Datafolha: Lula tem 42% e Flávio Bolsonaro 38% no 1º turno

Quatro pontos de diferença, mas tecnicamente um empate
A vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro situa-se no limite exato da margem de erro da pesquisa Datafolha.
Mark

A margem de quatro pontos entre Lula e Flávio Bolsonaro parece confortável, mas você disse que está dentro da margem de erro. O que isso significa na prática?

Mimi

Significa que, estatisticamente, os dois poderiam estar empatados. Se a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, Lula poderia estar em 40% e Flávio em 40% também, ou Lula em 44% e Flávio em 42%. A diferença de quatro pontos é real nos dados coletados, mas não é grande o suficiente para descartar a possibilidade de um empate verdadeiro.

Luke

Mas é importante notar que em sete dias, de 24 de setembro para 1º de outubro, ambos cresceram dois pontos. Isso sugere movimento no eleitorado, não estabilidade. A questão é: para onde vai esse movimento nos próximos três dias?

Mark

E quanto aos cenários de segundo turno? Lula vence em todos eles?

Mimi

Sim, em todos os quatro cenários testados. Contra Flávio, Lula tem 48% a 45%. Contra Caiado, 48% a 42%. Contra Zema, 49% a 40%. Contra Renan Santos, 48% a 39%. A maior vantagem é contra Zema.

Luke

Mas há um detalhe: esses cenários de segundo turno são hipotéticos. Eles testam como o eleitorado responderia se aquele fosse o confronto, mas não sabemos se Flávio Bolsonaro chegará ao segundo turno. Augusto Cury está com 4%, Caiado com 3%, Zema com 1%. O primeiro turno ainda é aberto.

Mark

Quantas pessoas foram ouvidas nessa pesquisa?

Mimi

2.506 pessoas, entre 28 de setembro e 1º de outubro. A pesquisa foi contratada pela Globo e pela Folha de S. Paulo e está registrada no TSE.

Luke

O tamanho da amostra é padrão para pesquisas nacionais. O que importa é que a margem de erro de dois pontos é calculada sobre essa amostra, então qualquer diferença menor que isso não pode ser considerada significativa estatisticamente.

  • A diferença de apenas quatro pontos entre Lula e Flávio Bolsonaro está exatamente no limite da margem de erro, tornando o primeiro turno tecnicamente imprevisível.
  • Ambos os candidatos avançaram dois pontos em relação à pesquisa de 24 de setembro, sinalizando uma corrida que se aquece nas vésperas do pleito.
  • O campo fora do duelo principal permanece fragmentado, com nenhum terceiro candidato ultrapassando 4%, o que concentra a tensão nos dois líderes.
  • Nos cenários de segundo turno, Lula vence todos os adversários testados, com folga maior contra Romeu Zema — 49% a 40% —, sugerindo uma base eleitoral mais sólida além do primeiro turno.
  • Com 5% de brancos e nulos e 2% de indecisos, uma fatia ainda indefinida do eleitorado pode determinar o desfecho nos próximos três dias.

A três dias das urnas, o Brasil se encontra diante de uma disputa que os números traduzem com precisão incerta: Lula lidera com 42% contra 38% de Flávio Bolsonaro, uma diferença que a margem de erro transforma em empate estatístico. O Datafolha, ouvindo mais de dois mil eleitores entre 28 de setembro e 1º de outubro, captura um eleitorado ainda em movimento — ambos os principais candidatos cresceram dois pontos desde a semana anterior. É o retrato de uma democracia em seu momento mais íntimo de deliberação, quando a aritmética e a convicção ainda disputam o mesmo espaço.

A três dias do primeiro turno das eleições de 2026, o Datafolha divulgou nesta quinta-feira sua última grande sondagem antes das urnas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 42% das intenções de voto, quatro pontos à frente de Flávio Bolsonaro, do PL, que marca 38%. A diferença, porém, está exatamente no limite da margem de erro de dois pontos — o que configura, tecnicamente, um empate estatístico.

