Datafolha: Lula lidera com 39% ante Flávio Bolsonaro nos 36%

No segundo turno, ambos estão tecnicamente empatados
Lula e Flávio Bolsonaro marcam 46% e 44%, respectivamente, dentro da margem de erro de dois pontos.
Mark

Três pontos de vantagem no primeiro turno — é suficiente para Lula dormir tranquilo?

Mimi

Não, porque a margem de erro é de dois pontos. Tecnicamente, a diferença poderia desaparecer. Mas há algo importante: Flávio subiu um ponto desde a pesquisa anterior, então há movimento.

Luke

Exatamente. E no segundo turno eles estão empatados dentro da margem. Isso significa que qualquer coisa pode acontecer — não há vantagem real de ninguém.

Mark

E os outros candidatos? Augusto Cury com 6% é relevante?

Mimi

Ele é o terceiro lugar, mas ainda distante. O que importa é que no segundo turno contra Lula, ele empataria em 44%. Isso mostra que Cury tem potencial de crescimento.

Luke

Mas é importante notar: essa é uma pesquisa. Não sabemos se Cury vai realmente chegar ao segundo turno. Estamos vendo cenários hipotéticos.

Mark

A sessão do STF sobre Alexandre de Moraes afetou os números?

Mimi

A pesquisa foi feita logo depois, mas não vemos mudanças dramáticas. Lula mantém sua posição, Flávio subiu um ponto. Pode ser que o impacto ainda não tenha se consolidado.

Luke

Ou pode ser que não tenha impacto eleitoral significativo. Não podemos afirmar nada sobre causalidade com uma pesquisa só. Precisaríamos de comparação com levantamentos posteriores.

Mark

Então o que realmente sabemos?

Mimi

Sabemos que em setembro de 2026, Lula lidera o primeiro turno, mas qualquer segundo turno é incerto. Os números são próximos demais para conclusões definitivas.

  • A corrida presidencial de 2026 permanece em fio de navalha: três pontos separam Lula de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, diferença que mal ultrapassa a margem de erro.
  • No segundo turno, o empate técnico — 46% a 44% — revela um eleitorado dividido ao meio, sem que nenhum dos dois candidatos consiga abrir vantagem decisiva.
  • A pesquisa foi a primeira após o STF realizar sessão extraordinária sobre suposta ligação entre o ministro Alexandre de Moraes e o fundador do Banco Master, injetando incerteza institucional no cenário.
  • Apesar do ruído político, os números praticamente repetem o levantamento anterior, indicando que a turbulência ainda não moveu o tabuleiro eleitoral de forma perceptível.

Em meio a turbulências institucionais que marcam o calendário político brasileiro, o Datafolha registra, em setembro de 2026, uma disputa presidencial que se mantém estreita e polarizada: Lula lidera com 39% no primeiro turno, três pontos à frente de Flávio Bolsonaro, mas os dois se encontram tecnicamente empatados no segundo turno. A estabilidade dos números, mesmo após uma sessão extraordinária do STF envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, sugere que o eleitorado ainda processa as tensões do momento sem traduzi-las, por ora, em mudanças de preferência.

Uma pesquisa Datafolha divulgada em 17 de setembro de 2026 mostra o presidente Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, três pontos à frente de Flávio Bolsonaro, que registra 36%. O levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de S. Paulo, ouviu 2.002 eleitores entre os dias 15 e 17 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais.

O campo além dos dois líderes é fragmentado: Augusto Cury aparece com 6%, Ronaldo Caiado com 4%, Renan Santos com 3% e Romeu Zema com 2%. Os demais candidatos não ultrapassam 1%, e 6% dos eleitores indicaram voto branco ou nulo.

No segundo turno, o cenário se equilibra ainda mais. Lula marca 46% e Flávio Bolsonaro 44% — diferença que cai dentro da margem de erro, configurando empate técnico. A pesquisa também testou outros confrontos: contra Augusto Cury, Lula empataria em 44%; contra Renan Santos, venceria por 47% a 38%; e contra Caiado, manteria 46% ante 42% do adversário.

O levantamento ganha contorno especial por ser o primeiro após sessão extraordinária do STF que discutiu suposta ligação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Ainda assim, os números praticamente repetem os do levantamento anterior, sugerindo que a turbulência institucional ainda não alterou as preferências do eleitorado de forma mensurável.

Uma pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 39% das intenções de voto para o primeiro turno das eleições, mantendo uma vantagem de três pontos percentuais sobre seu principal concorrente, Flávio Bolsonaro, que registra 36%. O levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de S. Paulo e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-04029/2026, ouviu 2.002 eleitores entre 15 e 17 de setembro, com margem de erro de dois pontos para mais ou menos.

O cenário do primeiro turno mostra uma disputa polarizada. Além de Lula e Flávio Bolsonaro, o escritor Augusto Cury aparece com 6%, seguido por Ronaldo Caiado com 4%. Renan Santos marca 3%, enquanto Romeu Zema fica com 2%. Os demais candidatos — Samara Martins, Rui Costa Pimenta, Edmilson Costa, Clariana Barão, Hertz Dias e Wilson Grassi — não ultrapassam 1%. Seis por cento dos eleitores indicaram votos em branco, nulo ou nenhum, e 3% ainda se declararam indecisos.

No segundo turno, o quadro muda significativamente. Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados, com o presidente marcando 46% e seu adversário 44% — uma diferença que cai dentro da margem de erro de dois pontos. Oito por cento dos eleitores optariam por branco ou nulo, enquanto apenas 1% permaneceria indeciso. Estes números repetem os mesmos patamares do levantamento anterior, divulgado uma semana antes.

A pesquisa também testou outros cenários de segundo turno. Em um confronto entre Lula e Augusto Cury, ambos apareceriam empatados em 44%. Contra Renan Santos, Lula teria 47% ante 38% do adversário. Já em um possível segundo turno com Ronaldo Caiado, o presidente manteria 46% enquanto Caiado marcaria 42%.

Este levantamento é o primeiro divulgado após a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal que abordou uma suposta ligação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, instituição responsável por um dos maiores rombos financeiros da história brasileira. O timing da pesquisa coloca os números em contexto de turbulência institucional, ainda que os dados não mostrem movimentação significativa em relação ao levantamento anterior.

Pesquisa é a primeira divulgada após sessão extraordinária do STF envolvendo suposta ligação do ministro Alexandre de Moraes com fundador do Banco Master
— Contexto da pesquisa Datafolha
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