Há uma ironia silenciosa em carregar no bolso uma das ferramentas mais sofisticadas já criadas e usá-la apenas para uma fração do que ela é capaz. O iPhone, presente na vida de milhões há anos, guarda em seus menus nativos recursos de identificação visual por inteligência artificial, proteção de privacidade por reconhecimento facial, transcrição automática de áudio e até sons para acalentar o sono — tudo sem custo adicional, tudo à espera de ser descoberto. A distância entre o que a tecnologia oferece e o que o usuário conhece raramente é técnica; quase sempre, é simplesmente falta de tempo pa
Dez recursos ocultos do iPhone que você provavelmente desconhecia
Há uma chance considerável de que você esteja usando um iPhone há meses ou anos sem conhecer metade do que ele consegue fazer.
Por que essas funcionalidades não são mais óbvias? Parece estranho que um iPhone tenha tudo isso e as pessoas não saibam.
A Apple coloca muita coisa nos Ajustes e em menus aninhados. Não há um tutorial integrado que mostre tudo quando você compra o aparelho. É mais uma questão de design — eles assumem que você vai descobrir conforme usa.
Mas a reportagem não explica por que o The New York Times decidiu reunir isso agora. Essas funcionalidades existem há quanto tempo? Algumas são novas no iOS 18 ou são antigas?
Boa pergunta. A reportagem não especifica. Algumas, como a identificação de plantas, vêm da IA visual do iPhone há alguns anos. A transcrição de chamadas é mais recente. Mas não há clareza sobre a idade de cada recurso.
E quanto ao Acesso Guiado — funciona bem de verdade? Crianças conseguem sair dele?
Segundo a reportagem, ele bloqueia o celular em um aplicativo. Mas não há detalhes sobre quão robusto é ou se há brechas. A recomendação é desativar assim que você receber o celular de volta, o que sugere que é mais uma barreira do que uma segurança absoluta.
Exatamente. E a transcrição automática — funciona em qualquer idioma? Só em inglês? A reportagem não diz.
Não menciona. Também não explica se a transcrição é feita no dispositivo ou enviada para servidores da Apple, o que importa para privacidade.
A maioria dessas dicas parece focada em privacidade e segurança. É porque o iPhone é conhecido por isso?
Sim, a privacidade é um pilar da marca Apple. Mas a reportagem mistura privacidade com produtividade — desde bloquear apps até compartilhar senhas. São ângulos diferentes.
E nenhuma delas é realmente "oculta", certo? Estão todas nos Ajustes. Oculto seria algo que você não consegue encontrar nem procurando.
Verdade. "Desconhecido" seria um termo mais honesto. Estão ali, mas a maioria das pessoas nunca procura.
Il Polso
- A maioria dos usuários de iPhone desconhece recursos nativos que já estão instalados no aparelho e poderiam transformar sua rotina digital.
- A privacidade é um ponto de tensão real: abas do Safari, aplicativos sensíveis e o uso do celular por crianças podem ser controlados com Face ID e Acesso Guiado.
- Funções de câmera e texto — como identificar plantas, capturar palavras impressas e fotografar em modo contínuo — eliminam etapas que antes exigiam apps externos.
- Compartilhar senhas de wi-fi por QR code e selecionar mensagens em massa com dois dedos são atalhos que reduzem fricção em situações cotidianas.
- O iPhone também funciona como ferramenta de bem-estar, com sons relaxantes integrados e leitura de páginas em voz alta pelo Siri — recursos que poucos ativam.
Há uma ironia silenciosa em carregar no bolso uma das ferramentas mais sofisticadas já criadas e usá-la apenas para uma fração do que ela é capaz. O iPhone, presente na vida de milhões há anos, guarda em seus menus nativos recursos de identificação visual por inteligência artificial, proteção de privacidade por reconhecimento facial, transcrição automática de áudio e até sons para acalentar o sono — tudo sem custo adicional, tudo à espera de ser descoberto. A distância entre o que a tecnologia oferece e o que o usuário conhece raramente é técnica; quase sempre, é simplesmente falta de tempo para explorar o que já está ali.
Há uma chance considerável de que você use um iPhone há anos sem conhecer metade do que ele consegue fazer. Não são funcionalidades pagas ou escondidas — são recursos nativos, já no seu dispositivo, esperando por um toque para revelar sua utilidade. Uma reportagem do The New York Times reuniu uma série dessas capacidades menos conhecidas, capazes de economizar tempo real e mudar a forma como você interage com o aparelho.
Comece pela câmera: fotografe uma planta, flor ou animal e toque no botão de informações — o iPhone identifica o que é e oferece opções de pesquisa. A mesma câmera captura texto impresso: aponte para qualquer bloco de palavras, toque no ícone que aparece e copie, traduza ou compartilhe sem digitar nada.
A privacidade ganhou novas camadas. O Safari pode exigir autenticação facial antes de exibir abas privadas. Aplicativos específicos podem ser bloqueados com Face ID. E o Acesso Guiado, nas configurações de Acessibilidade, prende o celular em um único app — ideal para quando crianças usam o dispositivo.
Para quem trabalha com áudio, gravações de chamadas e notas de voz são transcritas automaticamente. O Siri lê páginas inteiras do Safari em voz alta, com velocidade ajustável. Em Ajustes, sons de fundo como Oceano, Chuva e Riacho transformam o iPhone em uma máquina de relaxamento.
