A uma semana do primeiro turno das eleições de 2026, o Brasil observa uma disputa que condensa décadas de polarização política em números precisos: o Datafolha registra Lula com 45% dos votos válidos contra 40% de Flávio Bolsonaro, uma vantagem que cresce entre os já decididos, mas que se estreita no confronto direto do segundo turno, onde o empate técnico lembra que nenhuma vitória está garantida antes de ser conquistada.
Datafolha: Lula lidera com 45% contra 40% de Flávio em votos válidos
Lula amplia vantagem entre decididos enquanto segundo turno permanece em empate
Por que a pesquisa separa votos válidos de votos totais? Qual é a diferença prática para o leitor?
Votos válidos excluem brancos, nulos e indecisos — então mostram apenas quem já decidiu. É mais útil para entender a preferência real entre os candidatos, sem a incerteza dos indecisos.
Mas é importante notar que essa separação pode fazer a vantagem parecer maior do que é no total. Se incluíssemos indecisos e brancos, a margem mudaria.
Lula cresceu dois pontos em uma semana. É movimento significativo ou dentro da variação normal?
Está dentro da margem de erro de dois pontos, então tecnicamente poderia ser flutuação. Mas o padrão de duas semanas — 43% para 45% — sugere tendência.
Exatamente. Uma semana isolada não prova nada. Precisaríamos de mais medições para confirmar se é consolidação ou oscilação.
E o segundo turno? Por que Lula cai de 45% para 48% em um cenário hipotético?
Porque no segundo turno, eleitores de terceiros candidatos precisam escolher entre dois. Muitos que votariam em Cury ou Caiado no primeiro turno podem migrar para Lula.
Mas é empate técnico, então essa migração poderia favorecer Flávio também. Não sabemos para onde vão esses votos.
Quem são os candidatos que perderam apoio de uma semana para outra?
Cury caiu de 5% para 4%, Caiado de 4% para 3%. Os menores não se mexeram muito.
Mas com margem de erro de dois pontos, essas quedas também podem ser variação normal, não movimento real.
Quando essa pesquisa foi feita? Está próxima do dia da eleição?
Entre 28 de setembro e 1º de outubro. O primeiro turno é no domingo, então essa é praticamente a última medição antes do voto.
Isso significa que reflete o estado mais recente da campanha, mas também que muita coisa pode mudar em dois dias.
Der Puls
- Lula amplia sua margem entre eleitores decididos, saltando de 43% para 45% em uma semana — sinal de consolidação, não apenas de liderança.
- Flávio Bolsonaro avança apenas um ponto, de 39% para 40%, sugerindo um teto de crescimento que preocupa o campo bolsonarista na reta final.
- No segundo turno, o empate técnico — 48% a 45% — transforma o que parecia uma vantagem confortável em uma corrida aberta, onde dois pontos de margem de erro decidem tudo.
- Candidatos menores como Cury (4%) e Caiado (3%) perdem terreno, indicando que o voto útil começa a pressionar o eleitorado em direção aos dois polos dominantes.
- Com apenas 2% de indecisos e 5% de brancos e nulos, o campo de disputa está quase inteiramente mapeado — e cada décimo de ponto passa a ter peso estratégico real.
A uma semana do primeiro turno das eleições de 2026, o Brasil observa uma disputa que condensa décadas de polarização política em números precisos: o Datafolha registra Lula com 45% dos votos válidos contra 40% de Flávio Bolsonaro, uma vantagem que cresce entre os já decididos, mas que se estreita no confronto direto do segundo turno, onde o empate técnico lembra que nenhuma vitória está garantida antes de ser conquistada.
O Datafolha divulgado na quinta-feira posiciona Lula à frente na corrida presidencial de 2026, com 45% dos votos válidos no primeiro turno contra 40% de Flávio Bolsonaro. A diferença de cinco pontos representa um avanço em relação à medição anterior, quando o presidente marcava 43% e o candidato do PL, 39%. O levantamento ouviu 2.506 eleitores em todo o país entre 28 de setembro e 1º de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais.
O cenário muda de tom quando se projeta um eventual segundo turno. Lula aparece com 48% das intenções de voto e Flávio com 45% — uma diferença que cabe dentro da margem de erro e configura empate técnico. Uma semana antes, a proporção era de 47% a 45%, indicando que o confronto direto entre os dois permanece altamente competitivo e sem desfecho previsível.
No primeiro turno, os demais candidatos ocupam espaços modestos e em retração. Augusto Cury, do Avante, marca 4%, um ponto a menos que na pesquisa anterior. Ronaldo Caiado, do PSD, e Renan Santos, da Missão, aparecem com 3% cada. Romeu Zema, Samara Martins e Wilson Grassi somam 1% cada. Cinco por cento declaram voto branco ou nulo, e apenas 2% ainda se dizem indecisos — um eleitorado quase inteiramente definido, onde cada variação passa a ter peso real.
Registrada no TSE sob o protocolo BR-08039/2026 com intervalo de confiança de 95%, a pesquisa retrata o Brasil político a sete dias do primeiro turno: Lula consolida apoio entre os decididos, mas o segundo turno permanece uma página em aberto.
A pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente na corrida presidencial, com uma vantagem que se amplia quando se consideram apenas os votos válidos. Entre eleitores que já decidiram seu voto — excluindo brancos, nulos e indecisos — Lula marca 45%, enquanto Flávio Bolsonaro fica em 40%. A margem de cinco pontos percentuais representa um movimento favorável ao petista em relação à medição anterior, realizada uma semana antes.
Uma semana atrás, Lula tinha 43% dos votos válidos no primeiro turno, enquanto Flávio marcava 39%. O crescimento de dois pontos para o presidente contrasta com o avanço de um ponto do candidato do PL, sugerindo uma consolidação maior entre os eleitores que já se definiram. O levantamento ouviu 2.506 eleitores com 16 anos ou mais em todo o território nacional entre 28 de setembro e 1º de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Quando se observa o cenário de segundo turno, o quadro muda significativamente. Lula aparece com 48% das intenções de voto, enquanto Flávio marca 45%, configurando um empate técnico — ou seja, a diferença está dentro da margem de erro. Uma semana antes, o presidente tinha 47% no segundo turno contra 45% de Flávio, indicando uma pequena oscilação que mantém o confronto direto entre os dois como altamente competitivo.
No primeiro turno, além dos dois principais candidatos, outros nomes aparecem na disputa. Augusto Cury, do Avante, marca 4% — uma queda de um ponto em relação à pesquisa anterior. Ronaldo Caiado, do PSD, tem 3%, também em queda de um ponto. Renan Santos, da Missão, permanece em 3%. Romeu Zema, do Novo, Samara Martins, da UP, e Veterinário Wilson Grassi, do Democrata, marcam 1% cada. Os demais candidatos não pontuaram na pesquisa. Cinco por cento dos eleitores indicam voto em branco ou nulo, enquanto 2% ainda se declaram indecisos.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-08039/2026 e possui intervalo de confiança de 95%. Os números refletem o cenário político uma semana antes do primeiro turno das eleições de 2026, período em que a campanha se intensifica e os debates televisivos ganham relevância na formação da opinião pública. A trajetória dos números nas últimas duas semanas sugere uma dinâmica em que Lula consolida apoio entre decididos, enquanto o segundo turno permanece aberto a diferentes possibilidades.
Bemerkenswerte Zitate
A pesquisa Datafolha ouviu 2.506 eleitores com 16 anos ou mais em todo o território nacional, com intervalo de confiança de 95%— Datafolha