Datafolha: Lula tem 45% e Flávio Bolsonaro, 40% no primeiro turno

Cinco pontos de vantagem, mas insuficiente para vencer no domingo
Lula lidera com 45% dos votos válidos, mas precisa de mais de 50% para evitar segundo turno.
Mark

Como se lê essa vantagem de cinco pontos de Lula no primeiro turno? É suficiente para ele vencer no domingo?

Mimi

Não. Lula precisa de mais de 50% dos votos válidos para vencer na primeira rodada. Com 45%, ele fica bem abaixo disso. A vantagem sobre Flávio Bolsonaro é real, mas insuficiente para evitar um segundo turno.

Luke

E qual é a margem de erro dessa pesquisa? Cinco pontos é uma diferença confortável ou está perto do limite de incerteza?

Mimi

A pesquisa não especifica a margem de erro no texto disponível, mas quando você vê o segundo turno — onde Lula tem 48% e Flávio tem 45% — o Datafolha mesmo classifica como empate técnico. Isso sugere que a margem é de pelo menos três pontos.

Mark

Então no segundo turno os dois estão realmente empatados?

Mimi

Tecnicamente sim, dentro da margem de erro. Mas Lula oscilou de 47% para 48% em uma semana, enquanto Flávio mantém 45%. Há uma tendência, mas ela é pequena.

Luke

E os outros candidatos? Algum deles tem chance de surpreender?

Mimi

Augusto Cury está em terceiro com 4%, Caiado e Renan Santos com 3% cada. Nenhum chega perto de 5%, então a dinâmica real é entre Lula e Flávio.

Mark

O que explica a movimentação do governo na reta final — a proibição das bets e o aumento do Bolsa Família?

Mimi

São sinais de que o governo vê a disputa como apertada. Mas há um detalhe: o novo valor do Bolsa Família só chega aos beneficiários depois do primeiro turno, o que levanta questões sobre o timing político.

Luke

Isso é especulação sobre intenção, não é? O que sabemos é que as duas medidas foram tomadas e que o pagamento é posterior. O motivo é interpretação.

Mimi

Justo. O fato é que ambas as ações ocorreram na reta final, e uma delas terá impacto após a votação.

Mark

E essa história de Nossa Senhora Aparecida?

Mimi

Uma informação falsa circulou dizendo que Flávio retiraria o título de padroeira do Brasil. Ele respondeu usando a imagem da santa em campanha de rua. É um exemplo de como símbolos religiosos viraram arena de disputa.

Luke

Mas quem espalhou a informação falsa? Isso importa para entender se foi uma tática de campanha ou desinformação orgânica.

Mimi

O texto não especifica a origem. Sabemos que circulou e que Flávio respondeu, mas a fonte não está clara.

  • Lula tem vantagem de cinco pontos no primeiro turno, mas está longe dos 50% necessários para encerrar a disputa no domingo.
  • No segundo turno simulado, a diferença cai para três pontos — dentro da margem de erro — transformando a liderança em empate técnico.
  • O governo acelerou medidas de impacto social na reta final: proibiu apostas esportivas e anunciou reajuste de 15% no Bolsa Família, mas o pagamento só chega após o primeiro turno, alimentando acusações de manobra eleitoral.
  • Flávio Bolsonaro enfrenta uma desinformação religiosa sobre Nossa Senhora Aparecida e silencia diante de alegações publicadas pelo PlatôBR sobre festas com garotas de programa e lobby no STF.
  • A campanha chega ao fim com símbolos religiosos, escândalos não respondidos e medidas provisórias moldando o clima do último fim de semana antes das urnas.

A três dias do primeiro turno, o Brasil se aproxima de uma escolha que ainda não está decidida: o presidente Lula lidera com 45% dos votos válidos, mas a lei exige mais da metade para evitar o segundo turno — e lá, os dois candidatos chegam empatados dentro da margem de erro. É o retrato de uma nação dividida, onde pesquisas medem números mas não resolvem tensões.

A três dias do primeiro turno, o Datafolha coloca Lula com 45% dos votos válidos contra 40% de Flávio Bolsonaro — uma vantagem real, mas insuficiente para vencer na primeira rodada, que exige mais de 50%. A pesquisa, encomendada pela Folha de S.Paulo e TV Globo, ouviu 2.506 eleitores e foi registrada no TSE.

