A menos de seis meses das eleições em Pernambuco, uma pesquisa Datafolha revela que João Campos carrega consigo não apenas números favoráveis, mas o peso simbólico de uma liderança consolidada. Com 50% das intenções de voto contra 38% de Raquel Lyra, o ex-prefeito do Recife ocupa o centro do palco político estadual, enquanto a governadora busca reduzir uma distância que, por ora, resiste ao tempo. O levantamento nos lembra que eleições são processos vivos — e que seis meses são, na política, uma eternidade.
Datafolha: João Campos lidera com 50% contra 38% de Raquel Lyra
Campos abre margem de 12 pontos, mas rejeição de 39% mantém disputa aberta
Por que a diferença entre a pesquisa estimulada e a espontânea é tão grande? De 12 pontos para apenas 2 pontos de diferença.
Porque quando você oferece os nomes, as pessoas já sabem em quem estão pensando. Mas quando você pergunta sem sugerir nada, a governadora consegue se lembrar melhor. Isso pode significar que ela tem um trabalho de comunicação a fazer.
E a rejeição? João Campos e Ivan Moraes empatados em 39%?
Campos é rejeitado por quem não quer mudança, por quem está satisfeito com o governo atual. Moraes é rejeitado por quem acha que ele é muito radical. São rejeições diferentes, mas igualmente fortes.
A vantagem dele diminuiu no segundo turno, de 13 para 10 pontos. Isso é bom ou ruim para Campos?
Depende de como você vê. Ele ainda ganha confortavelmente. Mas significa que alguns eleitores que votariam nele no primeiro turno podem mudar de ideia se for só entre os dois. Há movimento ainda.
Qual é o maior risco para Campos nesta campanha?
A rejeição dele é muito alta. Se Lyra conseguir consolidar o voto útil contra ele, se conseguir convencer quem o rejeita de que ela é a alternativa viável, as coisas mudam. Ele está à frente, mas não está blindado.
The Pulse
- João Campos abre 12 pontos de vantagem sobre Raquel Lyra na pesquisa estimulada, consolidando-se como favorito claro à corrida pelo governo de Pernambuco.
- Na pesquisa espontânea, a governadora reverte o quadro e aparece ligeiramente à frente com 28% contra 26% de Campos, revelando que seu nome ainda ressoa com mais naturalidade entre parte do eleitorado.
- O índice de rejeição acende um alerta para Campos: ele empata com Ivan Moraes como o candidato mais rejeitado, ambos com 39%, enquanto Lyra registra rejeição menor, de 29%.
- Desde fevereiro, os dois principais candidatos cresceram — Campos de 47% para 50%, Lyra de 35% para 38% —, mas a lacuna entre eles não se fechou.
- Em cenário de segundo turno, Campos mantém vantagem de 10 pontos (52% a 42%), embora a margem tenha diminuído em relação à rodada anterior, sinalizando um eleitorado ainda em movimento.
A menos de seis meses das eleições em Pernambuco, uma pesquisa Datafolha revela que João Campos carrega consigo não apenas números favoráveis, mas o peso simbólico de uma liderança consolidada. Com 50% das intenções de voto contra 38% de Raquel Lyra, o ex-prefeito do Recife ocupa o centro do palco político estadual, enquanto a governadora busca reduzir uma distância que, por ora, resiste ao tempo. O levantamento nos lembra que eleições são processos vivos — e que seis meses são, na política, uma eternidade.
A pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira coloca João Campos em posição confortável na disputa pelo governo de Pernambuco. Com 50% das intenções de voto no primeiro turno, o ex-prefeito do Recife abre 12 pontos percentuais sobre a governadora Raquel Lyra, que registra 38%. O levantamento ouviu 1.022 eleitores entre 13 e 15 de abril, com margem de erro de três pontos e nível de confiança de 95%.
Os demais candidatos aparecem bem atrás: Eduardo Moura, pelo Novo, soma 3%, e Ivan Moraes, do PSOL, fica com 2%. Um em cada dez entrevistados declarou voto em branco, nulo ou indecisão.