Em relação à rodada anterior, de 24 de setembro, os dois líderes avançaram na mesma proporção: Lula subiu de 40% para 42%, e Flávio Bolsonaro foi de 36% para 38%. A dinâmica de vantagem do presidente se mantém, mas com ambos em trajetória ascendente. A pesquisa, contratada pela Globo e pela Folha de S. Paulo, ouviu 2.506 pessoas e está registrada no TSE sob o código BR-08039/2026.

No restante do campo, Augusto Cury aparece com 4%, Ronaldo Caiado e Renan Santos marcam 3% cada, enquanto Romeu Zema, Samara Martins e Wilson Grassi somam 1% cada. Cinco candidatos não pontuaram. Brancos, nulos e nenhum somam 5%, e 2% ainda se declaram indecisos.

Nos cenários de segundo turno, Lula vence todos os adversários testados. Contra Flávio Bolsonaro, o placar seria 48% a 45%. Contra Caiado, 48% a 42%. A maior margem aparece no confronto com Zema: 49% a 40%. O quadro geral aponta para um presidente com vantagem consistente, mas com o primeiro turno apertado o suficiente para manter a incerteza até o momento final do voto.

A três dias do primeiro turno das eleições de 2026, o instituto Datafolha divulgou nesta quinta-feira seus números mais recentes, mostrando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 42% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro, do PL, aparece com 38%. A diferença de quatro pontos percentuais entre os dois principais candidatos situa-se exatamente no limite da margem de erro da pesquisa — dois pontos para mais ou para menos — o que tecnicamente configura um empate estatístico.

Em relação à rodada anterior, divulgada uma semana antes em 24 de setembro, Lula avançou dois pontos percentuais (estava em 40%), enquanto Flávio Bolsonaro também ganhou dois pontos (vinha de 36%). A trajetória dos dois principais candidatos mantém a mesma dinâmica de vantagem do presidente, mas com ambos em movimento ascendente nas vésperas do pleito. O instituto ouviu 2.506 pessoas entre 28 de setembro e 1º de outubro. A pesquisa, contratada pela Globo e pela Folha de S. Paulo, está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-08039/2026.

No restante do campo, o escritor Augusto Cury, do Avante, aparece com 4% — uma queda de um ponto em relação à pesquisa anterior. Ronaldo Caiado, do PSD, marca 3%, também em queda de um ponto. Renan Santos, da Missão, fica nos mesmos 3%. Romeu Zema, do Novo, e Samara Martins, da UP, aparecem com 1% cada. O veterinário Wilson Grassi, do Democrata, também marca 1%, com um ponto de crescimento. Cinco candidatos — Edmilson Costa (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO), Leonardo Avalanche (PRTB), Clariana Barão (DC) e Hertz Dias (PSTU) — não pontuaram. Votos em branco, nulo ou nenhum somam 5%, enquanto 2% dos entrevistados ainda se declaravam indecisos.

O Datafolha também testou cenários de segundo turno. Num confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente venceria com 48% contra 45%, deixando 6% em branco ou nulo e 1% indeciso. Contra Ronaldo Caiado, Lula também sairia vitorioso com 48% a 42%, com 9% em branco ou nulo e 1% indeciso. No cenário contra Romeu Zema, o presidente teria sua maior margem, chegando a 49% contra 40% do candidato do Novo, com 9% em branco ou nulo e 2% indecisos. Contra Renan Santos, Lula marcaria 48% enquanto Santos ficaria com 39%, com 10% em branco ou nulo e 2% indecisos.

Os números refletem um quadro em que o presidente mantém vantagem consistente sobre seus principais adversários, ainda que a margem no primeiro turno permaneça apertada o suficiente para estar dentro da margem de erro. Com a votação a apenas três dias, a pesquisa oferece um retrato do eleitorado brasileiro em seu momento final de deliberação, quando muitos ainda podem estar avaliando suas escolhas.

A diferença entre os dois é de 4 pontos percentuais — o que configura empate dentro da margem de erro
— Datafolha
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