Às vésperas de um ciclo eleitoral que promete redefinir o mapa político do Brasil, uma pesquisa Datafolha revela que o país se divide geograficamente entre dois projetos de poder: Flávio Bolsonaro lidera em São Paulo, o maior colégio eleitoral da nação, enquanto Lula reconquista Minas Gerais, estado que havia perdido em 2022. O retrato sugere que a disputa presidencial, caso chegue a um segundo turno, não será decidida por uma única força dominante, mas pelo delicado equilíbrio entre regiões, histórias e lealdades que compõem a complexa alma eleitoral brasileira.
Datafolha: Lula lidera em Minas; Flávio Bolsonaro à frente em São Paulo
A geografia eleitoral revela uma disputa fragmentada entre regiões
Por que São Paulo e Minas Gerais importam tanto neste cenário?
São os dois maiores colégios eleitorais do Brasil. Quem vence nesses estados tem uma base de votos que pode definir a eleição nacional. São Paulo sozinho tem peso demográfico imenso.
Flávio está ganhando em São Paulo, mas Lula lidera nacionalmente. Como isso é possível?
Porque o desempenho varia muito por região. Flávio pode estar forte em São Paulo e fraco em outros lugares. A pesquisa nacional é uma média de tudo isso.
E Minas? Lula perdeu lá em 2022.
Perdeu por muito pouco — 50,2% a 49,8%. Agora ele está à frente. Pode ser que tenha recuperado apoio, ou que Flávio não tenha consolidado o que Jair tinha.
Os números em São Paulo — 47% a 42% — deixam margem para mudança?
A margem de erro é de dois pontos. Então tecnicamente o resultado está dentro da margem. Mas Flávio está à frente, e isso é o que o levantamento mostra agora.
O que mudou desde 2022 em São Paulo?
Jair venceu com 55% lá. Flávio está com 47%. Isso é uma queda significativa. Pode refletir desgaste, mudança de preferências, ou simplesmente que Flávio não tem a mesma força que o irmão tinha.
O Pulso
- Flávio Bolsonaro abre 5 pontos de vantagem sobre Lula em São Paulo (47% a 42%), invertendo a liderança nacional do petista e acendendo um alerta para o campo governista no maior colégio eleitoral do país.
- Em Minas Gerais, Lula reverte a derrota de 2022 e lidera com 46% contra 42% de Flávio, sinalizando uma recuperação estratégica em um estado que Jair Bolsonaro havia conquistado há quatro anos.
- A contradição entre os resultados estaduais e o cenário nacional — onde Lula lidera com 47% a 43% — expõe uma geografia eleitoral fragmentada, em que nenhum candidato domina todos os fronts simultaneamente.
- A disputa se desenha como uma guerra de posições regionais: quem conseguir consolidar apoio além de seus redutos tradicionais terá vantagem decisiva em um eventual segundo turno.
Às vésperas de um ciclo eleitoral que promete redefinir o mapa político do Brasil, uma pesquisa Datafolha revela que o país se divide geograficamente entre dois projetos de poder: Flávio Bolsonaro lidera em São Paulo, o maior colégio eleitoral da nação, enquanto Lula reconquista Minas Gerais, estado que havia perdido em 2022. O retrato sugere que a disputa presidencial, caso chegue a um segundo turno, não será decidida por uma única força dominante, mas pelo delicado equilíbrio entre regiões, histórias e lealdades que compõem a complexa alma eleitoral brasileira.
A pesquisa Datafolha divulgada em 22 de agosto desenha um segundo turno presidencial profundamente polarizado nos dois maiores colégios eleitorais do Brasil. Em São Paulo, Flávio Bolsonaro (PL) lidera sobre Lula (PT) por cinco pontos percentuais — 47% a 42% —, um resultado que contraria a tendência nacional, onde o petista aparece à frente com 47% contra 43% do bolsonarista.
Em Minas Gerais, o cenário se inverte. Lula vence Flávio por quatro pontos, 46% a 42%, revertendo o resultado de 2022, quando Jair Bolsonaro derrotou o petista no estado pela margem estreita de 50,2% a 49,8%. Em São Paulo, quatro anos atrás, Bolsonaro pai havia vencido com folga maior — 55% a 45% —, embora os 11,5 milhões de votos obtidos por Lula no estado tenham sido essenciais para sua vitória nacional.
As pesquisas ouviram 1.610 eleitores em São Paulo e 1.204 em Minas Gerais, com margens de erro de dois e três pontos percentuais, respectivamente, e foram devidamente registradas no Tribunal Superior Eleitoral. Os números apontam para uma geografia eleitoral complexa, em que o desfecho de um segundo turno dependeria da capacidade de cada candidato de consolidar apoio além de seus territórios mais fiéis.
A pesquisa Datafolha divulgada no sábado 22 de agosto traz um retrato polarizado do que seria um eventual segundo turno presidencial nos dois maiores colégios eleitorais do Brasil. Em São Paulo, o maior deles, Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente de Lula (PT) por uma margem de cinco pontos: 47% contra 42%. É um cenário que inverte a dinâmica nacional, onde o petista lidera com 47% das intenções de voto contra 43% do bolsonarista.
Em Minas Gerais, o segundo principal colégio eleitoral, a situação se reverte. Lula mantém uma vantagem de quatro pontos sobre Flávio: 46% a 42%. O resultado marca uma mudança em relação a 2022, quando Jair Bolsonaro venceu o petista no estado por uma margem apertada de 50,2% a 49,8%. Em São Paulo, há quatro anos, o então presidente havia conquistado uma vitória mais confortável, com 55% dos votos contra 45% de Lula — ainda assim, os 11,5 milhões de votos que o candidato petista recebeu no estado foram decisivos para sua vitória nacional.
A pesquisa em São Paulo ouviu 1.610 eleitores nos dias 18 e 19 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07185/2026. Em Minas Gerais, o instituto entrevistou 1.204 eleitores entre 18 e 20 de agosto, com margem de erro de três pontos, e recebeu o registro BR-04396/2026 no TSE.
Os números revelam uma geografia eleitoral complexa. Enquanto Flávio Bolsonaro consegue uma vantagem em São Paulo — o estado que concentra o maior número de eleitores do país — Lula reconstrói sua força em Minas Gerais, um estado que havia perdido para Jair Bolsonaro há quatro anos. A dinâmica sugere que o resultado final de um segundo turno dependeria não apenas do desempenho em grandes centros, mas também da capacidade de cada candidato de consolidar apoio em diferentes regiões do país.
Citações Notáveis
Em 2022, Jair Bolsonaro venceu Lula em São Paulo por 55% a 45%, enquanto em Minas o petista venceu por 50,2% a 49,8%— Dados históricos da pesquisa Datafolha