Dia das Crianças deve gerar R$ 240 milhões em vendas em Campo Grande, com gasto médio de R$ 295 por pessoa em presentes e passeios. Consumidores estão cautelosos e comparam preços antes de comprar; região Prosa tem maior poder aquisitivo que Anhanduizinho, segundo presidente da CDL.
Dia das Crianças deve movimentar R$ 240 milhões no comércio de Campo Grande
com a calculadora na mão, escolhe com cuidado
Então o comércio de Campo Grande espera ganhar R$ 240 milhões só com o Dia das Crianças? Isso é muito dinheiro.
É bastante, sim. Mas lembre-se de que isso é uma projeção da CDL baseada em pesquisa com 210 consumidores. É um número importante, mas representa uma estimativa.
Exatamente. E o período da pesquisa não foi divulgado, então não sabemos se foi feita semanas antes ou dias antes da data. Isso muda a confiabilidade da projeção.
Entendi. E quanto ao gasto médio de R$ 295 por pessoa — isso é bastante consistente?
A pesquisa mostra isso, mas há variação clara entre regiões. Prosa e Anhanduizinho são mundos diferentes em termos de poder de compra.
Verdade. O presidente da CDL fala sobre isso de forma anedótica, não há números específicos comparando quanto cada região gasta. É uma observação válida, mas não quantificada.
E essa cautela do consumidor — "com a calculadora na mão" — é algo novo ou sempre foi assim?
O presidente sugere que é uma mudança, uma resposta a condições econômicas mais apertadas. Mas o texto não oferece comparação com anos anteriores.
Exatamente. Não sabemos se o consumidor está mais cauteloso agora do que estava no Dia das Crianças do ano passado. É uma impressão do presidente, não uma medição.
Então o que podemos afirmar com segurança?
Que a CDL projeta R$ 240 milhões em vendas, que o gasto médio estimado é R$ 295, e que brinquedos, eletrônicos, roupas e calçados são os itens mais procurados.
E que há diferenças de poder aquisitivo entre regiões, segundo o presidente. Tudo o mais é interpretação ou projeção.
El Pulso
- R$ 240 milhões em vendas projetadas para Campo Grande no Dia das Crianças
- Gasto médio de R$ 295 por consumidor (R$ 195 em presentes, R$ 100 em passeios)
- R$ 491,2 milhões movimentados em Mato Grosso do Sul
- Pesquisa ouviu 210 consumidores em sete regiões de Campo Grande
- Brinquedos, eletrônicos, roupas, calçados e jogos são os presentes mais procurados
Dia das Crianças deve gerar R$ 240 milhões em vendas em Campo Grande, com gasto médio de R$ 295 por pessoa em presentes e passeios. Consumidores estão cautelosos e comparam preços antes de comprar; região Prosa tem maior poder aquisitivo que Anhanduizinho, segundo presidente da CDL.
Pesquisa da CDL aponta que o Dia das Crianças deve movimentar R$ 240 milhões no comércio de Campo Grande, com gasto médio de R$ 295 por consumidor, enquanto compradores mostram cautela ao comparar preços.
O Dia das Crianças, celebrado anualmente em 12 de outubro em todo o Brasil, representa um dos momentos mais importantes do calendário comercial. Em Campo Grande, a data promete movimentar R$ 240 milhões, segundo dados divulgados pela Câmara dos Dirigentes dos Lojistas. No estado de Mato Grosso do Sul como um todo, a projeção é ainda maior: R$ 491,2 milhões, conforme levantamento do Instituto de Pesquisa da Fecomércio.
O consumidor campo-grandense planeja gastar em média R$ 295 nesta ocasião. Desse total, R$ 195 serão destinados a presentes propriamente ditos, enquanto R$ 100 ficarão reservados para passeios e comemorações. A média nacional fica um pouco acima, em R$ 308. Os itens mais procurados seguem um padrão previsível: brinquedos, eletrônicos, roupas, calçados e jogos. Quanto às formas de pagamento, os consumidores dividem-se entre compras à vista, cartão de crédito com parcelamento e crediário.
Mas há um detalhe importante que marca este ano: o consumidor está mais cauteloso. Segundo Adelaido Figueiredo, presidente da CDL Campo Grande, quem vai às compras agora leva a calculadora na mão. "O campo-grandense vai comprar presente, mas compara preço antes. Ele está com a calculadora na mão e escolhe com cuidado onde deixa o dinheiro", afirmou. Essa mudança de comportamento reflete uma realidade econômica mais tensa, onde cada real gasto merece reflexão.
A pesquisa que gerou esses números ouviu 210 consumidores distribuídos pelas sete regiões de Campo Grande. E aqui emerge um aspecto socioeconômico relevante: nem todos os bairros compram da mesma forma. A região Prosa, historicamente mais abastada, concentra consumidores com maior poder aquisitivo. Já o Anhanduizinho e suas redondezas priorizam produtos mais baratos e estabelecimentos de bairro. "O lojista precisa saber quem passa na calçada dele. O cliente do Prosa não compra do mesmo jeito que o do Anhanduizinho", observou Figueiredo.
Para quem pretende aproveitar a data sem comprometer o orçamento, a recomendação é simples mas essencial: pesquisar preços antes de finalizar qualquer compra e verificar com atenção as condições de pagamento oferecidas. Comparar valores entre estabelecimentos pode fazer diferença significativa no total gasto, especialmente quando se trata de eletrônicos ou itens de maior valor. O Dia das Crianças segue sendo uma das principais oportunidades de vendas para o comércio no segundo semestre, movimentando diferentes setores — lojas de brinquedos, roupas, calçados, eletrônicos e artigos infantis — mas desta vez com um consumidor que pensa duas vezes antes de abrir a carteira.
Citas Notables
O lojista precisa saber quem passa na calçada dele. O cliente do Prosa não compra do mesmo jeito que o do Anhanduizinho.— Adelaido Figueiredo, presidente da CDL Campo Grande
O campo-grandense vai comprar presente, mas compara preço antes. Ele está com a calculadora na mão e escolhe com cuidado onde deixa o dinheiro.— Adelaido Figueiredo, presidente da CDL Campo Grande