Datafolha: Flávio Bolsonaro lidera segundo turno com 49% contra 45% de Lula

A desaprovação ao governo permanece em 49%, acima dos que aprovam
Lula enfrenta rejeição quase equivalente à aprovação, enquanto Flávio articula coalizão partidária.
Mark

Como uma vantagem de quatro pontos se traduz em realidade eleitoral quando a margem de erro é de dois pontos?

Mimi

Tecnicamente, os números se sobrepõem. Flávio pode estar em 47% e Lula em 47%, ou Flávio em 51% e Lula em 43%. O que a pesquisa diz é que há uma tendência, mas não certeza.

Luke

Exato. E é importante notar que indecisos são apenas 1%. Isso significa que a maioria dos eleitores já escolheu, então mudanças grandes de agora até o voto são menos prováveis — mas não impossíveis.

Mark

Por que Lula está mudando sua estratégia para redes sociais e influenciadores agora?

Mimi

Porque a estrutura tradicional dele — o PT, as alianças institucionais — não está gerando o impulso que precisa. Flávio está ganhando na articulação política, então Lula tenta ganhar em outro terreno.

Luke

Mas não sabemos se essa estratégia vai funcionar. É uma aposta. A pesquisa não mede o impacto de vídeos em selfie ou influenciadores — ela apenas registra intenção de voto neste momento.

Mark

A desaprovação ao governo em 49% prejudica Lula?

Mimi

Prejudica, sim. Quando quase metade do país desaprova você, é difícil pedir voto. Mas note que em julho a aprovação estava acima — então não é uma trajetória só de queda.

Luke

E aqui está o ponto: não sabemos por que a aprovação caiu de julho para agora. A pesquisa não explica as causas. Pode ser economia, pode ser comunicação, pode ser eventos específicos.

Mark

Os votos dos candidatos eliminados realmente vão para Flávio?

Mimi

Segundo a pesquisa, 46% deles declararam migração para Flávio, contra 32% para Lula. Mas declarar é diferente de votar.

Luke

Exatamente. Eleitores mudam de ideia. E há 15% que dizem branco ou nulo — eles podem mudar também. A pesquisa captura um momento, não uma promessa.

  • Flávio Bolsonaro abre quatro pontos de vantagem sobre Lula a sete dias do segundo turno, numa pesquisa com 2.520 eleitores e margem de erro de dois pontos percentuais.
  • A desaprovação ao governo Lula permanece em 49%, com 40% dos eleitores classificando a gestão como ruim ou péssima — um peso que a campanha petista precisa neutralizar na reta final.
  • O campo bolsonarista converte endossos institucionais em estratégia: Caiado, Zema, PP-União Brasil e Frente da Agropecuária já declararam apoio, e a campanha trabalha para transformar alianças em votos.
  • Lula inverte o tabuleiro ao adotar vídeos em formato selfie e aproximação de influenciadores digitais, tentando ocupar um terreno comunicacional historicamente dominado pela direita.
  • Entre eleitores de candidatos eliminados no primeiro turno, 46% migraram para Flávio e apenas 32% para Lula — um fluxo que, se mantido, pode ser decisivo na apuração.

A uma semana do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras de 2026, o Datafolha registra um equilíbrio tenso e revelador: Flávio Bolsonaro sustenta 49% das intenções de voto contra 45% de Lula, numa diferença que cabe dentro da margem de erro, mas que aponta para uma disputa em que a desaprovação ao governo vigente e a capacidade de construir coalizões podem definir o destino do poder. O momento captura algo mais amplo do que números — é o retrato de um país que ainda negocia, internamente, sua direção.

A uma semana do segundo turno, o Datafolha coloca Flávio Bolsonaro à frente de Lula com 49% contra 45% das intenções de voto. A pesquisa, realizada entre 6 e 8 de outubro com 2.520 eleitores e registrada na Justiça Eleitoral, foi contratada pelo grupo Globo e pela Folha de S. Paulo, com nível de confiança de 95%.

As duas campanhas redefinem suas táticas para a reta final. Flávio aposta na construção de uma coalizão institucional sólida: após o primeiro turno, recebeu endossos de Ronaldo Caiado pelo PSD, Romeu Zema pelo Novo, da federação PP-União Brasil e da Frente Parlamentar da Agropecuária. A campanha agora trabalha para converter essas alianças em votos concretos, mantendo diálogo contínuo com dirigentes, governadores e lideranças que não avançaram ao segundo turno.

