Datafolha: Flávio Bolsonaro lidera Lula por 49% a 45% no segundo turno

Flávio amplia a vantagem quando se considera apenas votos válidos
Nos votos válidos, Flávio Bolsonaro sobe para 52% contra 48% de Lula, sugerindo eleitorado com preferência já definida.
Mark

Como uma vantagem de quatro pontos em uma pesquisa se traduz em termos práticos? Estamos falando de algo decisivo ou ainda há espaço para movimento?

Mimi

A margem de erro é de dois pontos percentuais, então tecnicamente Flávio poderia estar entre 47% e 51%, enquanto Lula poderia estar entre 43% e 47%. Isso significa que, dentro da margem de erro, os dois estão mais próximos do que parecem. Mas o fato de Flávio estar à frente em votos válidos com 52% a 48% sugere que o eleitorado já fez escolhas bastante definidas.

Luke

Espera — essa pesquisa foi feita nos dias 6 e 7 de outubro, logo após o primeiro turno. Quanto tempo falta até o segundo turno? Duas semanas e meia? Muita coisa pode mudar nesse período. A pesquisa nos diz onde estamos agora, não onde estaremos em 25 de outubro.

Mimi

Verdade. Mas o que é interessante é que apenas 1% dos entrevistados estava indeciso. Isso é um número muito baixo. Significa que a maioria das pessoas já tinha feito sua escolha ou estava muito próxima disso.

Mark

E quanto aos eleitores que votaram em outros candidatos? Você mencionou que 46% deles preferem Flávio e 32% preferem Lula. Isso é um indicador forte?

Mimi

É um indicador importante, sim. Esses votos — de Cury, Santos, Caiado e Zema — representam uma parcela significativa do eleitorado que não foi para nenhum dos dois principais candidatos no primeiro turno. Se Flávio consegue atrair quase metade deles enquanto Lula atrai apenas um terço, isso ajuda a explicar a vantagem que ele tem agora.

Luke

Mas a pesquisa não nos diz quantos votos esses candidatos alternativos receberam no primeiro turno. Sem saber o tamanho desse grupo, é difícil avaliar o impacto real dessa preferência. Além disso, as pessoas mudam de ideia. Alguém que disse que votaria em Flávio em 6 de outubro pode mudar de voto até 25 de outubro.

Mark

Então o que devemos estar observando nas próximas duas semanas?

Mimi

A mobilização de ambas as campanhas, as reações dos candidatos que apoiaram alternativas, possíveis alianças ou endossos. E também o comportamento dos eleitores que pretendem votar em branco ou anular o voto — são 5% segundo a pesquisa, e dependendo de como se movem, podem afetar o resultado.

Luke

Exatamente. A pesquisa nos dá um retrato de um momento específico. Não é uma previsão. É apenas onde as coisas estavam em 6 e 7 de outubro.

  • Flávio Bolsonaro lidera com 49% contra 45% de Lula — uma vantagem que, embora dentro da margem de erro, sinaliza continuidade da força obtida nas urnas do primeiro turno.
  • Nos votos válidos, a diferença se aprofunda: 52% a 48%, o que, pelo critério da Justiça Eleitoral, colocaria Flávio como presidente eleito se a eleição fosse hoje.
  • Apenas 1% do eleitorado permanece indeciso, indicando que a batalha real não está em convencer indecisos, mas em conquistar os eleitores de candidatos eliminados.
  • Entre os eleitores de Cury, Renan Santos, Caiado e Zema, 46% migram para Flávio e apenas 32% para Lula — uma transferência que pode ser decisiva na reta final.
  • Com o segundo turno a menos de três semanas, as campanhas entram em modo de intensificação máxima, disputando cada voto que ficou fora dos dois campos principais.

Nas primeiras horas após o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, o Brasil se vê diante de uma disputa que condensa décadas de polarização política. O Datafolha, ouvindo mais de dois mil eleitores, registra Flávio Bolsonaro à frente de Lula com quatro pontos de vantagem — uma margem estreita, mas suficiente para revelar que o eleitorado, em sua maioria, já escolheu seu lado. O segundo turno, marcado para 25 de outubro, será decidido não apenas pelos convictos de cada campo, mas por aqueles que votaram em outros caminhos e agora precisam escolher entre dois.

