Com as campanhas presidenciais brasileiras de 2026 oficialmente iniciadas, o Datafolha apresentou seu primeiro retrato do eleitorado — um momento em que a democracia começa a tomar forma nas intenções de milhões de pessoas. A pesquisa, realizada entre 18 e 20 de agosto com 2.058 entrevistados, estabelece uma linha de base a partir da qual o país poderá observar como vontades, alianças e incertezas jurídicas moldarão a corrida ao Palácio do Planalto. Entre os 13 candidatos mapeados, a sombra de Pablo Marçal — inelegível por condenação eleitoral, mas ainda sem decisão final do TSE — lembra que n
Datafolha: primeira pesquisa após início das campanhas para a Presidência
Marçal opera sob restrições significativas enquanto aguarda julgamento
Por que essa primeira pesquisa após o início das campanhas é tão importante?
Porque agora os candidatos estão realmente na rua, gastando recursos, fazendo campanha. Os números que saem hoje não são especulativos — refletem o que as pessoas estão vendo e pensando neste momento específico.
E quanto a Pablo Marçal? Como ele aparece numa pesquisa se está proibido de fazer propaganda?
Essa é a questão. Ele está na pesquisa porque pediu registro no prazo, mas não pode fazer campanha normalmente. É uma situação estranha — o eleitor pode conhecê-lo por antes, mas ele não consegue ampliar sua base da forma que os outros conseguem.
O TSE ainda vai decidir se ele pode concorrer?
Sim. Até lá, ele fica nessa zona cinzenta. Dependendo da decisão, a corrida muda completamente. Se for barrado, seus votos potenciais se redistribuem. Se for liberado, ele volta com força.
Qual é a confiabilidade desses números?
A margem de erro é de dois pontos percentuais com 95% de confiança. Significa que se a pesquisa diz que alguém tem 30%, na verdade pode estar entre 28% e 32%. É sólido, mas não é certeza absoluta.
E os 13 candidatos — todos têm chance real?
Todos estão registrados e na pesquisa. Mas nem todos têm viabilidade real. Alguns estão ali mais por direito de participação do que por perspectiva concreta de vitória.
The Pulse
- A largada oficial das campanhas exige um primeiro mapa: o Datafolha responde com uma pesquisa de abrangência nacional, ouvindo 2.058 eleitores com margem de erro de dois pontos percentuais.
- Pablo Marçal (PRTB) concentra a principal tensão do momento — condenado eleitoralmente e proibido de fazer propaganda na TV, participar de debates e usar dinheiro público, ele permanece num limbo jurídico que pode redesenhar a disputa.
- O TSE ainda não proferiu sua palavra final sobre a elegibilidade de Marçal, mantendo candidatos, estrategistas e eleitores em compasso de espera sobre quem, de fato, estará na corrida.
- Os números divulgados agora funcionam como ponto zero: serão o parâmetro contra o qual cada oscilação, avanço ou colapso de candidatura será medido nos meses seguintes.
Com as campanhas presidenciais brasileiras de 2026 oficialmente iniciadas, o Datafolha apresentou seu primeiro retrato do eleitorado — um momento em que a democracia começa a tomar forma nas intenções de milhões de pessoas. A pesquisa, realizada entre 18 e 20 de agosto com 2.058 entrevistados, estabelece uma linha de base a partir da qual o país poderá observar como vontades, alianças e incertezas jurídicas moldarão a corrida ao Palácio do Planalto. Entre os 13 candidatos mapeados, a sombra de Pablo Marçal — inelegível por condenação eleitoral, mas ainda sem decisão final do TSE — lembra que nem todo campo de batalha está completamente definido.
Na sexta-feira, o Datafolha divulgou seu primeiro levantamento presidencial desde a abertura oficial das campanhas. Encomendada pela Globo e pela Folha de S.Paulo, a pesquisa ouviu 2.058 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 18 e 20 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no TSE sob o código BR-04496/2026.
Foram incluídos no levantamento os 13 candidatos que protocolaram pedido de registro dentro do prazo legal. Um deles, Pablo Marçal, do PRTB, carrega uma situação jurídica delicada: uma condenação eleitoral o torna inelegível, mas o TSE ainda não emitiu sua decisão definitiva. Na semana anterior à divulgação da pesquisa, o tribunal já havia proibido Marçal de veicular propaganda na televisão, participar de debates e utilizar recursos públicos — restrições que permanecem até o julgamento final.
O momento da pesquisa tem peso simbólico e prático. Com a maioria dos candidatos já em campo, o Datafolha fixa uma linha de base a partir da qual será possível acompanhar a evolução das intenções de voto. Os números de agora servirão de referência para medir avanços, recuos e surpresas ao longo dos meses que antecedem a eleição. A variável Marçal, ainda pendente de resolução no TSE, permanece como um fator capaz de alterar tanto a distribuição de votos quanto as estratégias dos demais concorrentes.
Na sexta-feira, o Datafolha apresentou seu primeiro levantamento desde que as campanhas presidenciais saíram do papel. A pesquisa, encomendada pela Globo e pela Folha de S.Paulo, ouviu 2.058 pessoas com idade a partir de 16 anos entre 18 e 20 de agosto. Com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%, o estudo traz o registro BR-04496/2026 no Tribunal Superior Eleitoral.
O levantamento incluiu os 13 candidatos que protocolaram pedido de registro dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral. Entre eles está Pablo Marçal, do PRTB, cuja situação permanece envolta em incerteza jurídica. Marçal enfrenta uma condenação na Justiça Eleitoral que o torna inelegível, mas o TSE ainda precisa proferir sua decisão final sobre se ele poderá de fato concorrer ao cargo.
Enquanto aguarda o julgamento definitivo, Marçal opera sob restrições significativas. Na semana anterior à divulgação da pesquisa, o tribunal proibiu o candidato de fazer propaganda televisiva, participar de debates e utilizar recursos públicos em sua campanha. Essas limitações permanecem em vigor até que haja uma resolução conclusiva sobre sua elegibilidade.
O timing desta primeira pesquisa marca um ponto de referência importante. Com as campanhas oficialmente em andamento e a maioria dos candidatos já em campo, o Datafolha estabelece uma linha de base para acompanhar como as intenções de voto evoluem nos meses que antecedem a eleição. Os números que saem agora servirão como parâmetro para medir movimentações, consolidações e possíveis surpresas ao longo do processo eleitoral.
O cenário que se desenha é de disputa aberta, com a questão de Marçal pendente como uma variável que pode alterar a dinâmica da corrida. Dependendo de como o TSE decidir, o campo de candidatos pode sofrer mudanças significativas, afetando tanto a distribuição de votos quanto a estratégia dos demais concorrentes.
Notable Quotes
O TSE ainda vai julgar se Marçal pode concorrer— Situação jurídica do candidato do PRTB