Em Pernambuco, a corrida por duas cadeiras no Senado revela um eleitorado ainda em formação: quatro candidatos de espectros políticos distintos se encontram estatisticamente empatados, enquanto quase um terço dos eleitores permanece indeciso ou avesso a todos os nomes. A pesquisa Datafolha, divulgada em agosto de 2026, não aponta vencedores — aponta, antes, a fluidez de um momento em que tudo ainda está por se definir.
Datafolha: Marília Arraes lidera com 15% na disputa pelo Senado em PE
Qualquer um dos quatro primeiros pode ganhar
Por que essa pesquisa importa se todos estão tão próximos uns dos outros?
Porque mostra que não há um candidato consolidado. Qualquer um dos quatro primeiros pode ganhar, dependendo de como o eleitor se move nos próximos meses.
E esses 20% de votos em branco ou nulo — isso é muito?
É bastante. Significa que um quinto do eleitorado ainda não se identificou com nenhum candidato. Isso é espaço em disputa.
Humberto Costa já foi eleito antes. Isso não deveria lhe dar vantagem?
Deveria, mas a pesquisa mostra que estar no cargo não garante reeleição automática. Ele está apenas um ponto atrás de Arraes, dentro da margem de erro.
E os candidatos menores — aqueles com 1% ou 2% — têm alguma chance real?
Estatisticamente, não. Mas em uma disputa tão fragmentada, tudo pode mudar com mobilização ou cobertura de mídia.
O que os 12% de indecisos podem fazer?
Tudo. Eles são o voto que ninguém tem ainda. Quem conseguir convencê-los pode mudar o resultado final.
Le Pouls
- Marília Arraes lidera com 15%, mas a margem de erro de três pontos coloca Humberto Costa, Mendonça Filho e Eduardo da Fonte em igualdade estatística real.
- A disputa por apenas duas vagas concentra quatro candidatos competitivos de partidos que vão do PT ao PL, tornando qualquer aliança ou movimento de campanha potencialmente decisivo.
- Com 20% de votos em branco ou nulo e 12% de indecisos, quase um terço do eleitorado ainda não pertence a ninguém — e pode reconfigurar completamente o quadro.
- O resultado final permanece radicalmente aberto: qualquer oscilação nos próximos meses pode inverter posições e mudar os nomes que chegarão ao Senado.
Em Pernambuco, a corrida por duas cadeiras no Senado revela um eleitorado ainda em formação: quatro candidatos de espectros políticos distintos se encontram estatisticamente empatados, enquanto quase um terço dos eleitores permanece indeciso ou avesso a todos os nomes. A pesquisa Datafolha, divulgada em agosto de 2026, não aponta vencedores — aponta, antes, a fluidez de um momento em que tudo ainda está por se definir.
A disputa pelas duas vagas ao Senado de Pernambuco está longe de ter um favorito claro. Pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira mostra Marília Arraes, do PDT, à frente com 15% das intenções de voto — mas a liderança é apenas formal. Humberto Costa, do PT, que tenta um segundo mandato, aparece com 14%; Mendonça Filho, do PL, marca 12%; e Eduardo da Fonte, do PP, registra 11%. Todos dentro da margem de erro de três pontos percentuais, o que significa, na prática, um empate técnico quádruplo.
Mais abaixo no levantamento, Túlio Gadêlha, do PSD, tem 5%, tecnicamente empatado com Fonte. Os demais candidatos somam pontuações modestas, entre 1% e 2%, sem perspectiva imediata de competitividade.
O que torna o cenário ainda mais imprevisível é o peso do voto indefinido: 20% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, e outros 12% ainda não haviam decidido. Juntos, esses grupos representam quase um terço do eleitorado pernambucano — uma reserva enorme capaz de alterar completamente a ordem de chegada.
A pesquisa foi encomendada pela Globo e pela Folha de S. Paulo, ouviu 1.024 pessoas em todas as regiões do estado entre 18 e 21 de agosto, e está registrada na Justiça Eleitoral sob o código PE-01528/2026. Com tantos candidatos competitivos e tanto eleitorado ainda em aberto, Pernambuco segue como uma das disputas senatoriais mais incertas do país.
A disputa por uma das duas vagas ao Senado em Pernambuco segue aberta e imprevisível. Uma pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira mostra Marília Arraes, do PDT, à frente com 15% das intenções de voto — mas a margem é tão estreita que praticamente qualquer um dos três candidatos que a seguem poderia ocupar aquela cadeira.
A ex-deputada federal Arraes lidera, mas apenas tecnicamente. Humberto Costa, do PT, que busca um segundo mandato no Senado, vem logo atrás com 14%. Mendonça Filho, do PL, marca 12%, e Eduardo da Fonte, do PP, fica em 11%. Todos esses quatro nomes estão dentro da margem de erro de três pontos percentuais — o que significa que, do ponto de vista estatístico, qualquer um deles poderia estar na frente ou atrás de qualquer outro.
O cenário se complica ainda mais quando se considera o tamanho do voto indeciso e dos votos em branco ou nulo. Túlio Gadêlha, do PSD, aparece com 5%, tecnicamente empatado com Fonte. Mais abaixo, Carlos Sant'anna, do Novo, e Pastor Gilvan Costa, do Democrata, têm 2% cada. Samuel Timoteo, da UP, Mariano Macedo, do PSTU, e Paulo Rubem Santiago, da Rede, marcam 1% cada. Mailson Neto, do PCO, e Goret Bitu, também da UP, não registraram pontos percentuais.
O que torna a disputa ainda mais incerta é que um quinto dos eleitores consultados — 20% — disse que pretende votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos. Outros 12% ainda não haviam decidido seu voto no momento da pesquisa. Somados, esses dois grupos representam quase um terço do eleitorado, o que deixa a corrida completamente aberta para mudanças.
A pesquisa foi encomendada pela Globo e pela Folha de S. Paulo e ouviu 1.024 pessoas em todas as regiões de Pernambuco entre 18 e 21 de agosto. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o código PE-01528/2026. Com tantos candidatos competitivos e uma margem de erro que abrange praticamente todos os nomes na frente, o resultado final em Pernambuco permanece em aberto — qualquer movimento nos próximos meses pode reconfigurar completamente a disputa pelas duas vagas.
Citations marquantes
A pesquisa foi encomendada pela Globo e pela Folha de S. Paulo e ouviu 1.024 pessoas em todas as regiões de Pernambuco entre 18 e 21 de agosto— Datafolha