Datafolha: Raquel Lyra lidera com 48% contra João Campos em Pernambuco

Lyra saiu de 38% em abril para 48% agora, invertendo a liderança
A governadora ultrapassou João Campos em pouco mais de um mês, segundo pesquisa Datafolha encomendada pela TV Tribuna.
Mark

Como uma candidata sai de 38% para 48% em seis semanas? Isso é movimento real ou variação dentro da margem de erro?

Mimi

A margem de erro é de três pontos, então parte dessa mudança está dentro do intervalo de confiança. Mas a diferença de dez pontos é tão grande que mesmo descontando a margem, há movimento genuíno acontecendo.

Mark

E o que explica João Campos caindo de 50% para 43%? Ele perdeu apoio ou apenas não cresceu?

Mimi

Ambas as coisas. Ele estava em 50% em abril e agora está em 43%. Isso é perda real. Algo mudou na percepção dos eleitores sobre ele ou sobre Lyra.

Mark

No segundo turno, Lyra fica com 51% e Campos com 44%. Por que a vantagem dela aumenta em um cenário de dois candidatos?

Mimi

Porque em um segundo turno, os votos dispersos — aqueles 2% em Ivan Moraes, os brancos e nulos — precisam ir para algum lugar. Parece que migram mais para Lyra do que para Campos.

Mark

A pesquisa mediu rejeição também. Isso importa tanto quanto intenção de voto?

Mimi

Importa muito. Um candidato pode ter 48% de intenção, mas se 60% das pessoas dizem que não votariam nele de jeito nenhum, há um teto baixo. A rejeição mostra o espaço real de crescimento.

  • Em apenas seis semanas, Lyra saltou de 38% para 48%, enquanto Campos despencou de 50% para 43% — uma virada de 12 pontos que sacudiu o cenário eleitoral pernambucano.
  • A margem de erro de três pontos percentuais não dissolve a inversão: mesmo no limite mais favorável a Campos, Lyra ainda empata ou lidera.
  • No segundo turno simulado, a vantagem de Lyra se aprofunda — 51% contra 44% — sugerindo que sua força eleitoral vai além do primeiro momento de escolha.
  • Candidatos menores como Ivan Moraes (PSOL), com apenas 2%, indicam que a disputa se concentra entre os dois nomes principais, sem espaço para terceira via relevante.
  • O Datafolha também mediu rejeição, abrindo uma camada de análise que pode revelar vulnerabilidades ocultas nos números de intenção de voto de ambos os líderes.

Em Pernambuco, o mapa eleitoral se redesenhou em questão de semanas: a governadora Raquel Lyra, que em abril ocupava posição de desvantagem, surge agora à frente nas pesquisas, enquanto João Campos recua de uma liderança que parecia consolidada. O Datafolha, ouvindo mais de mil eleitores no final de maio, registra não apenas uma inversão de números, mas o sinal de que preferências políticas — mesmo as aparentemente estáveis — permanecem sujeitas à fluidez do tempo e das circunstâncias.

A corrida pelo governo de Pernambuco passou por uma reviravolta expressiva em pouco mais de um mês. A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira coloca a governadora Raquel Lyra (PSD) à frente com 48% das intenções de voto, contra 43% do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB). Em abril, a situação era oposta: Campos liderava com 50% e Lyra marcava apenas 38%.

O levantamento ouviu 1.022 eleitores entre 25 e 27 de maio, com margem de erro de três pontos e nível de confiança de 95%. Os demais candidatos ficam muito distantes — Ivan Moraes (PSOL) aparece com 2%, e o restante se divide entre brancos, nulos e indecisos.

A projeção de segundo turno aprofunda o favoritismo de Lyra: ela chegaria a 51% contra 44% de Campos. A pesquisa, encomendada pela TV Tribuna e registrada no TSE, também investigou a rejeição aos candidatos — um dado que pode revelar fragilidades além dos números de intenção.

O que se vê em Pernambuco é um eleitorado em movimento. A margem de 12 pontos que Campos detinha há seis semanas não apenas evaporou como se inverteu. O que acontecerá até o pleito de 2026 permanece incerto, mas o retrato atual é substancialmente diferente do que existia há pouco mais de um mês.

A disputa pelo governo de Pernambuco virou de cabeça para baixo em pouco mais de um mês. Uma pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira mostra a governadora Raquel Lyra (PSD) à frente com 48% das intenções de voto, enquanto o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) aparece em segundo lugar com 43%. A mudança é drástica: em abril, Campos liderava com 50% e Lyra tinha apenas 38%.

O levantamento ouviu 1.022 eleitores entre 25 e 27 de maio, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. Isso significa que Lyra oscila entre 45% e 51%, enquanto Campos varia entre 40% e 46%. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Os demais candidatos ficam bem atrás: Ivan Moraes (PSOL) aparece com apenas 2%, enquanto 4% dos entrevistados responderam branco, nulo ou nenhum, e 2% não souberam ou não responderam.

O cenário fica ainda mais favorável a Lyra quando se projeta um possível segundo turno. Nesse cenário, ela amplia a vantagem para 51% contra 44% de Campos. Brancos e nulos somam 4%, e 1% não soube ou não respondeu. A pesquisa foi encomendada pela TV Tribuna e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código PE-07888/2026.

A inversão de posições em tão pouco tempo reflete uma dinâmica eleitoral em movimento. Há apenas seis semanas, Campos tinha uma margem confortável de 12 pontos percentuais. Agora, Lyra não apenas o ultrapassou como abriu uma margem de cinco pontos que, considerando a margem de erro, pode ser ainda maior. O instituto Datafolha também avaliou o potencial de rejeição aos candidatos, perguntando em qual nome o eleitor não votaria — um indicador que pode revelar vulnerabilidades além dos números brutos de intenção de voto.

Este é o retrato de um estado em transição política, onde as preferências dos eleitores pernambucanos se reorganizaram significativamente em poucas semanas. O que acontecerá entre agora e o pleito de 2026 permanece em aberto, mas o cenário que se desenha é substancialmente diferente daquele que existia há pouco mais de um mês.

Em quem você votaria para governador de Pernambuco?
— Pergunta feita pelo Datafolha aos 1.022 eleitores entrevistados
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