Datafolha: João Campos lidera com 50% contra 38% de Raquel Lyra

João Campos lidera com 12 pontos de vantagem, mas metade do eleitorado o rejeita
A pesquisa Datafolha revela uma disputa polarizada onde o ex-prefeito do Recife tem preferência clara, mas enfrenta rejeição expressiva.
Mark

Por que João Campos conseguiu abrir uma vantagem tão grande em relação à governadora?

Mimi

A pesquisa mostra uma preferência clara, mas não explica as causas. O que vemos é que ele tem 50% enquanto ela tem 38%. Pode ser gestão, pode ser rejeição a ela, pode ser apelo do nome dele. A rejeição a Campos é alta também — 39% — então não é simples entusiasmo.

Mark

Essa rejeição alta a Campos é surpreendente, não? Ele lidera, mas metade do eleitorado o rejeita.

Mimi

Exatamente. Isso sugere uma eleição polarizada. Campos e Moraes têm a mesma rejeição, 39%. Lyra tem menos rejeição, 29%. Em um segundo turno ou em uma dinâmica diferente, isso poderia mudar as coisas.

Mark

E os candidatos menores? Cinco por cento é muito pouco.

Mimi

É. Eduardo Moura e Ivan Moraes juntos não chegam a 6%. Isso deixa claro que a disputa é entre Campos e Lyra. Os outros estão fora da conversa principal.

Mark

O que significa aquele 15% de votos em branco, nulo e indecisos?

Mimi

É um contingente que ainda pode ser disputado. Não é negligenciável. Se Campos perder parte disso e Lyra ganhar, a margem diminui. Mas por enquanto, ele está bem posicionado.

Mark

A rejeição a Campos é tão alta quanto a dele mesmo. Como ele vence com isso?

Mimi

Porque a rejeição a Lyra é menor. Em uma eleição, você não precisa ser amado. Precisa ser preferido. Campos é preferido por 50% enquanto ela é preferida por 38%. A rejeição é um dado secundário nesse momento.

  • João Campos concentra metade do eleitorado pernambucano em torno de si, consolidando uma liderança que pressiona Raquel Lyra a reagir com apenas 38% das intenções de voto.
  • A margem de 12 pontos entre os dois principais candidatos transforma a corrida em uma disputa essencialmente bipolar, deixando candidatos menores como Eduardo Moura e Ivan Moraes com apenas 5% somados.
  • A rejeição de 39% a João Campos — empatada com a de Ivan Moraes — acende um alerta: liderar nas intenções de voto não significa estar imune ao desgaste junto ao eleitorado.
  • Raquel Lyra, com rejeição menor (29%), mantém uma margem de manobra que pode ser explorada em um cenário de polarização crescente.
  • Os 15% de eleitores indecisos, brancos e nulos representam um território ainda em aberto, capaz de redesenhar o quadro nos meses que antecedem o pleito.

Em Pernambuco, a disputa pelo governo estadual começa a ganhar contornos mais nítidos: o ex-prefeito do Recife João Campos lidera com metade das intenções de voto, enquanto a governadora Raquel Lyra busca reduzir uma diferença de doze pontos. A pesquisa Datafolha, registrada no TSE, revela não apenas uma vantagem expressiva, mas também as complexidades de um eleitorado ainda em movimento — onde rejeições elevadas e votos indecisos lembram que nenhuma liderança é, por si só, uma certeza.

A corrida pelo governo de Pernambuco tem um líder definido. Segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, João Campos, ex-prefeito do Recife pelo PSB, registra 50% das intenções de voto, enquanto a governadora Raquel Lyra, do PSD, aparece com 38% — uma diferença de 12 pontos percentuais que posiciona Campos em situação confortável, mas não definitiva.

O cenário é essencialmente bipolar. Os demais candidatos ocupam espaço marginal: Eduardo Moura, do Novo, tem 3%, e Ivan Moraes, do Psol, aparece com 2%. Juntos, somam apenas 5% do eleitorado. Outros 10% votariam em branco ou nulo, e 3% ainda não sabem em quem votar.

Um elemento que complexifica a leitura dos números é a rejeição. João Campos e Ivan Moraes estão empatados como os candidatos mais rejeitados, ambos com 39%. Raquel Lyra, com rejeição de 29%, carrega um ativo que pode ganhar peso à medida que a disputa se acirra. O contingente de indecisos e votos indefinidos — 15% no total — ainda representa um campo em aberto, disputável nos meses que antecedem as eleições.

A corrida pelo governo de Pernambuco tem um líder claro. João Campos, ex-prefeito do Recife filiado ao PSB, aparece com 50% das intenções de voto segundo pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira. A governadora Raquel Lyra, do PSD, fica em segundo lugar com 38%, deixando uma margem de 12 pontos percentuais entre os dois principais candidatos.

O cenário eleitoral estadual é dominado por esses dois nomes. Os demais postulantes ocupam espaço marginal na disputa: o vereador Eduardo Moura, do Novo, registra 3% das intenções de voto, enquanto o ex-vereador Ivan Moraes, do Psol, aparece com 2%. Juntos, os candidatos menores somam apenas 5% do eleitorado. Outros 10% dos eleitores indicam que votariam em branco ou deixariam o voto nulo, enquanto 3% ainda não sabem em quem votar e 2% dizem estar dispostos a votar em qualquer um dos concorrentes.

Um dado que merece atenção é a rejeição aos candidatos. João Campos e Ivan Moraes aparecem empatados como os mais rejeitados, ambos com 39% de rejeição entre os eleitores consultados. Raquel Lyra tem rejeição menor, de 29%, o que pode representar uma vantagem em um cenário de polarização. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-04713/2026.

Os números refletem um quadro em que o ex-prefeito do Recife conseguiu consolidar uma liderança expressiva na preferência dos eleitores pernambucanos, enquanto a governadora em exercício enfrenta uma desvantagem significativa. A margem de vantagem de Campos sugere uma posição confortável na disputa, embora o percentual de votos em branco, nulo e indecisos — totalizando 15% — ainda represente um contingente que pode ser disputado nos meses que antecedem o pleito.

A pesquisa aponta que os pré-candidatos a governador João Campos e Ivan Moraes como os mais rejeitados, com 39%
— Pesquisa Datafolha
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