DF amplia dose de reforço para idosos acima de 70 anos

A cada 100 infectados transmitem para 104 pessoas
O índice de transmissão do Distrito Federal indicava crescimento lento da pandemia no momento do anúncio.
Mark

Por que a secretaria decidiu expandir a dose de reforço para os 70 anos se a campanha anterior ainda estava em andamento?

Mimi

Os números entre os maiores de 80 anos eram preocupantes — apenas 6.180 de 40 mil haviam recebido o reforço em duas semanas. A secretaria viu que precisava ampliar o alcance para aumentar a cobertura.

Luke

Mas 6.180 em duas semanas não é necessariamente baixo. Quantas pessoas por dia eles esperavam vacinar? Sem esse contexto, é difícil saber se foi realmente uma adesão fraca ou apenas um ritmo inicial.

Mark

E quanto aos profissionais de saúde? Eles também receberiam o reforço?

Mimi

Sim, o Ministério da Saúde havia anunciado, mas o Distrito Federal ainda não havia recebido as doses. Valero estimava 49 mil profissionais entre setor público e privado.

Luke

Estimava — essa é uma palavra importante. Não era um número confirmado, era uma projeção. E sem as doses chegando, era promessa sem execução no momento do anúncio.

Mark

Como estava a situação nos hospitais naquele momento?

Mimi

As UTIs covid estavam com 89,41% de ocupação na rede pública, e as UTIs gerais com 92,16%, com 62 pessoas na fila de espera. O índice de transmissão estava em 1,04.

Luke

Ocupação alta, sim, mas não crítica — abaixo de 95%. O índice de transmissão em 1,04 significa que ainda havia crescimento, mas lento. Não era uma explosão de casos.

Mark

A multivacinação começaria logo depois. Isso não criaria confusão com a dose de reforço de covid?

Mimi

Justamente por isso aboliram o intervalo entre covid e influenza. Queriam que as pessoas pudessem receber ambas sem esperar, destravar a campanha.

Luke

Mas isso era uma mudança recente do ministério. Não sabemos como os postos de vacinação implementariam isso na prática ou se haveria doses suficientes de todas as 18 vacinas.

  • De 40 mil idosos acima de 80 anos elegíveis, apenas 6.180 receberam a dose de reforço — uma adesão tão baixa que forçou a secretaria a repensar toda a estratégia.
  • As UTIs covid da rede pública operam com 89,41% de ocupação e 62 pacientes aguardam leitos, sinalizando que o sistema de saúde segue sob pressão intensa.
  • A taxa de transmissão RT em 1,04 significa que o vírus ainda se expande — e a pandemia só será considerada controlada quando esse índice cair abaixo de 1 de forma estável.
  • A partir de 1º de outubro, o DF lança campanha de multivacinação com 18 imunizantes do SUS e elimina o intervalo obrigatório entre as vacinas contra covid-19 e gripe, facilitando a adesão.
  • A dose de reforço para os 49 mil profissionais de saúde, embora anunciada pelo Ministério, ainda aguarda o envio federal das doses — um obstáculo concreto que revela a dependência entre esferas de governo.

Diante da baixa adesão entre os mais vulneráveis e de indicadores epidemiológicos que ainda não permitem descanso, o Distrito Federal amplia sua estratégia de vacinação de reforço para idosos a partir dos 70 anos — um gesto que revela tanto a urgência sanitária quanto a complexidade de alcançar aqueles que mais precisam de proteção. Com UTIs operando perto do limite e a taxa de transmissão acima de 1, a capital do país busca, na expansão da campanha, uma resposta coletiva a uma crise que ainda não encontrou seu fim.

Na última quinta-feira de setembro, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal anunciou a ampliação da dose de reforço contra covid-19 para idosos com 70 anos ou mais, a partir do dia seguinte. A decisão foi motivada por um dado preocupante: dos 40 mil idosos acima de 80 anos no DF, apenas 6.180 haviam recebido a dose extra nas duas semanas anteriores. O subsecretário Divino Valero considerou o número insuficiente e justificou a expansão, mantendo a exigência de intervalo mínimo de seis meses desde a segunda dose ou dose única.

Outros grupos também avançavam na vacinação: 698 idosos em instituições de longa permanência já tinham recebido o reforço, com 26 das 32 instituições visitadas. Para imunossuprimidos, havia 5.860 agendamentos e 12 mil doses disponíveis. Entre adolescentes de 12 a 17 anos, 59,8% do público estimado já havia recebido a primeira dose. Já o reforço para profissionais de saúde — um universo de 49 mil pessoas — dependia do envio de doses pelo governo federal para sair do papel.

Os números da pandemia no DF exigiam atenção: a taxa RT estava em 1,04, as UTIs covid operavam com 89,41% de ocupação e 62 pacientes aguardavam leitos. Nas 24 horas anteriores ao anúncio, foram registrados 601 novos casos e dez mortes. Desde o início da pandemia, 10.464 pessoas haviam morrido na capital. A secretária-adjunta Raquel Beviláqua reforçou a importância do reforço e das medidas como uso de máscara e higienização das mãos.

