Em Pernambuco, a disputa pelo governo estadual em 2026 revela um estado dividido, mas inclinado: a governadora Raquel Lyra sustenta uma vantagem estreita sobre João Campos no cenário de segundo turno, enquanto sua aprovação cresce silenciosamente entre os eleitores. A pesquisa Datafolha, ouvida às vésperas de agosto, captura um momento em que a gestão pesa tanto quanto a política — e onde quatro pontos percentuais separam duas visões distintas de futuro para o estado.
Datafolha: Raquel Lyra lidera com 49% contra João Campos no 2º turno em PE
Lyra mantém vantagem, mas a disputa segue competitiva
Por que essa vantagem de quatro pontos importa se está dentro da margem de erro?
Porque não é zero. Lyra não está empatada — ela está à frente. A margem de erro significa que o resultado real pode variar, mas não que os números são iguais. Ela tem uma posição mais confortável.
E a aprovação dela subiu. O que mudou entre maio e agora?
A avaliação de sua gestão melhorou. Mais gente acha que ela está fazendo um bom trabalho. Isso pode estar refletindo ações do governo ou simplesmente uma mudança na percepção das pessoas sobre o que ela fez até aqui.
João Campos é rejeitado por mais gente que Lyra. Isso é um problema para ele?
Sim. Quando você tem mais rejeição, significa que há mais eleitores que já decidiram que não votam em você de jeito nenhum. Lyra tem mais espaço para crescer porque menos gente a rejeita completamente.
E no Senado, por que Marília Arraes está tão à frente?
Ela tem 18% em um campo muito fragmentado. Vinte e um por cento das pessoas ainda não decidem entre branco, nulo ou nenhum voto. O Senado é menos polarizado que a disputa pelo governo.
Isso significa que Lyra vai ganhar?
Não. Significa que ela tem vantagem agora. Faltam semanas. Campos pode crescer, Lyra pode cair. A pesquisa é um retrato de um momento, não uma previsão.
The Pulse
- A vantagem de Lyra sobre Campos é real, mas frágil — quatro pontos dentro de uma margem de erro de três criam uma corrida que nenhum dos lados pode dar por encerrada.
- A aprovação da governadora sobe para 66%, com metade dos eleitores avaliando sua gestão como ótima ou boa, sinalizando que o desempenho no cargo está convertendo simpatia em intenção de voto.
- A rejeição dos dois candidatos é quase espelhada — 30% para Campos e 29% para Lyra —, o que torna o eleitor indeciso e o voto de rejeição fatores decisivos na reta final.
- Na disputa pelo Senado, Marília Arraes lidera com 18%, mas um em cada cinco eleitores ainda não sabe em quem votar, mantendo o cenário senatorial em aberto.
Em Pernambuco, a disputa pelo governo estadual em 2026 revela um estado dividido, mas inclinado: a governadora Raquel Lyra sustenta uma vantagem estreita sobre João Campos no cenário de segundo turno, enquanto sua aprovação cresce silenciosamente entre os eleitores. A pesquisa Datafolha, ouvida às vésperas de agosto, captura um momento em que a gestão pesa tanto quanto a política — e onde quatro pontos percentuais separam duas visões distintas de futuro para o estado.
A governadora Raquel Lyra lidera o cenário de segundo turno em Pernambuco com 49% das intenções de voto, contra 45% de João Campos, ex-prefeito do Recife. A diferença de quatro pontos percentuais está dentro da margem de erro de três pontos da pesquisa Datafolha, encomendada pela TV Tribuna e realizada entre 28 e 30 de julho com 1.022 eleitores.
No primeiro turno, a vantagem de Lyra é ainda mais expressiva: 48% contra 42% de Campos. Os demais candidatos não ultrapassam 1% cada. A rejeição aos dois nomes principais é praticamente idêntica — 30% para Campos e 29% para Lyra —, o que torna o eleitor em dúvida um fator central na disputa.
A avaliação da gestão estadual de Lyra apresenta trajetória positiva. O percentual de eleitores que considera sua administração ótima ou boa subiu de 45% em maio para 49% agora, enquanto a aprovação geral permanece em 66%. A fatia que avalia como regular recuou de 37% para 29%, embora a avaliação negativa tenha crescido de 16% para 20%.
Para o Senado Federal, Marília Arraes, do PDT, lidera com 18% em ambos os cenários simulados. Humberto Costa, do PT, aparece em segundo, seguido por Mendonça Filho, do PL, com 10%. Um quinto dos eleitores ainda não definiu seu voto para a vaga senatorial. Os números reforçam que, apesar da competitividade, Lyra mantém uma vantagem pequena, mas consistente, na corrida pelo governo de Pernambuco.
A governadora Raquel Lyra segue à frente na corrida pelo segundo turno em Pernambuco. Segundo levantamento do Datafolha divulgado na última sexta-feira, ela reúne 49% das intenções de voto, enquanto João Campos, ex-prefeito do Recife, soma 45%. A margem entre os dois é de quatro pontos percentuais — dentro, portanto, da margem de erro de três pontos que caracteriza a pesquisa. O instituto ouviu 1.022 eleitores entre 28 e 30 de julho, com nível de confiança de 95%. Brancos, nulos e abstenções somam 4%, e 2% ainda não sabem em quem votarão.
O cenário do primeiro turno mostra Lyra ainda mais à frente: ela alcança 48% contra os 42% de Campos. Os demais candidatos — Ivan Moraes, do PSOL, e Camila Falcão, da UP — não ultrapassam 1% cada. A rejeição aos dois principais nomes é relativamente próxima: Campos rejeita 30% dos eleitores, enquanto Lyra é rejeitada por 29%.
A avaliação da gestão de Lyra no governo estadual apresenta movimento positivo. Quarenta e nove por cento dos entrevistados consideram sua administração ótima ou boa — um aumento em relação aos 45% registrados em maio. O percentual de quem avalia como regular caiu de 37% para 29%, enquanto a avaliação ruim ou péssima subiu de 16% para 20%. A aprovação geral do governo permanece estável em 66%, com 30% desaprovando.
Na disputa para o Senado Federal, a pesquisa apresentou dois cenários possíveis. Em ambos, Marília Arraes, do PDT, lidera com 18% das intenções. Humberto Costa, do PT, aparece em segundo lugar, variando entre 15% no primeiro cenário e 14% no segundo. Mendonça Filho, do PL, marca 10% em ambas as simulações. Os demais candidatos ficam abaixo disso, com Miguel Coelho, da União Brasil, em 9%, e Eduardo da Fonte, do PP, em 7%. Um quinto dos eleitores ainda não decide entre branco, nulo ou nenhum voto para o Senado.
O levantamento foi encomendado pela TV Tribuna e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-04519/2026. Os números sugerem que, apesar da competitividade do segundo turno, Lyra mantém uma pequena mas consistente vantagem sobre Campos na reta final da campanha.
Notable Quotes
A governadora Raquel Lyra reúne 49% das intenções de voto, enquanto João Campos soma 45%— Pesquisa Datafolha, julho de 2026