Dengue reduz 52,6% na Paraíba em 2025, aponta boletim epidemiológico

Quatro mortes por dengue confirmadas na Paraíba no período, sendo três em João Pessoa e uma em São Domingos do Cariri, além de duas mortes por chikungunya.
Quatro mortes confirmadas, apesar da redução de 52,6%
A queda nos casos de dengue na Paraíba não eliminou o risco grave da doença, que continuou causando óbitos.
Mark

Por que essa redução de mais de 50% é importante? Significa que a dengue está desaparecendo?

Mimi

Não exatamente. Significa que houve menos transmissão neste ano em comparação com o mesmo período de 2024. Pode refletir mudanças climáticas, campanhas de prevenção, ou simplesmente variações naturais do ciclo da doença. Mas ainda temos 5.859 casos confirmados.

Luke

E as mortes? Quatro pessoas morreram. Como isso se encaixa na narrativa de melhora?

Mimi

As mortes mostram que, apesar da redução percentual, a dengue continua causando danos graves. Três das quatro mortes ocorreram em João Pessoa, o que pode indicar concentração em áreas urbanas específicas.

Mark

A chikungunya e a zika também caíram bastante. Isso é padrão?

Mimi

Chikungunya caiu 65,77% e zika 77,92%, sim. Mas a febre oropouche manteve 652 casos — é uma doença menos conhecida, mas presente.

Luke

O boletim menciona sintomas? Porque o texto que temos não detalha quais são.

Mimi

O boletim original promete listar os sintomas de cada arbovirose, mas a reportagem não os reproduz. Isso é uma lacuna — o leitor fica sem saber o que procurar.

Mark

E o que a Secretaria de Saúde está recomendando?

Mimi

Procurar atendimento médico imediatamente ao notar qualquer sintoma. Carla Jaciara enfatiza que o atendimento rápido evita agravamento.

Luke

Mas não há informação sobre campanhas específicas, investimentos, ou mudanças nas políticas de controle de mosquitos. O boletim é mais um retrato do que uma análise de causa.

  • A Paraíba registrou apenas 5.859 casos prováveis de dengue entre janeiro e agosto de 2025 — uma queda de 52,64% frente ao mesmo período do ano anterior, sinal de que as ações de controle estão surtindo efeito.
  • Chikungunya recuou 65,77% e zika despencou 77,92%, mas a febre oropouche manteve presença relevante, com 652 casos registrados no estado.
  • Quatro mortes por dengue foram confirmadas — três em João Pessoa e uma em São Domingos do Cariri —, além de duas por chikungunya, em Campina Grande e Prata, revelando que o risco de agravamento persiste mesmo com a queda geral.
  • A Secretaria de Saúde alerta que qualquer sintoma sugestivo de arbovirose exige atendimento médico imediato, pois o diagnóstico precoce é a principal barreira contra os casos graves.

Em meio ao ciclo perene de doenças transmitidas por mosquitos, a Paraíba encontrou em 2025 um respiro raro: os casos de dengue caíram mais da metade nos primeiros oito meses do ano, acompanhados por recuos ainda mais expressivos de chikungunya e zika. Mas os números, por mais alvissareiros que sejam, carregam o peso de seis vidas perdidas — lembrança de que a vigilância epidemiológica não pode se render ao alívio estatístico.

A Paraíba atravessou os primeiros oito meses de 2025 com um dado incomum: a dengue recuou mais da metade. De janeiro a agosto, o estado registrou 5.859 casos prováveis da doença — 52,64% a menos do que no mesmo intervalo de 2024, segundo boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde em 8 de setembro.

O recuo não se limitou à dengue. A chikungunya caiu 65,77% e a zika apresentou queda ainda mais acentuada, de 77,92%. No total, foram contabilizados 7.036 casos prováveis de arboviroses, incluindo 508 infecções por chikungunya, 17 por zika e 652 por febre oropouche — esta última mantendo presença relevante mesmo diante da melhora geral.

Os números, porém, não apagam o custo humano do período. Quatro pessoas morreram por dengue: três em João Pessoa e uma em São Domingos do Cariri. Outras duas mortes foram confirmadas por chikungunya, em Campina Grande e em Prata. A técnica responsável pelas arboviroses na Secretaria, Carla Jaciara, reforçou que qualquer sintoma dessas doenças exige busca imediata por atendimento médico — porque, mesmo com os índices em queda, a evolução para formas graves continua sendo uma ameaça real.

A Paraíba registrou uma queda significativa nos casos de dengue durante os primeiros oito meses de 2025. Entre 1º de janeiro e 30 de agosto, o estado contabilizou 5.859 casos prováveis da doença — uma redução de 52,64% em relação ao mesmo período de 2024, conforme divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde em boletim epidemiológico na segunda-feira, 8 de setembro.

O alívio nos números gerais, porém, não apagou o custo humano. Quatro mortes por dengue foram confirmadas no período: três ocorreram em João Pessoa, a capital, e uma em São Domingos do Cariri, município do interior. Além disso, duas pessoas morreram por chikungunya — uma em Campina Grande e outra em Prata.

O quadro das arboviroses no estado é mais amplo que apenas dengue. Ao todo, foram registrados 7.036 casos prováveis de arboviroses em seus diferentes tipos. Além dos 5.859 casos de dengue, a Paraíba contabilizou 508 infecções por chikungunya, 17 por zika e 652 por febre oropouche. A redução não foi uniforme: enquanto chikungunya caiu 65,77% e zika apresentou queda ainda mais acentuada de 77,92%, a febre oropouche manteve presença relevante entre os diagnósticos.

Carla Jaciara, técnica responsável pelas arboviroses na Secretaria de Saúde, reforçou a importância do atendimento médico imediato. Segundo ela, qualquer pessoa que apresente sintomas sugestivos dessas doenças deve procurar o serviço de saúde o mais rápido possível, a fim de receber diagnóstico e tratamento adequados e evitar que o quadro clínico se agrave. A orientação reflete a realidade de que, embora os números gerais tenham melhorado, a vigilância permanece essencial — especialmente considerando que as arboviroses podem evoluir para formas graves.

Ao apresentar sintomas sugestivos dessas doenças é necessário procurar o serviço de saúde o mais rápido possível, para receber atendimento médico e evitar o agravamento do quadro
— Carla Jaciara, técnica responsável pelas arboviroses na Secretaria de Estado da Saúde
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