Como pano de fundo, o DF iniciaria em 1º de outubro a Campanha Nacional de Multivacinação, com 18 imunizantes do SUS disponíveis até o final do mês. Uma mudança relevante: o Ministério da Saúde aboliu o intervalo obrigatório entre as vacinas contra covid-19 e influenza, facilitando a participação de quem estivesse recebendo alguma dose de covid ao longo de outubro.

Na quinta-feira, 30 de setembro, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal anunciou uma mudança na estratégia de vacinação contra a covid-19: a partir do dia seguinte, idosos com 70 anos ou mais poderiam procurar os postos de vacinação para receber a dose de reforço. Até então, a campanha havia se concentrado em maiores de 80 anos, mas os números revelaram um problema que justificava a expansão.

Do universo de 40 mil idosos acima de 80 anos no Distrito Federal, apenas 6.180 haviam recebido a dose extra nas duas semanas anteriores ao anúncio. O subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero, considerou esse número baixo e explicou a decisão de ampliar a faixa etária. A exigência permanecia a mesma: ter tomado a segunda dose ou dose única há pelo menos seis meses. A expectativa era que a ampliação aumentasse a adesão entre a população idosa.

Em relação aos idosos acima de 60 anos vivendo em instituições de longa permanência, a secretaria informou que 698 já haviam recebido o reforço e que 26 das 32 instituições já tinham sido visitadas. O objetivo era concluir a vacinação desse público até o final de setembro. Para pessoas com imunossupressão — aquelas com doenças graves como câncer e enfermidades renais — havia 5.860 agendamentos já realizados, com 12 mil doses disponibilizadas. A vacinação de adolescentes entre 12 e 17 anos também avançava: de um público estimado em 268 mil, 174.322 haviam recebido a primeira dose, representando 59,8% de cobertura.

A dose de reforço para profissionais de saúde, anunciada pelo Ministério da Saúde na semana anterior, ainda dependia do envio de doses para começar. Valero estimava que esse público fosse de 49 mil pessoas, entre profissionais do setor público e privado, e que também seria exigido um intervalo mínimo de seis meses. A falta de doses federais era um obstáculo concreto à expansão da campanha.

Os indicadores epidemiológicos mostravam uma situação que exigia atenção. O índice RT, que mede a taxa de transmissão da covid-19 no Distrito Federal, estava em 1,04 — significando que a cada 100 pessoas infectadas transmitiam o vírus para outras 104. Ao longo das três semanas anteriores, essa taxa havia variado entre 0,9 e 1,09. A pandemia só seria considerada controlada quando esse índice ficasse abaixo de 1 de forma estável por várias semanas seguidas. As unidades de Terapia Intensiva exclusivas para covid-19 na rede pública operavam com ocupação de 89,41%, enquanto as UTIs gerais registravam 92,16%, com 62 pacientes aguardando leitos. Os leitos de enfermaria estavam com 77,02% de ocupação, e os de suporte respiratório em hospitais de campanha com 64,33%.

Nas 24 horas anteriores ao anúncio, o Distrito Federal havia registrado 601 novos casos de covid-19, com uma média móvel de 880 casos por dia nos sete dias anteriores. Dez óbitos foram notificados no mesmo período. Desde o início da pandemia, 10.464 pessoas haviam morrido em decorrência da covid-19 na capital do país. A secretária-adjunta de Assistência à Saúde, Raquel Beviláqua, reforçou a importância da dose de reforço e das medidas não farmacológicas — isolamento, uso de máscaras e higienização das mãos.

Além da expansão da dose de reforço, o Distrito Federal iniciaria na sexta-feira, 1º de outubro, a Campanha Nacional de Multivacinação, oferecendo 18 tipos de vacinas do Sistema Único de Saúde até o final de outubro. A campanha incluía BCG, hepatites A e B, Penta, pneumocócica, poliomielite, rotavírus, meningocócica, febre amarela, tríplice viral, tetraviral, varicela e HPV quadrivalente. Uma mudança importante foi a abolição do intervalo obrigatório entre a aplicação das vacinas contra covid-19 e contra influenza, uma decisão do Ministério da Saúde que visava destravar a campanha de multivacinação para quem estivesse recebendo alguma dose de covid-19 ao longo de outubro.

A partir de amanhã vamos ampliar a vacinação com dose de reforço para idosos acima de 70 anos
— Divino Valero, subsecretário de Vigilância à Saúde
A importância de se atentar à dose de reforço e as medidas não farmacológicas, manter o isolamento, uso de máscaras e a questão da higienização das mãos
— Raquel Beviláqua, secretária-adjunta de Assistência à Saúde
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