O cenário muda quando a pesquisa não oferece nomes aos eleitores. Na chamada pesquisa espontânea, Lyra aparece ligeiramente à frente com 28%, contra 26% de Campos. A diferença sugere que a governadora mobiliza melhor o reconhecimento imediato — embora um terço dos entrevistados não tenha sabido responder.
O índice de rejeição traz uma nuance importante: Campos e Ivan Moraes empatam como os mais rejeitados, com 39% cada, enquanto Lyra registra rejeição menor, de 29%.
Em relação à pesquisa de fevereiro, Campos cresceu de 47% para 50% e Lyra de 35% para 38% — ambos avançaram, mas a lacuna permanece. Em um eventual segundo turno, Campos venceria com 52% contra 42% de Lyra, margem menor do que os 13 pontos registrados em fevereiro, indicando que o eleitorado ainda está em movimento, mas a liderança do ex-prefeito segue sólida.
A pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira coloca o ex-prefeito do Recife João Campos em posição confortável na disputa pelo governo de Pernambuco. Com 50% das intenções de voto no primeiro turno, ele abre uma margem de 12 pontos percentuais sobre a governadora Raquel Lyra, que registra 38%. O levantamento, realizado entre 13 e 15 de abril com 1.022 eleitores de 16 anos ou mais, tem margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Os demais candidatos aparecem bem atrás. O vereador Eduardo Moura, pelo Novo, soma 3% das intenções de voto, enquanto o ex-vereador Ivan Moraes, do PSOL, fica com 2%. Uma parcela de 10% dos entrevistados declarou voto em branco, nulo ou permanece indecisa. Esses números refletem um cenário em que Campos consolida sua posição como favorito, enquanto Lyra tenta reduzir a distância que a separa do líder.
Quando a pesquisa não apresenta nomes aos eleitores — a chamada pesquisa espontânea — o quadro muda significativamente. Nesse formato, Raquel Lyra aparece ligeiramente à frente com 28%, enquanto João Campos fica com 26%. A diferença menor nesse tipo de levantamento sugere que, quando não são oferecidas opções, a governadora consegue mobilizar melhor o reconhecimento espontâneo entre os eleitores. Outros nomes são mencionados de forma residual: o atual governador com 3%, a referência a "filho de Eduardo Campos" com 2%, e o próprio Eduardo Campos com 1%. Respostas diversas somam 5%, enquanto 7% declaram voto em branco ou nulo. Um terço dos entrevistados — 36% — não soube responder.
O índice de rejeição revela uma dinâmica interessante. Ivan Moraes e João Campos empatam como os candidatos mais rejeitados, ambos com 39% de eleitores que afirmam não votaria neles de jeito nenhum. Raquel Lyra tem rejeição menor, de 29%. Apenas 3% dos entrevistados dizem não saber, e 2% afirmam que votariam em qualquer um dos candidatos ou não rejeitam nenhum.
Comparando com a rodada anterior do Datafolha, divulgada em 8 de fevereiro, Campos cresceu de 47% para 50%, enquanto Lyra subiu de 35% para 38%. Eduardo Moura caiu de 5% para 3%, e Ivan Moraes saiu de 1% para 2%. A trajetória de Campos mostra consolidação de apoio, enquanto Lyra avança mas não fecha a lacuna.
Em um cenário de segundo turno, Campos mantém vantagem. O levantamento aponta que ele teria 52% dos votos contra 42% de Lyra, uma diferença de 10 pontos percentuais. Na pesquisa de fevereiro, essa margem era maior: 53% para Campos contra 40% para Lyra, uma diferença de 13 pontos. A redução da vantagem no segundo turno sugere que parte do eleitorado ainda está em movimento, mas a posição de Campos permanece sólida.
O levantamento está registrado sob o número PE-04713/2026 e foi conduzido por meio de entrevistas presenciais. Os dados refletem o momento político em Pernambuco pouco mais de seis meses antes do pleito, com Campos mantendo a dianteira enquanto Lyra tenta recuperar terreno.
Notable Quotes
Na pesquisa espontânea, Raquel Lyra aparece com 28% e João Campos com 26%, indicando dinâmica diferente quando nomes não são apresentados— Datafolha