A cada treze de outubro, o Dia Mundial da Trombose nos convida a refletir sobre o que a imobilidade faz ao corpo humano em silêncio: o sangue que não flui cria as condições para coágulos que podem, em casos extremos, custar uma vida. Especialistas lembram que a panturrilha — esse músculo discreto que age como um segundo coração — pode ser despertada por movimentos simples repetidos ao longo do dia, devolvendo ao corpo a circulação que a rotina sedentária rouba. A sabedoria aqui não está na complexidade do remédio, mas na consciência de que pequenos gestos, praticados com regularidade, carregam
Dia Mundial da Trombose: 6 exercícios simples para ativar a circulação das pernas
A panturrilha funciona como um segundo coração das pernas
Por que a panturrilha é tão importante nessa história de trombose?
Porque ela funciona como uma bomba. Quando se contrai, comprime as veias e empurra o sangue de volta para o coração. Se fica parada, o sangue fica parado também, e aí aumenta o risco de coágulo.
Mas esses exercícios realmente previnem trombose, ou só ajudam a manter a circulação melhor?
A médica deixa claro que eles ajudam a manter as pernas ativas, mas não eliminam todos os fatores. É parte de uma rotina de cuidado, não é garantia.
Então quem está em risco mesmo precisa fazer mais do que só exercitar?
Sim. Se tem inchaço, dor nas pernas ou histórico familiar, precisa de avaliação médica. Às vezes o médico indica meias de compressão também.
A fonte menciona quanto tempo de imobilidade é perigoso? Ou é só "longos períodos"?
A fonte não especifica um número de horas. Diz que períodos longos aumentam o risco, mas não define exatamente quanto tempo é demais.
E esses seis exercícios — são realmente suficientes para alguém que trabalha o dia inteiro sentado?
São um começo. A ideia é fazer movimentos curtos e repetidos ao longo do dia, não uma sessão única. Pequenas pausas para andar também contam.
A fonte cita algum estudo que comprove a eficácia desses exercícios especificamente?
Não. Vem de recomendação de especialista, mas não há citação de pesquisa clínica que valide cada movimento.
The Pulse
- Milhões de pessoas passam horas imóveis diariamente sem perceber que a estagnação do sangue nas pernas pode desencadear uma trombose — condição capaz de evoluir para embolia pulmonar e exigir emergência médica.
- A panturrilha, quando parada, deixa de cumprir seu papel de bomba auxiliar do coração, permitindo que o sangue se acumule e forme coágulos nas veias profundas.
- Seis exercícios acessíveis — elevação de calcanhares, rotação de tornozelos, extensão de pernas e caminhadas curtas — foram recomendados pela médica Viktoria Weihermann como forma de interromper a imobilidade sem sair do trabalho ou da poltrona do avião.
- A adoção desses movimentos ao longo do dia representa uma estratégia de baixo custo e alta viabilidade para populações sedentárias ou em situações de mobilidade reduzida.
- Especialistas alertam, porém, que os exercícios não substituem avaliação médica: inchaço, dor persistente nas pernas ou histórico familiar de trombose exigem acompanhamento profissional e, em alguns casos, uso de meias de compressão.
A cada treze de outubro, o Dia Mundial da Trombose nos convida a refletir sobre o que a imobilidade faz ao corpo humano em silêncio: o sangue que não flui cria as condições para coágulos que podem, em casos extremos, custar uma vida. Especialistas lembram que a panturrilha — esse músculo discreto que age como um segundo coração — pode ser despertada por movimentos simples repetidos ao longo do dia, devolvendo ao corpo a circulação que a rotina sedentária rouba. A sabedoria aqui não está na complexidade do remédio, mas na consciência de que pequenos gestos, praticados com regularidade, carregam um peso preventivo considerável.
Treze de outubro é o Dia Mundial da Trombose — uma data que aponta para um risco que se instala em silêncio. Quando as pernas ficam imóveis por horas, seja no escritório, em uma viagem aérea ou numa rotina pouco ativa, a circulação desacelera. Esse sangue estagnado pode formar coágulos dentro das veias e, se um deles se deslocar até os pulmões, o resultado é uma embolia pulmonar: uma emergência médica grave.
A médica Viktoria Weihermann, em artigo publicado pelo Hospital Sírio-Libanês, defende que a solução não exige academia nem esforço intenso. O segredo está na panturrilha: essa musculatura age como um segundo coração das pernas, comprimindo as veias a cada contração e empurrando o sangue de volta ao coração. Mantê-la ativa ao longo do dia é suficiente para reduzir o risco de estagnação.
