Datafolha: Tarcísio lidera com 50% e Haddad tem 33% na disputa pelo governo de SP

Três quartos dos eleitores já definiram seu voto de forma definitiva
A consolidação do eleitorado em São Paulo aumentou em quatro pontos percentuais em relação à pesquisa anterior.
Mark

O que essa pesquisa nos diz sobre o estado da corrida em São Paulo neste momento?

Mimi

Que Tarcísio está em uma posição muito confortável. Ele não apenas lidera, como sua liderança é estável — mantém os mesmos 50% de antes. Haddad cresceu, mas ainda está 17 pontos atrás.

Luke

Mas é importante notar que esse crescimento de Haddad é real. Ele saiu de 30% para 33%, e em votos válidos subiu de 34% para 37%. Não é uma mudança enorme, mas é movimento.

Mimi

Verdade. E há algo significativo no fato de que 75% dos eleitores já definiram seu voto. Isso sugere que a campanha está entrando em uma fase onde as mentes estão mais fechadas.

Mark

Então não há muito espaço para virada?

Luke

Bem, tecnicamente há. Vinte e cinco por cento ainda dizem que podem mudar. Mas quando você olha para a rejeição — Haddad é rejeitado por 45% — fica claro que há um teto para ele.

Mimi

E na pesquisa espontânea, quando você não mostra os nomes, Haddad cai para 18%. Isso é um sinal de que ele ainda não está tão consolidado na mente dos eleitores quanto Tarcísio.

Mark

O que explica essa diferença entre a pesquisa estimulada e a espontânea?

Luke

Basicamente, muita gente precisa ser lembrada de que Haddad é candidato. Quando você menciona o nome, eles votam nele. Mas quando você não menciona, eles não pensam nele espontaneamente.

Mimi

Exatamente. É como se Haddad estivesse presente na mente dos eleitores, mas não de forma tão natural quanto Tarcísio.

Mark

E em um segundo turno?

Luke

Tarcísio vence com 55% contra 38%. Mas note que esse número é idêntico ao da pesquisa anterior — não houve movimento.

Mimi

O que reforça a ideia de que estamos em um patamar estável. Não é que não haja possibilidade de mudança, mas ela não está acontecendo neste momento.

  • Tarcísio permanece em 50% das intenções de voto totais, exatamente onde estava na pesquisa anterior, sinalizando uma liderança que resiste ao tempo e à campanha adversária.
  • Haddad avança três pontos, de 30% para 33%, mas a distância de 17 pontos em relação ao governador mantém a corrida longe de qualquer equilíbrio real.
  • Três quartos dos eleitores já decidiram seu voto de forma definitiva, reduzindo o espaço para viradas de última hora antes do pleito de 4 de outubro.
  • Em votos válidos, a vantagem de Tarcísio se amplia para 19 pontos — 56% contra 37% — revelando que mesmo entre os decididos, o governador domina com folga.
  • A rejeição elevada de Haddad, em 45%, contrasta com os 29% de Tarcísio e aponta um obstáculo estrutural para qualquer recuperação do candidato petista.
  • Em cenário de segundo turno, Tarcísio venceria por 55% a 38%, resultado idêntico ao da pesquisa anterior, sugerindo que o mapa eleitoral está cristalizado.

A menos de uma semana das eleições em São Paulo, o Datafolha confirma o que os números vinham sugerindo: Tarcísio de Freitas consolida uma liderança estável com metade do eleitorado ao seu lado, enquanto Fernando Haddad avança discretamente, mas sem romper o teto que o separa do governador. O levantamento, realizado entre 28 e 30 de setembro com 1.610 entrevistados, retrata um eleitorado que já fez suas escolhas — e que, em sua maioria, não pretende revê-las.

A pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira desenha um cenário de estabilidade favorável ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na reta final da disputa pelo governo de São Paulo. Com 50% das intenções de voto — o mesmo percentual da sondagem anterior —, ele mantém uma vantagem confortável sobre Fernando Haddad (PT), que subiu de 30% para 33%. O levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, ouviu 1.610 pessoas entre 28 e 30 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais.

O eleitorado paulista dá sinais claros de que já tomou sua decisão: 75% dos entrevistados afirmaram ter definido seu voto de forma definitiva, quatro pontos a mais do que na pesquisa de 24 de setembro. Apenas um quarto ainda considera a possibilidade de mudar de candidato antes do dia 4 de outubro. Os demais postulantes — Carlos Machado, Vera Lúcia e Vivian Mendes — aparecem empatados com 2% cada, enquanto 7% pretendem votar em branco ou nulo e 3% permanecem indecisos.

