Datafolha: Raquel Lyra e João Campos em empate técnico em Pernambuco

Empate técnico que apaga a vantagem nominal
A margem de erro de três pontos percentuais torna a liderança de Lyra estatisticamente indistinguível da posição de Campos.
Mark

Por que um empate técnico importa se a governadora está à frente nos números?

Mimi

Porque a margem de erro de três pontos apaga essa vantagem. Se Lyra tem 48% e a margem é de três pontos, ela pode estar entre 45% e 51%. Campos, com 42%, pode estar entre 39% e 45%. Esses intervalos se sobrepõem completamente. Numericamente ela lidera, mas estatisticamente não há certeza.

Mark

E o recuo de Campos de 43% para 42% — significa que ele está perdendo apoio?

Mimi

Pode significar, ou pode ser apenas variação natural dentro da margem de erro. Um ponto percentual é praticamente nada em uma pesquisa assim. O que importa mais é que ele não cresceu, enquanto Lyra se mantém estável.

Mark

No segundo turno, a distância aumenta um pouco — 49% contra 45%. Isso muda a análise?

Mimi

Muda, mas não muito. Continua dentro da margem de erro. O que é interessante é que ambos ganham votos em um segundo turno hipotético. Isso sugere que há eleitores indecisos que se decidem quando a escolha fica binária.

Mark

Quem são os eleitores que ainda não sabem?

Mimi

Dois por cento na pesquisa estimulada. Não é um número grande, mas em uma eleição apertada, até 2% pode fazer diferença. Mais relevante é o voto em branco ou nulo — 5% — que pode representar rejeição ou desinteresse.

Mark

A pesquisa foi feita em três dias. Isso é tempo suficiente para capturar a realidade?

Mimi

Três dias é padrão para pesquisas nacionais. Com 1.022 entrevistados distribuídos em Pernambuco, é uma amostra razoável. O que importa é que o registro no TSE garante que a metodologia foi verificada.

  • Com 48% contra 42%, Lyra lidera nominalmente, mas a margem de erro de três pontos transforma essa vantagem em empate técnico — a corrida permanece sem dono.
  • Campos recuou um ponto desde maio, sinalizando uma leve perda de tração em um momento em que precisaria avançar para consolidar sua candidatura.
  • No cenário de segundo turno, Lyra cai de 51% para 49% enquanto Campos sobe apenas um ponto, sugerindo que o eleitorado ainda não se moveu de forma decisiva em nenhuma direção.
  • O crescimento do voto branco, nulo e da recusa — agora em 5% — indica um eleitorado que ainda não se convenceu de nenhum dos dois nomes principais.
  • Com a campanha ativa e mais de três meses pela frente, os bastidores políticos reconhecem que qualquer movimento de aliança ou debate pode reconfigurar completamente o quadro.

A menos de quatro meses das eleições estaduais, Pernambuco vive uma disputa que os números se recusam a resolver: a governadora Raquel Lyra e o ex-prefeito João Campos seguem separados por uma margem que a estatística considera inexistente. O Datafolha, ao ouvir mais de mil eleitores pernambucanos no final de julho, revelou não um líder, mas um equilíbrio — sinal de que o destino do estado ainda pertence ao tempo e à campanha, não às pesquisas.

A disputa pelo governo de Pernambuco segue sem um favorito claro. A pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira mostra Raquel Lyra, do PSD, com 48% das intenções de voto na pesquisa estimulada, e João Campos, do PSB, com 42% — uma diferença de seis pontos que desaparece dentro da margem de erro de três pontos percentuais. O levantamento ouviu 1.022 eleitores entre 28 e 30 de julho e está registrado no TSE.

Campos recuou um ponto em relação à medição de maio, quando marcava 43%. Os demais candidatos permanecem em posição marginal: Ivan Moraes, do PSOL, e Camila Falcão, da Unidade Popular pelo Socialismo, aparecem com 1% cada. O voto branco, nulo ou a recusa em escolher somaram 5%, um ponto a mais do que na pesquisa anterior.

No cenário hipotético de segundo turno, o quadro se repete: Lyra registra 49% e Campos, 45%. Em maio, a governadora tinha 51% nesse cenário — uma queda de dois pontos — enquanto Campos avançou apenas um. A distância segue dentro da margem de erro, e 5% dos eleitores optariam pelo voto branco ou nulo mesmo nessa disputa direta.

O resultado retrata um eleitorado ainda indeciso a pouco mais de três meses das eleições. A vantagem nominal de Lyra existe, mas é frágil o suficiente para que a campanha das próximas semanas possa alterar completamente o cenário.

A disputa pelo governo de Pernambuco segue indefinida. Uma pesquisa do Datafolha divulgada na última sexta-feira mostra a governadora Raquel Lyra e o ex-prefeito do Recife João Campos em posição praticamente idêntica, separados por apenas seis pontos percentuais — uma diferença que desaparece dentro da margem de erro.

Lyra, do PSD, mantém 48% das intenções de voto na chamada pesquisa estimulada, aquela em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados. Campos, pelo PSB, recuou um ponto desde a última medição em maio, passando de 43% para 42%. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com 95% de confiança — o que significa que tecnicamente os dois estão empatados. O levantamento ouviu 1.022 eleitores pernambucanos entre 28 e 30 de julho e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números PE-04519/2026 e BR-07601/2026.

Os demais candidatos ocupam posições marginais na corrida. Ivan Moraes, ex-vereador do Recife pelo PSOL, aparece com 1% das intenções — uma queda em relação aos 2% registrados em maio. Camila Falcão, candidata pela Unidade Popular pelo Socialismo, também marca 1%. O voto em branco, nulo ou a recusa em escolher qualquer candidato somaram 5% desta vez, um aumento de um ponto percentual comparado à pesquisa anterior. Dois por cento dos entrevistados disseram não saber em quem votariam, mantendo o mesmo patamar de maio.

O cenário de um possível segundo turno entre Lyra e Campos também revela um quadro de indefinição. A governadora registra 49% das intenções de voto nesse cenário, enquanto Campos marca 45%. Em maio, quando a mesma pergunta foi feita, Lyra tinha 51% e Campos 44%. Embora a governadora tenha perdido dois pontos, Campos ganhou apenas um, mantendo a distância dentro da margem de erro. Cinco por cento dos eleitores disseram que votariam em branco ou nulo nessa hipótese, enquanto 2% não souberam responder — um aumento de um ponto percentual em relação à pesquisa anterior.

O resultado reflete um eleitorado pernambucano ainda indeciso a pouco mais de três meses das eleições. Embora Lyra mantenha uma pequena vantagem nominal em ambos os cenários, a proximidade dos números sugere que a campanha ainda tem espaço para movimentações significativas. A pesquisa foi realizada em um momento de campanha ativa, e as próximas semanas podem trazer mudanças no posicionamento dos candidatos.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob os números PE-04519/2026 e BR-07601/2026
— Datafolha/Tribunal Superior Eleitoral
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