A menos de uma semana das eleições em São Paulo, o Datafolha confirma o que os números vinham sugerindo: Tarcísio de Freitas consolida uma liderança estável com metade do eleitorado ao seu lado, enquanto Fernando Haddad avança discretamente, mas sem romper o teto que o separa do governador. O levantamento, realizado entre 28 e 30 de setembro com 1.610 entrevistados, retrata um eleitorado que já fez suas escolhas — e que, em sua maioria, não pretende revê-las.
Datafolha: Tarcísio lidera com 50% e Haddad tem 33% na disputa pelo governo de SP
Três quartos dos eleitores já definiram seu voto de forma definitiva
O que essa pesquisa nos diz sobre o estado da corrida em São Paulo neste momento?
Que Tarcísio está em uma posição muito confortável. Ele não apenas lidera, como sua liderança é estável — mantém os mesmos 50% de antes. Haddad cresceu, mas ainda está 17 pontos atrás.
Mas é importante notar que esse crescimento de Haddad é real. Ele saiu de 30% para 33%, e em votos válidos subiu de 34% para 37%. Não é uma mudança enorme, mas é movimento.
Verdade. E há algo significativo no fato de que 75% dos eleitores já definiram seu voto. Isso sugere que a campanha está entrando em uma fase onde as mentes estão mais fechadas.
Então não há muito espaço para virada?
Bem, tecnicamente há. Vinte e cinco por cento ainda dizem que podem mudar. Mas quando você olha para a rejeição — Haddad é rejeitado por 45% — fica claro que há um teto para ele.
E na pesquisa espontânea, quando você não mostra os nomes, Haddad cai para 18%. Isso é um sinal de que ele ainda não está tão consolidado na mente dos eleitores quanto Tarcísio.
O que explica essa diferença entre a pesquisa estimulada e a espontânea?
Basicamente, muita gente precisa ser lembrada de que Haddad é candidato. Quando você menciona o nome, eles votam nele. Mas quando você não menciona, eles não pensam nele espontaneamente.
Exatamente. É como se Haddad estivesse presente na mente dos eleitores, mas não de forma tão natural quanto Tarcísio.
E em um segundo turno?
Tarcísio vence com 55% contra 38%. Mas note que esse número é idêntico ao da pesquisa anterior — não houve movimento.
O que reforça a ideia de que estamos em um patamar estável. Não é que não haja possibilidade de mudança, mas ela não está acontecendo neste momento.
Il Polso
- Tarcísio permanece em 50% das intenções de voto totais, exatamente onde estava na pesquisa anterior, sinalizando uma liderança que resiste ao tempo e à campanha adversária.
- Haddad avança três pontos, de 30% para 33%, mas a distância de 17 pontos em relação ao governador mantém a corrida longe de qualquer equilíbrio real.
- Três quartos dos eleitores já decidiram seu voto de forma definitiva, reduzindo o espaço para viradas de última hora antes do pleito de 4 de outubro.
- Em votos válidos, a vantagem de Tarcísio se amplia para 19 pontos — 56% contra 37% — revelando que mesmo entre os decididos, o governador domina com folga.
- A rejeição elevada de Haddad, em 45%, contrasta com os 29% de Tarcísio e aponta um obstáculo estrutural para qualquer recuperação do candidato petista.
- Em cenário de segundo turno, Tarcísio venceria por 55% a 38%, resultado idêntico ao da pesquisa anterior, sugerindo que o mapa eleitoral está cristalizado.
A menos de uma semana das eleições em São Paulo, o Datafolha confirma o que os números vinham sugerindo: Tarcísio de Freitas consolida uma liderança estável com metade do eleitorado ao seu lado, enquanto Fernando Haddad avança discretamente, mas sem romper o teto que o separa do governador. O levantamento, realizado entre 28 e 30 de setembro com 1.610 entrevistados, retrata um eleitorado que já fez suas escolhas — e que, em sua maioria, não pretende revê-las.
A pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira desenha um cenário de estabilidade favorável ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na reta final da disputa pelo governo de São Paulo. Com 50% das intenções de voto — o mesmo percentual da sondagem anterior —, ele mantém uma vantagem confortável sobre Fernando Haddad (PT), que subiu de 30% para 33%. O levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, ouviu 1.610 pessoas entre 28 e 30 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais.
O eleitorado paulista dá sinais claros de que já tomou sua decisão: 75% dos entrevistados afirmaram ter definido seu voto de forma definitiva, quatro pontos a mais do que na pesquisa de 24 de setembro. Apenas um quarto ainda considera a possibilidade de mudar de candidato antes do dia 4 de outubro. Os demais postulantes — Carlos Machado, Vera Lúcia e Vivian Mendes — aparecem empatados com 2% cada, enquanto 7% pretendem votar em branco ou nulo e 3% permanecem indecisos.