Na gestão do dia a dia, deslizar com dois dedos em Mensagens ou Email seleciona tudo de uma vez para leitura ou exclusão em massa. Compartilhar senha de wi-fi ficou simples: para outro iPhone, um toque no pop-up resolve; para Android ou grupos, o app Senhas gera um QR code instantâneo. Na câmera, pressionar o botão de volume dispara fotos, deslizar o obturador para a esquerda ativa o modo contínuo e manter pressionado grava vídeo — sem mudar de modo. Cada um desses recursos existe há tempos. A maioria dos usuários simplesmente nunca os encontrou.
Há uma chance considerável de que você esteja usando um iPhone há meses ou anos sem conhecer metade do que ele consegue fazer. Não se trata de funcionalidades escondidas atrás de paywalls ou aplicativos pagos — são recursos nativos, já ali no seu dispositivo, esperando por um toque ou um comando de voz para revelar sua utilidade. Uma reportagem recente do jornal norte-americano The New York Times reuniu uma série dessas capacidades menos conhecidas, muitas delas capazes de economizar tempo real e transformar a forma como você interage com o aparelho.
Comece pela câmera. Se você fotografar uma planta, uma flor, uma árvore ou um animal, o iPhone consegue identificar exatamente o que é. Basta tocar o botão de informações — aquele "i" na parte inferior da tela — e se o sistema reconhecer o objeto, um símbolo com estrelas aparecerá. Os metadados fornecerão a resposta, e você ainda terá a opção de pesquisar mais sobre o tema. Esse mesmo aplicativo de câmera funciona também como ferramenta de captura de texto: aponte a lente para qualquer bloco de palavras, e um ícone aparecerá no canto inferior direito. Toque nele, e o iPhone captura o texto com opções para copiar, traduzir, pesquisar ou compartilhar — tudo sem digitar uma única letra.
A privacidade ganhou várias camadas novas. Se você deixa outras pessoas usarem seu telefone mas quer manter certos hábitos de navegação em sigilo, o Safari oferece uma proteção simples: configure-o para exigir autenticação facial antes de exibir abas privadas após 15 minutos de inatividade. Acesse Ajustes, toque em Safari, role para baixo e ative a opção. Para aplicativos específicos que você não quer que ninguém abra — seja por questões de segurança ou porque tem filhos pequenos usando o dispositivo — pressione e segure o ícone do app e selecione "Exigir Face ID". Existe ainda o Acesso Guiado, uma configuração em Acessibilidade que prende o celular em um único aplicativo, impedindo que quem estiver usando saia dele e abra outro. É particularmente útil quando você deixa crianças brincarem com o iPhone.
Para quem trabalha com áudio, o iPhone oferece transcrição automática. Aquela chamada que você acabou de gravar? Agora há uma versão transcrita dela na pasta Gravações de Chamadas do aplicativo Notas. O mesmo vale para gravações feitas nos apps Notas de Voz e Notas — o sistema transcreve tudo automaticamente. Se você precisa que alguém leia um texto em voz alta, abra o Safari, peça ao Siri para fazer a leitura ou diga "Quero ouvir esta página". Também é possível clicar em "Configurações da Página" na barra de endereço e acionar "Ouvir a Página", com opção de ajustar a velocidade da fala.
Para bem-estar, o iPhone se transforma em máquina de sons relaxantes. Em Ajustes, acesse Acessibilidade, depois Áudio e Vídeo, e escolha Sons de Fundo. As opções incluem Oceano, Chuva e Riacho — sons que, segundo a reportagem, até bebês adoram. Na gestão de mensagens, um gesto simples economiza tempo: deslize para baixo com dois dedos em aplicativos como Mensagens, Email, Notas e Lembretes para selecionar tudo de uma vez, marcando cada item como lido ou excluindo em massa. O recurso funciona também em alguns apps de terceiros como o Telegram, embora ainda não tenha suporte universal.
Compartilhar uma senha de wi-fi ficou mais prático. Se a outra pessoa tiver um iPhone, basta ficar perto dela, pedir para acessar Ajustes, clicar em wi-fi e selecionar a rede. No seu dispositivo, toque em "Compartilhar Senha" no pop-up que aparece. Para usuários Android ou quando muitas pessoas precisam da senha, abra o aplicativo Senhas, navegue até wi-fi, depois o nome da rede, e selecione "Mostrar Código QR da rede" — a pessoa escaneia e pronto. Na fotografia, os atalhos da câmera aceleram o processo: deslizar para a esquerda na tela de bloqueio abre o app por padrão. É mais fácil tirar fotos pressionando o botão de volume na lateral do telefone em vez de tocar o obturador. Deslizar o obturador para a esquerda tira várias fotos em sequência — o modo de disparo contínuo — enquanto manter o botão pressionado grava vídeos sem precisar mudar para o modo de vídeo. Cada um desses recursos existe há tempos, mas a maioria dos usuários nunca os descobriu.
Citazioni salienti
Sempre há por descobrir recursos novos — ou por ele desconhecidos. Isso inclui várias dicas que permitem economizar tempo e ganhar em praticidade.— Reportagem do The New York Times, conforme citada