Considerando brancos e nulos, Lula aparece com 42% e Flávio com 38%. Os demais candidatos permanecem distantes: Augusto Cury lidera o grupo com 4%, seguido por Caiado e Renan Santos com 3% cada. No cenário de segundo turno, a disputa se aperta: Lula tem 48% e Flávio 45%, diferença dentro da margem de erro que o instituto classifica como empate técnico.

Na reta final, o governo Lula apostou em duas medidas de peso: uma medida provisória proibindo apostas esportivas e um reajuste de 15% no Bolsa Família — cujo pagamento, porém, só chegará aos beneficiários depois do primeiro turno, gerando críticas sobre o timing da decisão.

A campanha também foi tomada por disputas simbólicas. Uma informação falsa afirmava que Flávio Bolsonaro retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil; o senador respondeu incorporando a imagem da santa em suas atividades de rua. Ao mesmo tempo, o candidato mantém silêncio sobre mensagens divulgadas pelo PlatôBR, atribuídas a um ex-sócio, que relatam festas com garotas de programa, recebimento de presentes e lobby junto ao STF. A campanha segue para seu desfecho com perguntas ainda sem resposta.

A três dias do primeiro turno, uma pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente na disputa presidencial com 45% dos votos válidos, enquanto o senador Flávio Bolsonaro, do PL de Rio de Janeiro, marca 40%. A vantagem de cinco pontos, porém, não garante vitória na primeira rodada — a legislação eleitoral exige mais de 50% dos votos válidos para que um candidato vença sem ir a segundo turno. O levantamento, encomendado pela Folha de S.Paulo e TV Globo, entrevistou 2.506 eleitores entre terça e quinta-feira e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08039/2026.

Quando se considera o total de votos, incluindo brancos e nulos, Lula aparece com 42% e Flávio Bolsonaro com 38%. Os números refletem uma ligeira evolução em relação à semana anterior, quando Lula tinha 43% dos votos válidos e Flávio Bolsonaro 39%. Outros candidatos permanecem longe do patamar de 5%: Augusto Cury, do Avante, aparece em terceiro lugar com 4% dos votos válidos; Ronaldo Caiado, do PSD, e Renan Santos, da Missão, somam 3% cada um. Romeu Zema, do Novo, Samara Martins, da UP, e Veterinário Wilson Grassi, do Democrata, marcam 1% cada. Os demais nomes testados não pontuaram.

No cenário de segundo turno, a disputa se aperta. Lula registra 48% das intenções de voto contra 45% de Flávio Bolsonaro. Como essa diferença de três pontos está dentro da margem de erro do levantamento, o instituto classifica o resultado como empate técnico. Uma semana antes, Lula já tinha 47% nesse cenário, enquanto Flávio Bolsonaro mantinha os mesmos 45%.

Na reta final de campanha, o governo Lula movimentou-se com duas ações de impacto político. Uma medida provisória proibiu as apostas esportivas no país, tema que mobiliza setores da população. Simultaneamente, o Bolsa Família foi reajustado em 15%, mas o pagamento com o novo valor só chegará aos beneficiários após o primeiro turno, marcado para domingo. A decisão de timing gerou críticas de que a medida buscava impacto eleitoral sem beneficiar imediatamente os eleitores.

A campanha também foi marcada por disputas simbólicas nas redes sociais. Uma informação falsa circulou afirmando que Flávio Bolsonaro retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. O senador respondeu incorporando a imagem da santa em suas atividades de rua, transformando a questão religiosa em elemento de campanha.

Flávio Bolsonaro ainda não se pronunciou sobre mensagens divulgadas pelo site PlatôBR e atribuídas a um ex-sócio. Segundo o material, o senador teria combinado festas com garotas de programa, recebido presentes e feito lobby junto ao Supremo Tribunal Federal. O candidato mantém silêncio sobre as alegações enquanto a campanha segue para seu desfecho.

A vantagem de cinco pontos não assegura vitória na primeira rodada, que exige mais de 50% dos votos válidos
— Datafolha
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