Quando se excluem brancos, nulos e indecisos, a distância entre os dois principais candidatos se aprofunda: Tarcísio alcança 56% dos votos válidos contra 37% de Haddad, uma diferença de 19 pontos. A pesquisa espontânea, em que os nomes não são apresentados, mostra Tarcísio com 34% e Haddad com 18%, evidenciando que parte significativa do eleitorado ainda precisa ser lembrada dos candidatos para definir sua escolha.
A rejeição também separa os dois: Haddad é rejeitado por 45% dos eleitores, ante 29% de Tarcísio — ambos estáveis em relação à pesquisa anterior. Em um eventual segundo turno, o governador venceria por 55% a 38%, resultado idêntico ao levantamento de setembro. Um dado adicional chama atenção: 48% dos entrevistados já sabem o número do seu candidato, oito pontos a mais do que antes, reflexo do maior engajamento nas semanas finais da campanha.
Uma pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira mostrou o governador Tarcísio de Freitas mantendo uma vantagem confortável na corrida pela reeleição em São Paulo. Com 50% das intenções de voto, ele permanece onde estava na sondagem anterior, enquanto seu principal adversário, Fernando Haddad do PT, avançou de 30% para 33%. O levantamento foi encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo e entrevistou 1.610 pessoas entre 28 e 30 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais.
Os números revelam um eleitorado que está se consolidando em suas escolhas. Três quartos dos entrevistados — 75% — disseram que já definiram seu voto de forma definitiva, um aumento de quatro pontos em relação à pesquisa de 24 de setembro. Apenas um quarto ainda considera a possibilidade de mudar de candidato antes do pleito marcado para 4 de outubro. Entre os candidatos menores, Carlos Machado do PCB, Vera Lúcia do PSTU e Vivian Mendes da UP aparecem empatados com 2% cada. Izadora Dias do PCO tem 1%. Sete por cento dos eleitores pretendem votar em branco ou nulo, e 3% ainda estão indecisos.
Quando se considera apenas os votos válidos — excluindo brancos, nulos e indecisos — a vantagem de Tarcísio se amplia. Ele chega a 56%, enquanto Haddad sobe para 37%. Essa diferença de 19 pontos percentuais em votos válidos sugere que, mesmo entre eleitores que já tomaram uma decisão, a distância entre os dois principais candidatos permanece substancial. Os demais candidatos ocupam posições marginais nesse cenário, com Machado, Mendes e Lúcia em 2% cada, e Dias em 1%.
A pesquisa espontânea — aquela em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados — mostra um quadro diferente. Nesse formato, Tarcísio aparece com 34% e Haddad com 18%, enquanto um terço dos eleitores se declara indeciso. Esse gap entre a pesquisa estimulada e a espontânea indica que muitos eleitores precisam ser lembrados dos nomes dos candidatos para definir sua escolha. Haddad, em particular, vê sua votação cair significativamente quando os nomes não são sugeridos.
A rejeição aos candidatos também marca diferenças importantes. Haddad é rejeitado por 45% dos eleitores, mantendo o mesmo patamar da pesquisa anterior. Tarcísio é rejeitado por 29%, também estável. Entre os candidatos menores, a rejeição varia de 18% a 21%. Apenas 4% dos eleitores dizem que votariam em qualquer um dos candidatos, e 3% afirmam que não votariam em nenhum.
Em um cenário de segundo turno, a vantagem de Tarcísio se mantém clara. Ele receberia 55% dos votos contra 38% de Haddad, com 6% em branco ou nulo e apenas 1% indeciso. Esse resultado é idêntico ao da pesquisa de 24 de setembro, sugerindo estabilidade no posicionamento dos eleitores em relação a um eventual confronto direto entre os dois.
Um dado adicional revela mudanças na familiaridade dos eleitores com os números dos candidatos. Quarenta e oito por cento dos entrevistados mencionaram corretamente o número de seu candidato, um aumento de oito pontos em relação à pesquisa anterior. Entre os eleitores de Haddad, 59% sabem seu número, enquanto entre os de Tarcísio, 45% acertam. Esse crescimento na lembrança dos números pode refletir maior engajamento da campanha ou maior exposição dos candidatos nas semanas finais antes do voto.
Citazioni salienti
Pesquisa entrevistou 1.610 pessoas entre 28 e 30 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais— Datafolha