Datafolha: Lula e Flávio Bolsonaro em empate técnico na véspera do 1º turno

Empate técnico que pode se resolver apenas nas urnas
Lula e Flávio estão separados por três pontos percentuais em votos válidos, dentro da margem de erro de duas pontos.
Mark

O que significa exatamente esse empate técnico? Lula está na frente ou não?

Mimi

Está na frente por três pontos, mas a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. Então tecnicamente, dentro da incerteza da pesquisa, eles poderiam estar empatados ou Lula poderia estar até cinco pontos à frente.

Luke

Mas é importante notar que a pesquisa anterior, de dois dias antes, mostrava Lula com 48% contra 45% de Flávio em um segundo turno. Agora é 47% contra 46%. Isso é uma movimentação real ou variação normal?

Mimi

Pode ser ambas as coisas. Flávio ganhou dois pontos em votos totais entre as duas pesquisas, o que sugere movimento. Mas com margem de erro de dois pontos, não podemos afirmar com certeza.

Mark

E os outros candidatos? Eles têm alguma chance?

Mimi

Praticamente nenhuma. Caiado tem 4%, e todos os outros estão em 3% ou menos. Mesmo que todos os votos deles fossem para um segundo turno, não mudaria o resultado entre Lula e Flávio.

Luke

Qual é o tamanho da amostra? Quatro mil pessoas é suficiente para representar o Brasil?

Mimi

Sim, 4.006 pessoas com nível de confiança de 95% é metodologicamente sólido. Mas é importante lembrar que pesquisas medem intenção, não certeza. Muita coisa pode mudar entre a pesquisa e a urna.

Mark

Os indecisos cresceram. Eram 2% e agora são 3%. Isso é significativo?

Mimi

Cresceu um ponto, mas ainda é um número pequeno. Mais relevante é que brancos e nulos caíram de 5% para 4%, sugerindo que alguns eleitores que estavam pensando em não votar começaram a se definir.

Luke

E para quem foram esses votos? Flávio ganhou dois pontos em votos totais, mas Lula manteve 42%. Isso significa que Flávio capturou eleitores que antes estavam em branco ou nulo?

Mimi

Parece ser o caso. Lula manteve sua base estável, enquanto Flávio conseguiu mobilizar eleitores que estavam menos decididos.

  • A pesquisa Datafolha, divulgada na véspera do primeiro turno, confirma o que muitos temiam: não há favorito claro, e qualquer resultado é matematicamente possível.
  • Flávio Bolsonaro avançou dois pontos percentuais nos votos totais — de 38% para 40% — enquanto Lula se manteve estável nos 42%, sinalizando uma migração de indecisos para o campo bolsonarista.
  • Os candidatos menores, como Caiado (4%), Renan Santos e Augusto Cury (3% cada), não acumulam força suficiente para alterar o equilíbrio, mas podem ser decisivos em um cenário de segundo turno.
  • Mesmo no segundo turno hipotético, o empate persiste: 47% para Lula contra 46% de Flávio, dentro da margem de erro — a disputa não termina no domingo, ela apenas recomeça.

Na véspera de uma eleição que promete dividir o Brasil ao meio, os números revelam o que a política já sabia: o país está rachado entre dois projetos e duas gerações de uma mesma disputa. Com 45% contra 42% em votos válidos, Lula e Flávio Bolsonaro chegam ao dia da votação separados por uma diferença que a própria ciência estatística se recusa a chamar de vantagem — um empate técnico que transforma cada voto em peso real sobre a balança da história.

Na tarde do sábado, 3 de outubro, o Datafolha divulgou os números que o Brasil esperava com ansiedade: Lula, com 45% dos votos válidos, e Flávio Bolsonaro, com 42% — uma diferença de três pontos que desaparece dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. O empate técnico, às vésperas do primeiro turno, traduz em estatística a polarização que domina o país.

A metodologia dos votos válidos — a mesma usada pela Justiça Eleitoral para apurar resultados oficiais — oferece a leitura mais direta da disputa real entre candidatos. Quando se incluem brancos, nulos e indecisos no cálculo, Lula permanece em 42% e Flávio avança de 38% para 40%, sugerindo que parte dos eleitores hesitantes começou a se definir, com ganho relativo para o candidato do PL.