Quando se excluem brancos, nulos e indecisos, a distância entre os dois principais candidatos se aprofunda: Tarcísio alcança 56% dos votos válidos contra 37% de Haddad, uma diferença de 19 pontos. A pesquisa espontânea, em que os nomes não são apresentados, mostra Tarcísio com 34% e Haddad com 18%, evidenciando que parte significativa do eleitorado ainda precisa ser lembrada dos candidatos para definir sua escolha.

A rejeição também separa os dois: Haddad é rejeitado por 45% dos eleitores, ante 29% de Tarcísio — ambos estáveis em relação à pesquisa anterior. Em um eventual segundo turno, o governador venceria por 55% a 38%, resultado idêntico ao levantamento de setembro. Um dado adicional chama atenção: 48% dos entrevistados já sabem o número do seu candidato, oito pontos a mais do que antes, reflexo do maior engajamento nas semanas finais da campanha.

Uma pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira mostrou o governador Tarcísio de Freitas mantendo uma vantagem confortável na corrida pela reeleição em São Paulo. Com 50% das intenções de voto, ele permanece onde estava na sondagem anterior, enquanto seu principal adversário, Fernando Haddad do PT, avançou de 30% para 33%. O levantamento foi encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo e entrevistou 1.610 pessoas entre 28 e 30 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Os números revelam um eleitorado que está se consolidando em suas escolhas. Três quartos dos entrevistados — 75% — disseram que já definiram seu voto de forma definitiva, um aumento de quatro pontos em relação à pesquisa de 24 de setembro. Apenas um quarto ainda considera a possibilidade de mudar de candidato antes do pleito marcado para 4 de outubro. Entre os candidatos menores, Carlos Machado do PCB, Vera Lúcia do PSTU e Vivian Mendes da UP aparecem empatados com 2% cada. Izadora Dias do PCO tem 1%. Sete por cento dos eleitores pretendem votar em branco ou nulo, e 3% ainda estão indecisos.

Quando se considera apenas os votos válidos — excluindo brancos, nulos e indecisos — a vantagem de Tarcísio se amplia. Ele chega a 56%, enquanto Haddad sobe para 37%. Essa diferença de 19 pontos percentuais em votos válidos sugere que, mesmo entre eleitores que já tomaram uma decisão, a distância entre os dois principais candidatos permanece substancial. Os demais candidatos ocupam posições marginais nesse cenário, com Machado, Mendes e Lúcia em 2% cada, e Dias em 1%.

A pesquisa espontânea — aquela em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados — mostra um quadro diferente. Nesse formato, Tarcísio aparece com 34% e Haddad com 18%, enquanto um terço dos eleitores se declara indeciso. Esse gap entre a pesquisa estimulada e a espontânea indica que muitos eleitores precisam ser lembrados dos nomes dos candidatos para definir sua escolha. Haddad, em particular, vê sua votação cair significativamente quando os nomes não são sugeridos.

A rejeição aos candidatos também marca diferenças importantes. Haddad é rejeitado por 45% dos eleitores, mantendo o mesmo patamar da pesquisa anterior. Tarcísio é rejeitado por 29%, também estável. Entre os candidatos menores, a rejeição varia de 18% a 21%. Apenas 4% dos eleitores dizem que votariam em qualquer um dos candidatos, e 3% afirmam que não votariam em nenhum.

Em um cenário de segundo turno, a vantagem de Tarcísio se mantém clara. Ele receberia 55% dos votos contra 38% de Haddad, com 6% em branco ou nulo e apenas 1% indeciso. Esse resultado é idêntico ao da pesquisa de 24 de setembro, sugerindo estabilidade no posicionamento dos eleitores em relação a um eventual confronto direto entre os dois.

Um dado adicional revela mudanças na familiaridade dos eleitores com os números dos candidatos. Quarenta e oito por cento dos entrevistados mencionaram corretamente o número de seu candidato, um aumento de oito pontos em relação à pesquisa anterior. Entre os eleitores de Haddad, 59% sabem seu número, enquanto entre os de Tarcísio, 45% acertam. Esse crescimento na lembrança dos números pode refletir maior engajamento da campanha ou maior exposição dos candidatos nas semanas finais antes do voto.

Pesquisa entrevistou 1.610 pessoas entre 28 e 30 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais
— Datafolha
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