Os exercícios recomendados são simples e podem ser feitos sentado ou em pé. Elevar e abaixar os calcanhares, levantar a frente dos pés com os calcanhares no chão, girar os tornozelos em círculos e estender as pernas alternadamente são movimentos que ativam grupos musculares cruciais sem exigir deslocamento. Quando possível, uma caminhada leve de cerca de trinta minutos ou pequenas pausas para andar durante o dia completam a rotina. Em pé, caminhar na ponta dos pés e depois nos calcanhares é igualmente eficaz.
A especialista, no entanto, faz um alerta necessário: esses movimentos são complementares, não substitutos. Quem apresenta inchaço, dor incomum nas pernas ou histórico familiar de trombose deve buscar orientação médica. Em alguns casos, o profissional pode recomendar medidas adicionais, como meias de compressão. Os exercícios funcionam melhor como parte de um cuidado contínuo com a circulação — não como resposta isolada a um problema que, quando ignorado, pode se tornar grave.
Treze de outubro marca o Dia Mundial da Trombose, uma data que serve como lembrete de um risco silencioso: ficar horas a fio na mesma posição, seja sentado ou em pé. Quando as pernas permanecem imóveis por longos períodos — durante o trabalho, em viagens, ou simplesmente em uma rotina pouco ativa — a circulação desacelera. Esse sangue que não flui adequadamente cria condições para que um coágulo se forme dentro de uma veia. Se esse coágulo se desloca e chega aos pulmões, o resultado é uma embolia pulmonar, situação que exige atendimento médico de emergência.
A médica Viktoria Weihermann, em artigo publicado pelo Hospital Sírio-Libanês, aponta que a solução não requer exercícios complexos ou academias. Movimentos curtos, repetidos ao longo do dia, conseguem tirar as pernas da imobilidade e reduzir o risco. A chave está em compreender por que a panturrilha merece tanta atenção: essa musculatura funciona como um segundo coração das pernas. Quando se contrai, comprime as veias e empurra o sangue de volta em direção ao coração, impedindo a estagnação que favorece a formação de coágulos.
O primeiro exercício é simples. Sentado, mantenha a frente dos pés apoiada no chão e eleve apenas os calcanhares o máximo possível, depois abaixe devagar. Repita entre dez e quinze vezes. O movimento contrário funciona igualmente bem: calcanhares no chão, dedos e frente dos pés levantados, mesma quantidade de repetições. Essa alternância mantém os pés e pernas em movimento mesmo quando não há possibilidade de se levantar — útil em mesas de trabalho ou durante voos longos.
Outros movimentos ampliam as opções. Fazer círculos com os tornozelos, cerca de dez giros para cada lado, pode ser feito em qualquer lugar. Ainda sentado, estender uma perna até deixá-la paralela ao chão e mover o pé para frente e para trás, repetindo aproximadamente dez vezes de cada lado, ativa grupos musculares maiores. Quando há oportunidade de se levantar, uma caminhada leve de cerca de trinta minutos coloca vários grupos musculares das pernas em ação. Mesmo pequenas pausas para andar durante períodos longos sentado ajudam a interromper a imobilidade. Em pé, é possível elevar os calcanhares até ficar na ponta dos pés e voltar lentamente à posição inicial, repetindo entre dez e quinze vezes, ou simplesmente caminhar alguns instantes na ponta dos pés e depois nos calcanhares.
Mas há um limite importante que não pode ser ignorado. A especialista ressaltou que, embora esses movimentos mantenham as pernas ativas, eles não eliminam todos os fatores envolvidos no desenvolvimento da trombose. Quem apresenta inchaço, dor incomum nas pernas ou histórico familiar da condição deve procurar orientação médica. Em algumas situações, o profissional pode indicar outras medidas, como o uso de meias de compressão. Os exercícios funcionam melhor como parte de uma rotina de cuidado com a circulação, especialmente para quem passa longos períodos parado, mas nunca como substituto da avaliação e acompanhamento médico.
Notable Quotes
A panturrilha deve ser um dos focos porque essa musculatura exerce um papel importante no retorno venoso— Dra. Viktoria Weihermann, Hospital Sírio-Libanês
Não é necessário fazer exercícios complexos; movimentos curtos, repetidos ao longo do dia, já ajudam a tirar as pernas da imobilidade— Dra. Viktoria Weihermann