A primeira pesquisa Datafolha após o primeiro turno das eleições de 2026 coloca o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Lula (PT) na disputa pelo segundo turno. O levantamento, encomendado pela Folha de S.Paulo e TV Globo e divulgado em 8 de outubro, ouviu 2.520 eleitores nos dias 6 e 7 de outubro. O resultado: 49% para Flávio, 45% para Lula, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Quando se excluem brancos, nulos e indecisos — seguindo o critério da Justiça Eleitoral —, a vantagem cresce: 52% a 48%. Apenas 5% indicaram voto branco ou nulo, e somente 1% permanecia indeciso, revelando um eleitorado que, em grande parte, já havia definido sua escolha nos primeiros dias após o primeiro turno.

No domingo 4 de outubro, Flávio havia terminado com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A pesquisa mostra que o senador não apenas mantém a liderança como a amplia ligeiramente. Um elemento central para o desfecho será o comportamento dos eleitores de outros candidatos: entre os que votaram em Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, 46% pretendem migrar para Flávio e 32% para Lula — uma diferença que pode ser determinante numa disputa tão apertada.

O segundo turno está marcado para 25 de outubro. Até lá, as campanhas disputarão cada voto disponível, sabendo que a fotografia tirada pelo Datafolha é apenas o ponto de partida de uma corrida que ainda tem muito a revelar.

A primeira pesquisa Datafolha após o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 coloca o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. O levantamento, divulgado na quinta-feira 8 de outubro e encomendado pela Folha de S.Paulo e TV Globo, registra Flávio com 49% das intenções de voto contra 45% de Lula — uma vantagem de quatro pontos percentuais. A pesquisa ouviu 2.520 eleitores em todo o Brasil nos dias 6 e 7 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Quando se considera apenas os votos válidos, excluindo brancos, nulos e indecisos, a vantagem de Flávio se amplia: 52% contra 48% de Lula. Esse critério segue o padrão utilizado pela Justiça Eleitoral para definir o vencedor de uma eleição. No cenário geral, 5% dos entrevistados indicaram votos em branco, nulo ou nenhum dos candidatos, enquanto apenas 1% permanecia indeciso. Os números sugerem que a maior parte do eleitorado já havia manifestado preferência clara por um dos dois concorrentes nos primeiros dias após a votação do primeiro turno.

No domingo 4 de outubro, Flávio havia terminado o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula ficou em segundo lugar com 45,16%. Como nenhum dos dois alcançou mais da metade dos votos válidos, a eleição foi para o segundo turno. A pesquisa Datafolha mostra que o senador não apenas mantém a liderança registrada nas urnas como amplia numericamente a diferença em relação ao presidente.

Um fator relevante para o resultado final é o comportamento dos eleitores que apoiaram outros candidatos no primeiro turno. Entre aqueles que votaram em Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), 46% afirmaram que pretendem votar em Flávio Bolsonaro na segunda etapa. Outros 32% declararam apoio a Lula. Essa transferência de votos é considerada um dos fatores importantes para a disputa, especialmente diante da diferença relativamente pequena entre os concorrentes.

Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, as campanhas de ambos os candidatos entram em uma fase de intensificação das atividades eleitorais. A busca pelo apoio dos eleitores que votaram em alternativas aos dois principais candidatos, assim como a mobilização de indecisos e daqueles que pretendem votar em branco ou anular o voto, poderá influenciar o resultado final. A pesquisa Datafolha captura o cenário de intenções de voto registrado entre 6 e 7 de outubro, mas a definição do próximo presidente da República ocorrerá nas urnas em pouco mais de duas semanas.

A transferência desses votos é considerada um dos fatores importantes para a disputa presidencial, especialmente diante da diferença relativamente pequena entre os concorrentes
— Análise da pesquisa Datafolha
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