Datafolha: Flávio tem 52% dos votos válidos; Lula, 48% no 2º turno

94% dos eleitores dizem estar totalmente decididos
O instituto Datafolha identifica alta cristalização na reta final da campanha, deixando pouco espaço para mudanças.
Mark

Como a Datafolha chegou a esses números? Qual é a confiabilidade de uma pesquisa com 2.520 pessoas?

Mimi

Ouviram eleitores em dois dias, 6 e 7 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais com 95% de confiança. Isso significa que se Flávio tem 52%, ele pode estar entre 50% e 54%, e Lula entre 46% e 50%. É uma amostra razoável para uma pesquisa nacional.

Luke

Mas dois pontos de margem de erro em uma disputa onde a diferença é de quatro pontos — isso deixa a corrida tecnicamente aberta, certo? Se Flávio cai dois pontos e Lula sobe dois, empatam.

Mark

E quanto àqueles 6% que ainda podem mudar de voto? Eles podem ser decisivos?

Mimi

Teoricamente sim, mas 94% totalmente decididos é um número muito alto. Significa que a campanha já cristalizou bastante. Esses 6% flutuantes dificilmente viram o jogo.

Luke

Verdade, mas a pesquisa não diz quem são esses 6%. Podem estar concentrados em um segmento específico ou dispersos. E "totalmente decidido" é o que as pessoas dizem, não necessariamente o que fazem na cabine.

Mark

O que mais chama atenção aqui?

Mimi

A geografia. Lula domina o Nordeste com 61%, mas Flávio varre o Sul com 58%. E entre evangélicos, a vantagem de Flávio é esmagadora: 69% a 25%. Isso é um abismo.

Luke

Sim, mas também vale notar que Lula ainda tem 25% dos evangélicos. Não é zero. E o Nordeste historicamente é reduto petista. A pergunta real é: Flávio consegue compensar a desvantagem no Nordeste com o desempenho no Sul e entre evangélicos? A pesquisa sugere que sim, mas por uma margem apertada.

  • Com apenas sete dias para o fim da corrida, Flávio Bolsonaro sustenta uma vantagem de quatro pontos sobre Lula — real, mas dentro da margem de erro que mantém o resultado em aberto.
  • A cristalização de 94% dos eleitores já decididos comprime ao máximo o espaço para viradas, tornando cada voto flutuante um bem raro e disputado.
  • Eleitores de candidatos eliminados no primeiro turno migram majoritariamente para Flávio — 46% contra 32% para Lula —, sinalizando que a direita consolidou sua transferência de votos com mais eficiência.
  • Um em cada quatro eleitores de Flávio admite votar contra Lula, não necessariamente a favor do candidato do PL, revelando que parte de sua liderança repousa sobre rejeição, não adesão.
  • As divisões regionais e demográficas são nítidas: Lula domina o Nordeste, os mais pobres e os católicos; Flávio lidera no Sul, entre evangélicos e nas faixas de renda mais alta.

A uma semana do segundo turno, o Brasil contempla uma disputa presidencial que reflete suas fraturas mais profundas: Flávio Bolsonaro lidera com 52% dos votos válidos contra 48% de Lula, segundo o Datafolha, numa margem que a estatística ainda permite reverter. O eleitorado, 94% já decidido, distribui-se por geografias e fés distintas — o Nordeste inclina-se a Lula, o Sul e as igrejas evangélicas a Flávio —, lembrando que toda eleição é, antes de tudo, um mapa da alma coletiva de um povo.

A uma semana do segundo turno, o Datafolha coloca Flávio Bolsonaro à frente da disputa presidencial com 52% dos votos válidos, contra 48% do presidente Lula. A pesquisa, realizada com 2.520 eleitores entre 6 e 7 de outubro e registrada no TSE sob o número BR-0949/2026, tem margem de erro de dois pontos percentuais — o suficiente para manter o resultado tecnicamente em aberto.

O levantamento revela como os eleitores dos candidatos eliminados no primeiro turno estão se redistribuindo: 46% migram para Flávio, 32% para Lula e 15% pretendem votar em branco ou nulo. A transferência favorece o candidato do PL, mas não de forma esmagadora.

As geografias políticas do país aparecem com clareza. Lula lidera com folga no Nordeste (61% a 35%), entre eleitores de menor escolaridade e renda, e entre católicos. Flávio domina no Sul (58% a 35%) e entre evangélicos, onde abre vantagem expressiva de 69% a 25%.

O dado que mais define o momento é o grau de decisão do eleitorado: 94% afirmam saber exatamente em quem votarão, deixando apenas 6% como potencialmente influenciáveis. Esse nível de cristalização reduz drasticamente a margem para surpresas na reta final.

Entre as motivações declaradas, 76% dizem votar no candidato que consideram a melhor opção. No entanto, um quarto dos eleitores de Flávio admite que sua principal razão é impedir a reeleição de Lula — um voto de rejeição que compõe parte relevante da vantagem atual do candidato do PL.

A uma semana do segundo turno, o Instituto Datafolha apresenta um cenário que coloca Flávio Bolsonaro à frente na disputa presidencial. Segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira, o candidato do PL reúne 52% dos votos válidos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, soma 48%. A pesquisa ouviu 2.520 eleitores entre os dias 6 e 7 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O instituto traçou um mapa detalhado de como o eleitorado que votou em candidatos derrotados na primeira etapa pretende se comportar agora. Entre os que apoiaram Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, a migração favorece claramente Bolsonaro: 46% desses eleitores declaram intenção de voto no candidato do PL, enquanto 32% migram para Lula. Outros 15% pretendem votar em branco ou nulo.

As diferenças regionais e demográficas revelam geografias políticas distintas. Lula constrói sua maior vantagem no Nordeste, onde alcança 61% contra 35% de Flávio. O presidente também lidera entre eleitores com ensino fundamental (55% a 41%), naqueles com renda de até dois salários mínimos (52% a 41%) e entre católicos (53% a 41%). Flávio, por sua vez, domina entre evangélicos com 69% contra 25% de Lula, e na região Sul, onde marca 58% ante 35% do presidente.

O que chama atenção no levantamento é o grau de cristalização da campanha. Segundo o Datafolha, 94% dos eleitores entrevistados afirmam estar totalmente decididos sobre em quem votarão, deixando apenas 6% como potencialmente flutuantes. Esse número sugere que a margem para mudanças significativas nas próximas semanas é estreita.

Quanto às motivações, o instituto identificou que 76% dos entrevistados votam porque acreditam que seu candidato é a melhor opção. Mas há um detalhe relevante: 25% dos que pretendem votar em Flávio dizem que sua motivação primária é derrotar Lula, não necessariamente apoiar o candidato do PL. Esse voto de rejeição representa um componente importante da sua votação.

O levantamento foi protocolado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-0949/2026, seguindo os procedimentos de registro obrigatório para pesquisas eleitorais. Com a cristalização alta e a margem de erro de dois pontos percentuais, o cenário que emerge é de uma disputa definida, mas ainda dentro da margem estatística que permite reversões.

25% dos que pretendem votar em Flávio dizem que sua motivação primária é derrotar Lula
— Instituto Datafolha
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