Lula, por sua vez, adota uma estratégia incomum para o campo petista: vídeos em formato selfie, aproximação de influenciadores digitais e uma ofensiva para ampliar a rejeição ao adversário. A aposta é ocupar um espaço comunicacional — linguagem informal, conteúdo curto, plataformas jovens — que historicamente pertencia mais à direita.

A desaprovação ao governo permanece em 49%, com 40% dos eleitores avaliando a gestão como ruim ou péssima. Ao longo do ano, a aprovação oscilou: chegou a ultrapassar a desaprovação em julho, mas voltou a ser reprovada pela maioria desde então. Entre os eleitores de candidatos eliminados no primeiro turno, 46% migraram para Flávio e 32% para Lula — um fluxo que pode ser determinante. Os indecisos somam apenas 1%, e o segundo turno se aproxima com o resultado ainda dentro da margem de erro.

A uma semana do segundo turno, Flávio Bolsonaro abre vantagem de quatro pontos percentuais sobre Lula em levantamento do Datafolha divulgado nesta quinta-feira. O candidato bolsonarista marca 49% das intenções de voto contra 45% do presidente petista, dentro de uma margem de erro de dois pontos percentuais. A pesquisa foi conduzida entre 6 e 8 de outubro, com entrevistas presenciais a 2.520 eleitores, e registrada na Justiça Eleitoral sob o código BR-02949/2026.

O levantamento captura um momento em que as duas campanhas redefinem suas táticas para a reta final. Flávio concentra seus esforços na construção de uma coalizão partidária robusta, articulando apoios junto a governadores, prefeitos e lideranças políticas de diferentes legendas. Nos dias seguintes ao primeiro turno, o candidato do PL recebeu endossos de Ronaldo Caiado pelo PSD, Romeu Zema pelo Novo, da federação PP-União Brasil e da Frente Parlamentar da Agropecuária. O Novo, Republicanos e Podemos também anunciaram apoio. Agora, a campanha trabalha para converter essas alianças institucionais em votos, com conversas contínuas entre Flávio e seus aliados com dirigentes, governadores, prefeitos e candidatos que não avançaram ao segundo turno.

Lula, por sua vez, adota uma estratégia que inverte o tabuleiro tradicional. Enquanto o bolsonarismo historicamente dominou as redes sociais, o presidente petista agora investe em vídeos no formato selfie, aproximação de influenciadores digitais e uma ofensiva para ampliar a rejeição ao adversário. A mudança reflete uma tentativa de ocupar um terreno comunicacional que, historicamente, pertencia mais à direita — linguagem informal, conteúdo curto, presença em plataformas onde jovens eleitores circulam.

A desaprovação ao governo Lula permanece em 49%, acima dos 48% que aprovam sua gestão. Esses números se mantêm estáveis em relação à pesquisa anterior, de 1º de outubro. Quando se detalha a avaliação, 40% dos eleitores classificam o governo como ruim ou péssimo — um ponto percentual a menos que na semana anterior. Para 35%, é ótimo ou bom, mantendo o mesmo patamar. Outros 24% o consideram regular. A trajetória da aprovação ao longo do ano revela oscilações: em abril, a desaprovação atingiu 51%, abrindo uma vantagem de seis pontos. Em julho, a aprovação chegou a ultrapassar numericamente a desaprovação, marcando 49% contra 48%. Desde então, porém, a gestão voltou a ser reprovada pela maioria.

Entre os eleitores que votaram em candidatos eliminados no primeiro turno — Arturo Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema —, o fluxo de votos favorece Flávio. Segundo o Datafolha, 46% desses eleitores migraram para o candidato bolsonarista, enquanto 32% passaram a declarar apoio a Lula. Outros 15% afirmam que votarão em branco ou nulo. No segundo turno, os indecisos somam apenas 1% das intenções, e 5% dizem que pretendem votar branco ou nulo. A pesquisa foi contratada pelo grupo Globo e pela Folha de S. Paulo, com nível de confiança de 95%.

Flávio concentra esforços na articulação com partidos, governadores e lideranças políticas, enquanto Lula promove uma guinada na comunicação, com vídeos em formato de selfie e aproximação de influenciadores
— Estratégias das campanhas conforme descrito na pesquisa
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