Em São Caetano do Sul, uma delegada aposentada tornou-se refém dentro de sua própria casa após abrir a porta para quem, supunha ela, viria buscar um fogão à venda. O episódio, ocorrido em 14 de maio de 2024, revela como a confiança depositada nas pequenas transações do cotidiano pode ser convertida em vulnerabilidade. Três criminosos foram presos ainda no edifício, e a vítima escapou sem ferimentos graves — não por acaso, mas pela serenidade de quem, mesmo amarrada, soube encontrar o caminho de volta à liberdade.
Delegada aposentada é feita refém após criminosos se passarem por compradores de fogão
Um deles me puxa a arma. Eram três.
Como é que criminosos conseguem usar um anúncio de venda para chegar até alguém? Parece tão óbvio.
Não é óbvio no momento. Você coloca um fogão à venda, alguém liga interessado, marca para buscar. É rotina. A delegada não tinha razão para desconfiar.
Mas ela era delegada aposentada. Não deveria ter mais cuidado?
Talvez sim. Mas o crime funcionou porque explorou exatamente isso — a normalidade. Três pessoas, um pretexto legítimo, entrada autorizada.
E como ela conseguiu se desamarrar?
A fonte não detalha isso. Apenas diz que conseguiu se desamarrar após eles saírem e usou o telefone fixo para chamar ajuda.
Então a polícia chegou rápido o suficiente para encontrá-los ainda no edifício?
Sim. Não conseguiram fugir. Foram encontrados com o carro roubado, a arma, as joias.
E a mulher do grupo era foragida?
Era. Procurada pela Justiça. Isso aparece no registro da Secretaria de Segurança Pública.
Mas não sabemos há quanto tempo era foragida, nem qual era o crime original.
Correto. O que temos é que ela estava procurada e participou deste roubo.
Qual é o risco maior aqui — o roubo em si ou o padrão que isso revela?
Ambos. O roubo foi violento, a vítima foi amarrada. Mas o padrão é que criminosos estão usando anúncios legítimos como porta de entrada para casas.
Der Puls
- Um anúncio de venda de fogão serviu de isca para atrair três criminosos ao apartamento de uma ex-delegada, revelando como golpes sofisticados exploram a rotina mais ordinária.
- Assim que entraram, o trio sacou uma arma, dividiu funções e amarrou a vítima enquanto vasculhava o imóvel em busca de joias e objetos de valor.
- Gobetti conseguiu se desamarrar após os criminosos deixarem o cômodo e acionou socorro pelo telefone fixo — um gesto simples que selou o destino dos assaltantes.
- A Polícia Militar encontrou os três suspeitos ainda dentro do edifício, sem rota de fuga, e apreendeu carro roubado com placa adulterada, revólver calibre .38 e os pertences da vítima.
- Um dos suspeitos era foragido da Justiça; o caso foi registrado sob múltiplas tipificações e segue sob investigação na Delegacia de São Caetano do Sul.
Em São Caetano do Sul, uma delegada aposentada tornou-se refém dentro de sua própria casa após abrir a porta para quem, supunha ela, viria buscar um fogão à venda. O episódio, ocorrido em 14 de maio de 2024, revela como a confiança depositada nas pequenas transações do cotidiano pode ser convertida em vulnerabilidade. Três criminosos foram presos ainda no edifício, e a vítima escapou sem ferimentos graves — não por acaso, mas pela serenidade de quem, mesmo amarrada, soube encontrar o caminho de volta à liberdade.
Maria Aparecida Gobetti, delegada aposentada, havia colocado um fogão à venda. Na tarde de 14 de maio, três pessoas bateram à sua porta no bairro Santo Antônio, em São Caetano do Sul, apresentando-se como interessados no eletrodoméstico. Ela os deixou entrar. Não havia razão para desconfiar.
Assim que cruzaram a cozinha, um deles sacou uma arma. O trio se dividiu em papéis precisos: uma mulher revirando a casa em busca de joias, um homem ao lado da vítima, o terceiro fazendo ameaças. Gobetti foi amarrada enquanto o apartamento era saqueado. O que parecia uma venda simples havia se tornado um roubo à mão armada.
Depois que os criminosos se afastaram, ela conseguiu se desamarrar. Correu ao telefone fixo e pediu socorro. A Polícia Militar chegou e encontrou os três ainda dentro do edifício — não houve fuga. Com eles, foram apreendidos um carro roubado com placa adulterada, um revólver calibre .38, joias e outros pertences da vítima. Uma das suspeitas era procurada pela Justiça.
Os três foram presos. A delegacia registrou o crime sob diversas tipificações, incluindo roubo, receptação e adulteração de veículo. Gobetti saiu sem ferimentos graves, mas o episódio expõe com clareza o tipo de violência que se disfarça de normalidade — e que encontra na confiança cotidiana a sua porta de entrada.
Maria Aparecida Gobetti, uma delegada aposentada, colocou um fogão à venda. Quando três pessoas bateram à sua porta no bairro Santo Antônio, em São Caetano do Sul, ela os deixou entrar no apartamento para recolher o eletrodoméstico. Era terça-feira à tarde, 14 de maio. Nenhuma razão para desconfiar.
Assim que cruzaram a cozinha, um deles sacou uma arma. Gobetti viu-se cercada: a mulher começou a revistar a casa em busca de joias e objetos de valor, enquanto o homem mais alto permanecia ao seu lado e o terceiro fazia ameaças. O trio a amarrou e continuou saqueando o apartamento. O que começou como uma transação simples transformou-se em roubo à mão armada, com uma ex-delegada como refém em sua própria casa.
Mas Gobetti conseguiu se desamarrar após os criminosos saírem. Correu para o telefone fixo e pediu socorro. A Polícia Militar chegou e encontrou os três suspeitos ainda dentro do edifício — não conseguiram fugir. Uma mulher e dois homens. A mulher era procurada pela Justiça. Junto com eles, os policiais apreenderam um carro roubado com placa adulterada, um revólver calibre .38, duas chaves de veículos, joias e outros pertences da vítima.
Os três foram presos. A Delegacia Policial de São Caetano do Sul registrou o crime sob múltiplas tipificações: roubo, captura de procurado, receptação, adulteração de sinal identificador de veículo automotor, localização e apreensão de veículo. O caso segue sob investigação.
Ao relatar o ocorrido ao canal SBT, Gobetti descreveu os momentos de tensão com precisão: três pessoas, papéis bem definidos, uma arma em sua direção. Ela sobreviveu sem ferimentos graves, mas a violência da invasão — o uso de um anúncio de venda como isca, a execução rápida do assalto, a ameaça constante — marca o tipo de crime que explora a confiança cotidiana das pessoas em suas próprias casas.
Bemerkenswerte Zitate
Entraram pela cozinha. Ficamos ali conversando e em dado momento um deles me puxa a arma. Eram três. A mulher começou a vasculhar a casa, o maior deles ficou comigo e o mais violento fazia ameaças.— Maria Aparecida Gobetti, delegada aposentada, ao canal SBT