas atravessam um "momento crítico de transição" e precisam de uma liderança que seja ao mesmo tempo experiente e capaz de unir. Tone destacou que ela possui a "experiência, a habilidade diplomática e a integridade" necessárias para mobilizar tanto a organização quanto a comunidade internacional em torno do fortalecimento do multilateralismo.

O próximo secretário-geral herda uma instituição sob pressão. Críticos apontam uma burocracia inchada e dispendiosa, com funções duplicadas entre agências. A tarefa de revitalizar a ONU e restaurar seu prestígio em declínio será um dos grandes desafios do próximo líder.

A seleção segue um processo rigoroso. A Dinamarca, que atualmente preside o Conselho de Segurança, realizará uma nova votação informal entre seus 15 membros nesta sexta-feira. Uma primeira rodada em julho apontou a ex-vice-presidente da Costa Rica, Rebeca Grynspan, como favorita inicial, seguida pela ex-ministra das Relações Exteriores da Guiana, Carolyn Rodrigues-Birkett, e pelo argentino Rafael Grossi, chefe da agência nuclear da ONU. Os demais candidatos incluem a ex-presidente chilena Michelle Bachelet, o ex-presidente senegalês Macky Sall e o diplomata ugandense Olara Otunnu.

O obstáculo mais significativo é evitar o veto de qualquer um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança — China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos. Esses países possuem visões de mundo profundamente distintas, o que torna o consenso particularmente difícil. Precedentes sugerem que várias rodadas de votação ocorrerão nas próximas semanas, com conclusão esperada para o final de setembro ou início de outubro. Se nenhum candidato emergir como consenso, o processo pode se estender ainda mais, e novos nomes podem entrar na disputa a qualquer momento.

As Nações Unidas estão em um momento crítico de transição e necessitam de uma liderança experiente, pautada por princípios e capaz de unir
— Viliami Va'inga Tone, embaixador de Tonga na ONU
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