Os demais postulantes seguem em terreno marginal: Ronaldo Caiado aparece com 4% dos votos válidos, enquanto Renan Santos e Augusto Cury registram 3% cada. Romeu Zema marca 1%, e os outros candidatos não chegam a aparecer nos arredondamentos.

O cenário de segundo turno, caso necessário, repete o padrão: 47% para Lula contra 46% de Flávio — novamente dentro da margem de erro. Em relação à rodada anterior, quando a diferença era de três pontos, a aproximação entre os dois sugere uma corrida que se afunila exatamente quando deveria se definir. A pesquisa, realizada presencialmente com 4.006 eleitores e registrada no TSE sob o protocolo BR-01708/2026, retrata um eleitorado que chegou ao dia da votação sem ter, ainda, dito sua última palavra.

Na véspera do primeiro turno das eleições presidenciais, uma pesquisa Datafolha divulgada no sábado, 3 de outubro, revelou um cenário de disputa extremamente acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. Quando considerados apenas os votos válidos — aqueles efetivamente depositados para um candidato, excluindo brancos, nulos e indecisos — Lula aparece com 45% contra 42% de Flávio, uma diferença que fica dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, caracterizando um empate técnico.

O cálculo dos votos válidos segue a mesma metodologia que a Justiça Eleitoral utiliza para apurar o resultado oficial. Essa abordagem oferece uma leitura mais limpa da preferência entre candidatos, removendo do denominador aqueles que ainda não decidiram ou que pretendem votar em branco ou nulo. Na pesquisa anterior, divulgada dois dias antes, Lula tinha 48% contra 45% de Flávio em um eventual segundo turno, sugerindo uma ligeira movimentação no período.

Quando se incluem todos os eleitores — indecisos, brancos e nulos — o quadro muda ligeiramente. Lula mantém 42% de intenção de voto, exatamente o mesmo patamar da pesquisa anterior. Flávio, porém, avança de 38% para 40%, ganhando dois pontos percentuais. Os indecisos representam 3% do eleitorado, enquanto brancos e nulos somam 4%. Essa movimentação sugere que parte dos eleitores que estavam em dúvida ou considerando votar em branco começou a se definir, com ganho relativo para o candidato do PL.

Os demais candidatos permanecem com votações marginais. Ronaldo Caiado, do PSD, aparece com 4% dos votos válidos. Renan Santos, pela Missão, e o escritor Augusto Cury, pelo Avante, ambos com 3%. Romeu Zema, do Novo, registra 1%. Os demais candidatos — Samara pela UP, Clariana Barão pela DC, Edmilson Costa pelo PCB, Hertz Dias pelo PSTU, Rui Costa Pimenta pelo PCO e Wilson Grassi pelo Democrata — não atingem 1% e aparecem com zero por cento quando arredondados.

O cenário de segundo turno, caso nenhum candidato atinja 50% no primeiro turno, também aponta para uma disputa extremamente próxima. Lula teria 47% das intenções de voto contra 46% de Flávio, novamente dentro da margem de erro. Indecisos seriam 2% e brancos e nulos, 6%. Comparado à rodada anterior, quando Lula tinha 48% contra 45% de Flávio, a tendência sugere uma aproximação entre os dois principais candidatos conforme o primeiro turno se aproxima.

A pesquisa foi realizada presencialmente com 4.006 pessoas com 16 anos ou mais no sábado, 3 de outubro, o dia imediatamente anterior à votação. O nível de confiança é de 95%, e o levantamento foi contratado pelo jornal Folha de S.Paulo e pela TV Globo, sendo registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-01708/2026. Os dados refletem um eleitorado altamente polarizado, com os dois principais candidatos separados por apenas três pontos percentuais em votos válidos — uma margem que pode ser completamente absorvida pela margem de erro da pesquisa.

O cálculo dos votos válidos leva em consideração a intenção de voto em cada candidato, excluindo os votos brancos e nulos, assim como faz a Justiça Eleitoral para calcular o resultado oficial.
— Datafolha
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